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Impressionante

Foto: M. Schincariol
Na partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América, o Santos acabou sendo derrotado pelo Bolívar por 2 a 1. O jogo ficou marcado pelos 2 gols de falta sofridos pelos brasileiros e pela pancadaria dos bolivianos. Neymar que o diga, já que o craque santista apanhou de tudo quanto é maneira nessa partida, até laranja jogaram no menino. No fim do jogo, perguntado por um repórter sobre a violência da equipe boliviana, Neymar foi categórico: "Vai ter volta". Mas todos nós sabemos que a "volta" santista não seria na violência, e sim na bola. Até porque, da "bola", a turma lá manja.

Foto: Reuters
E se formos analisar mais especificamente, podemos destacar 2 sujeitos na equipe do Santos que entendem DEMAIS de bola. E eu aposto um caldo-de-cana como vocês sabem que esses são Paulo Henrique Ganso e o próprio Neymar. E hoje, mais uma vez, eles puderam comprovar essa colocação. Enquanto um estava numa noite super inspirada, o segundo estava genial como sempre.

 E na tão esperada "volta", tivemos um verdadeiro passeio santista pra cima dos bolivianos: Elano marcou dois, Ganso mais dois, sendo um de letra, Neymar também fez dois e Borges e Alan Kardec fizeram um gol cada. Resultado final, impressionantes 8 a 0, fora o baile. Acredito que se o Santos quisesse ganhar de 15, ele ganharia pois era incrível a facilidade de se chegar ao ataque com tamanha qualidade e eficiência. Trocas de bola bem feitas, triangulações precisas e finalizações perigosas persistiram durante toda a partida. Teve tempo até de Neymar "tirar onda": passe de costas, carretilha, pedalada...Pior para o pessoal da Bolívia, que mal tocou na bola, e só serviu mesmo para assistir o espetáculo.


Foto: Reuters
Esse é o Santos, que, na bola, é difícil de parar. Com a classificação garantida, os brasileiros enfrentarão agora pelas quartas de final o Vélez Sarsfield, da Argentina, num duelo que promete muitas emoções. Lembrando que o Santos defende o título da Libertadores, e que pelo visto, não vai ser fácil para ninguém segurar o bi-campeonato. Disso, eu não duvido.

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Em busca do sonho


(Foto: Miguel Schincariol).

E finalmente o Corinthians espantou o fantasma das oitavas de final que já o assombrava há 12 anos. Em 2003 e 2006 o carrasco foi à equipe argentina River Plate. Já em 2010, apesar de ter feito a melhor campanha da primeira fase, a equipe paulista caiu diante do Flamengo. E em 2011, o maior fracasso da história do Corinthians na competição, quando foi eliminado pelo Tolima-COL ainda na Pré-Libertadores.

Mas ontem o clima estava diferente. Depois de empatar em 0 a 0 no Equador, para o Corinthians só a vitória interessava, já que o mesmo placar do jogo de ida levaria o confronto para os pênaltis e um empate com gols classificaria o Emelec. 

O JOGO:

A SORTE JOGANDO À FAVOR

A partida começou do jeito que todos esperavam, com um Corinthians superior, tomando a iniciativa das jogadas, buscando o gol desde o primeiro minuto. E um Emelec precavido, recuado, esperando uma falha corintiana para contra-atacar. A iniciativa do Timão surtiu efeito logo aos 7', depois que Alex, do campo de defesa, com uma maravilhosa visão de jogo lançou Emerson Sheik pela esquerda, o atacante carregou, prendeu a bola e tocou para a chegada de Fábio Santos, que contou com sorte, afinal nem tudo no futebol é técnica, e aos trancos e barrancos o lateral conseguiu empurrar para o fundo das redes, 1 a 0 Corinthians.

Era tudo o que todos os torcedores alvinegros queriam. Um gol logo no início para tranquilizar o time e fazer com que os equatorianos saíssem mais em busca do empate. Mas tranquilidade, para um clube que não avançava das oitavas a 12 anos, não era o que mais se encaixava no contexto, até porque um gol do Emelec podia ser uma tragédia para os corintianos. Por isso os brasileiros se mantiveram no ataque, buscaram, tentaram, finalizaram, mas o segundo gol dava sinais de que não sairia tão facilmente. 

Aos 21', Paulinho matou a bola no peito, dentro da grande área, encheu o pé, mas Dreer fez uma defesa brilhante, evitando o segundo gol. Logo em seguida, em outra jogada armada por Alex, o meia achou Sheik na esquerda que cruzou, o atacante Willian se antecipou do zagueiro, mas finalizou para fora. Aos 40', Danilo ajeitou de cabeça para a pequena área, novamente Paulinho apareceu, cabeceou com categoria e mandou a bola na trave, desperdiçando uma chance incrível para o Corinthians.

Com uma primeira etapa tranquila e totalmente dominada, o Timão foi para o intervalo com a vantagem mínima no placar e com a sensação de que podia ter criado uma vantagem maior.

A etapa final se iniciou de forma diferente, o Emelec que foi envolvido no primeiro tempo, passou a gostar do jogo e a tentar assustar o Corinthians. No primeiro minuto, o zagueiro Chicão chegou solando e o árbitro marcou tiro livre-indireto. Na cobrança a bola foi rolada para Valencia, que chutou forte à meia altura e obrigou o novo titular do Timão, Cássio, a fazer uma grande defesa colocando a bola para escanteio.

O ALÍVIO?

(Foto(Foto: Ari Ferreira).
A equipe da casa não conseguia encaixar seu jogo, errava muitos passes e saía muito do campo de defesa na base de chutões, o que facilitava para os defensores do time equatoriano. Aos 19', Chicão cobrou falta da intermediária e dessa vez o volante Paulinho não perdoou, desviou de cabeça mandando a bola no cantinho do gol defendido por Dreer. Delírio da fiel torcida no Pacaembu.

Apesar do gol, a torcida se mostrava ainda apreensiva com o resultado. Afinal 2 a 0 é um placar perigoso. Mas essa apreensão se devia mais pelo currículo corintiano na Libertadores do que pela atuação da equipe. Depois de ampliar o time recuou e passou a apostar em jogadas de contra-ataque. Esse recuou exigiu um pouco mais do goleiro Cássio, que mostrou personalidade em todos os lances em que foi exigido e já está caindo nas graças da fiel. 

AGORA SIM! CLASSIFICADO!

(Foto: Marcos Ribolli).

Aos 40', se alguém ainda tinha dúvidas da classificação corintiana, Alex se assegurou de deixar bem claro que o Timão estava mais vivo do que nunca. Após uma bela inversão de jogo de Emerson Sheik, Danilo recebeu na esquerda e tocou para a chegada de Alex que dominou, invadiu a área e bateu na saída do goleiro, 3 a 0 e o Pacaembu estava em festa.

Antes do apito final, os equatorianos tiveram um gol bem anulado. Quando De Jesús, em posição irregular, pegou a sobra do goleiro Cássio e mandou para as redes.

O Corinthians terá pela frente uma equipe brasileira, o Vasco, que se classificou com muito sufoco nos pênaltis diante do Lanús. A expectativa é de um grande espetáculo, afinal é o confronto entre o campeão e o vice-campeão do Brasileirão de 2011 e a promessa é de dois jogos muito equilibrados e cheios de emoção.

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O que eu também não entendo.

Olha, eu até acredito que o torcedor azulino esteja triste com a eliminação no Campeonato Alagoano, mas tenho a certeza que ele não está decepcionado com o time. Afinal de contas, a campanha do segundo turno foi espetacular e, graças a ela, o time voltou a ser respeitado pelos adversários, pela própria torcida e, o mais importante, se classificou novamente para a Série D. Podíamos até não ver um elenco com estrelas, mas era extremamente visível como o conjunto se sobressaia.

Paulo Chancey Jr.
Tínhamos um Flávio que transmitia uma segurança que há tempos não se via no gol azulino, um Washington que desequilibrava a cada partida, um esforçado Kel que sabia segurar o jogo na meia, um lúcido Jucemar e um iluminado Rony que colocava a bola para dentro. Em cada setor do campo, você tinha uma peça-chave, caracterizando o equilíbrio existente no elenco. O time era muito bom, e me atrevo a dizer que ele só não está na grande final por mero acaso.

Mas aí, termina o campeonato, e a popular "lista de dispensas" começa a ser cogitada. É totalmente compreensível a existência dela, até porque uma folha salaria com mais de 35 atletas realmente pesa nos cofres de qualquer equipe com uma saúde financeira não lá muito boa. O problema é QUEM está na lista. Hoje, a diretoria convoca uma coletiva e anuncia os nomes:  O então terceiro goleiro Santos, os laterais Jackson e Jefferson, o zagueiro Rafael Araújo, os volantes Leís e Douglas Silva, os meias William César e Kel, e os atacantes Reinaldo Gaúcho, Jean Assis e Rony. 


Cara, como assim dispensar o Rony? O cara era artilheiro do time! O Rafael que era bom zagueiro e ainda quebrava um galho na lateral? O Douglas Silva que encaixou legal no time? o Kel, que não era um Deco da vida, mas sabia segurar a bola no meio, dar aquela cadenciada? COMO ASSIM?! Faltando 19 dias para a estréia do time na Série D, a diretoria se desfaz de boas peças, que já estavam entrosadas, que davam cara a equipe, para contratar outros que nem sabemos se vão dar certo. É isso que eu não entendo. Vale lembrar que a Série D é uma competição de TIRO CURTO. Uma má campanha na primeira fase é suficiente para a eliminação, que, caso aconteça amigo, AÍ SIM o torcedor marujo ficará decepcionado.


Ah, temos um novo detalhe: Sabe o Flávio, goleirão experiente e capitão do time? Talvez ele também não fique. 


Sabe aquele planejamento tão comentado no início da temporada? Pois é.



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Chelsea e seu "grand finale".


            O Chelsea está mesmo embalado esta temporada, apesar de não ter ido bem no Campeonato Inglês, o time está na final da Uefa Champions League, eliminou, inclusive, o Barcelona na fase semifinal e ontem os Blues conquistaram a FA Cup, ganhando do Liverpool. O brasileiro Ramires marcou mais uma vez e só destacou sua ótima e decisiva atuação em 2011-2012.
Durante o primeiro tempo os londrinos dominavam o jogo e logo abriram o placar, na segunda etapa, Didier Dorgba, ou “Mr. Wembley”, como ficou conhecido, marcou também; o marfinense é o único jogador a marcar gols em quatro finais do campeonato. Depois disso os Blues adotaram uma postura defensiva e deram oportunidade para que os Reds tentassem o empate, o Liverpool ainda fez um com Andy Caroll e por pouco não saiu o gol que levaria o jogo para a prorrogação.
            Essa foi a quarta FA que o Chelsea ganhou nos últimos 6 anos, o time é soberano na história recente da competição e a vitória foi importante: vai impulsionar os Blues para disputarem a final europeia contra o Bayern de Munique no dia 19, e na casa dos alemães, além de representar a eficiência do técnico, ainda interino, Roberto Di Matteo, que montou um time unido e forte, principalmente na defesa, e depois dos bons feitos provavelmente será efetivado.

            O Chelsea desencantou apenas no fim da temporada, mas com o que o time está mostrando agora na reta final, espera-se que os Blues voltem ainda mais fortes para 2012-2013.

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Manchester Premier League.




          O campeonato inglês tem vários times londrinos, porém os únicos dois da cidade de Manchester foram o grande destaque nessa temporada 2011-2012. O City e o United se revezaram no topo da tabela; durante todo o campeonato houve uma disputa acirrada, e quando parecia que um dos times dispararia na frente, havia uma reviravolta e o segundo colocado acabava invertendo a situação. Na antepenúltima rodada aconteceu o clássico entre os dois líderes, que pôs o time azul novamente no topo, liderando com o mesmo número de pontos que os vizinhos, mas com 8 gols a frente.  Agora, restando apenas duas rodadas, é muito provável que os Citzens levantem o troféu da EPL pela terceira vez, depois de 44 anos. A esperança vermelha está no Newcastle, que está bem no campeonato, ainda disputa uma vaga na próxima Champions League e jogará com o City; caso eles consigam bater ou empatar com os azuis de Manchester e o United vença, a liderança volta novamente ao time do Sir Alex Ferguson.
O clássico entre os dois times aconteceu na última segunda, no Etihad Stadium, e o Manchester City conseguiu em casa uma vitória magra por 1 x 0, com um gol de cabeça de Kompany durante uma cobrança de escanteio no final do primeiro tempo. Apesar do placar, o derby foi cheio de emoções, os dois técnicos até discutiram durante o jogo, e no fim a torcida azul pôde comemorar cantando Blue Moon, confiante no tão esperado título. O United, que não apresentou um bom futebol e, aliás, não mostra toda a sua categoria há muito tempo, pode acabar a temporada sem nenhum título importante, o que lhes é atípico.
Ano passado City e United foram campeões de competições inglesas no mesmo dia, esse ano caíram da Champions League também juntos, contudo, na EPL só podia ser de um dos dois. 2011-2012 parecia que era do City, o time apresentou um futebol ofensivo, ao contrario do rival, que jogando feio acabou indo bem, e até liderou o campeonato. Ainda não há certeza matemática quanto ao campeão, mas foi uma temporada interessante, que girou em torno da cidade de Manchester.

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Inspirado no “ferrolho suíço”, Chelsea completa a semana de pesadelos do Barcelona.


          O Chelsea pegou o temido Barcelona na semifinal da Uefa Champions League e apostou na defesa como sendo o melhor ataque. Esta é a tática que todos os times adotam: se defender do Barça a maior parte do tempo e tentar o gol nas oportunidades de contra-ataque. Porém, todos sabemos que é preciso ser muito eficaz para deter o rápido e dinâmico ataque catalão e não levar gols. Os Blues mostraram que têm essa eficácia e, inspirados na famosa retranca suíça, jogaram todos na defensiva e até os que tinham função ofensiva, como o marfinense Didier Drogba, recuaram para neutralizar o carrossel catalão. Deu certo. No jogo em Londres conseguiram não levar gols, fazer um, e vir para a volta em Barcelona com a vantagem. No Camp Nou, empataram em 2x2 e conseguiram ir à final do campeonato.
Jogar no Camp Nou seria, obviamente, mais complicado do que em casa e perder John Terry, por uma infantilidade, ainda no primeiro tempo seria pior ainda. Após a derrota do Barça sábado passado (21) para os rivais merengues pelo campeonato espanhol, que praticamente lhes custou o título da Liga, o time veio para a decisão da UCL abalado, porém pressionava fortemente o Chelsea. Com a expulsão do capitão do time de Londres e com dois gols levados, parecia que tudo estava perdido e que os Blues não iriam chegar à final, mas já nos acréscimos do primeiro tempo, Ramires fez um golaço de cobertura à la Lionel Messi e fez ressurgir, na Espanha, as esperanças dos torcedores londrinos.


O Barcelona não conseguiu jogar como de costume, pois se deparou com uma defesa muito bem articulada e a partir de então, com o placar agregado a favor dos adversários, começaram a tentar jogadas aéreas, mais longas, chutes de fora da área, o que não é o estilo catalão, e a tentativa não fez efeito diante da ótima defesa do Chelsea, além disso, a sorte não estava mesmo com os donos da casa, Messi perdeu um pênalti e o time teve várias chances desperdiçadas; e no final no jogo, quando o Barça já tentava desesperadamente pressionar para conseguir o gol que lhes colocaria na final, Fernando Torres, que desde que chegou ao Chelsea foi criticado por ter valido tão caro e perder o bom rendimento e desperdiçar gols incríveis, mostrou que é realmente o carrasco dos espanhóis, conseguiu um contra-ataque, fez seu oitavo gol contra o time catalão e assegurou a classificação dos Blues.
A temporada do Barcelona ficou totalmente amarga em menos de uma semana, foi eliminado da Liga dos Campeões e, ao que tudo indica, também perdeu o título do campeonato espanhol. Não devemos tirar os méritos do fantástico time do Barcelona, contudo, é preciso reconhecer que outros times são capazes de parar os catalães, ou seja, o Barça é um time de humanos normais, e não sobrenaturais, que não ganham tudo e podem sim, contrariando o que muitos pensavam, serem batidos.

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Chega ao fim o jejum madrilenho.


          Após 5 anos sem vencer o Barcelona, finalmente o Real Madrid superou o adversário e conseguiu uma vitória por 2x1. O jogo de hoje marcou a excelente fase dos galáticos, que daqui a apenas quatro rodadas podem se consagrar novamente campeões da Espanha, além de terem aberto 7 pontos do segundo colocado, o Barça, que já até parabenizou o Madrid pela vitória e pelo título da temporada.
            O técnico José Mourinho nunca havia visitado o Barcelona e saído da Catalunha com uma vitória, na décima visita conseguiu. O Real Madrid jogou melhor que os donos da casa e, mesmo que com menos posse de bola, criou mais chances de gols e foi firme tanto na defesa, quanto no ataque. O resultado foi justo, o Barcelona não se destacou como de costume e deixou-se dominar pelos visitantes, que abriram o placar ainda no primeiro tempo, com uma falha da zaga.  Uma possível reação veio nos 70 minutos, com o gol de empate, mas 2 minutos depois, Cristiano Ronaldo fez seu 42º gol na temporada, superou Messi na artilharia, provocou a torcida adversária e encerrou o placar.
             O clássico não teve tantas polêmicas como de costume, apenas alguns desentendimentos ocorreram ao longo do jogo e o juiz controlou facilmente. A atuação do Barcelona e de seu principal jogador, Lionel Messi, foi fraca, o time não parecia tão confiante, mesmo jogando em casa, já com os merengues aconteceu o contrário, mostraram calma, fizeram poucas faltas e foram muito eficientes.
Esta foi a segunda derrota consecutiva do Barça, a primeira foi na quarta (18) contra o Chelsea, pela semifinal da Uefa Champions League, onde os donos da casa venceram por 1x0. Este fato não ocorre com o time catalão desde 2009. Com o resultado de hoje, é muito provável que o Real seja campeão da Liga Espanhola; resta ao Barça a Copa do Rei, na qual o time já está na final, e a Champions League, onde os dois times espanhóis perderam o primeiro jogo da semifinal e não estão numa situação tão fácil. 

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O Ministério Público adverte: não à festa, sim à incitação

“Penso, logo existo!” Já dizia René Descartes.

Quando nós pensamos em Ministério Público, Polícia Militar, Divisão de Inteligência, é óbvio que esperamos decisões inteligentes, serviço prestado com eficiência, decisões que sejam boas para toda à sociedade. Quando lidamos com quadrilhas, esperamos que as divisões de inteligência das polícias consigam agir de forma antecipada e eficaz. Já quando há um tumulto, num jogo de futebol, por exemplo, esperamos da Polícia Militar uma postura rígida, porém preparada. Mas...

BEM VINDO AO MUNDO MÁGICO DE ALAGOAS
O principal jogo do campeonato é entre os grandes CRB e CSA. Foi o jogo inaugural do Campeonato Alagoano 2012. O “Clássico das Multidões”, de um lado a torcida Regatiana, do outro, a torcida Azulina. Um clássico onde a rivalidade e a festa prevalecem. Lógico que as torcidas (des) organizadas têm as suas rixas inacreditáveis, pois não há como entender o porquê de um ser humano odiar, espancar e matar o outro pelo simples fato de o mesmo torcer por um time rival ou pertencer a torcida tal. Mas, enfim, são banalidades do ser humano que, parece não evoluir, muito pelo contrário, a cada dia que passa, ele parece regredir.

No primeiro clássico, tudo como mandam as ordens: PM com um plano de segurança traçado, as organizadas comprometidas a não fazer baderna, Federação Alagoana de Futebol comprometida em viabilizar horários e acessos. Ou seja, tudo como manda o figurino. Mas todo mundo sabe que teoria não é prática, que o time do papel não é o time do campo. Então há sempre as brigas fora do estádio, as depredações nos ônibus
e contra o patrimônio público, etc.

Cá estamos nós novamente, após todo o campeonato, finalmente chegamos ao clássico do returno. Então o que esperar dos órgãos públicos? Já que tiveram tanto tempo para repensar as atitudes, devido às confusões do primeiro clássico, era de se esperar decisões inteligentes e com extrema antecedência. Pois bem... Não. Não obtivemos decisões com antecedência, e muito menos decisões inteligentes. O Ministério Público acaba de decidir que está proibida a entrada das torcidas (des) organizadas no clássico desse sábado (21/04). E tudo o que possa fazer bem ao espetáculo, ou seja, faixas, bandeiras, uniformes, resumindo: tudo que não faz mal a sociedade.

São nessas horas que eu me pergunto: Mas como uma decisão dessas, às vésperas do clássico, vai evitar qualquer tipo de violência? Muito pelo contrário! Isso só vai incitar ainda mais a violência. Torcedor vai para o estádio para torcer. Marginal vai ao estádio para brigar. É uma equação simples. A polícia tem que estar preparada para evitar confrontos e saber controlar situações, por isso tem o plano de segurança, que é feito com a Polícia Militar, os clubes que jogarão, a federação e as torcidas (des) organizadas.
E cabe ao Ministério Público saber agir junto com a PM e bolar um plano para que esse (des), das torcidas organizadas, suma de uma vez. Que criem um cadastro único das torcidas com os clubes, que usem o dinheiro público para alguma coisa decente e invistam em câmeras de segurança por todo o estádio e fora dele (que é justamente onde acontece a violência), mas não para tirar a beleza do espetáculo.

Esperamos tanto por um clássico bonito, mas nas vésperas do mesmo, somos obrigados a ver o Estado errar, pra variar.

Penso, logo existo.


Ou seria: Não penso, mas existo?

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Corinthians e a derrota da dialética






















Corinthians vence o Deportivo Táchira e não lembra mais o que é perder: A última derrota da equipe foi ainda este ano, em jogo válido pelo Paulistão - 1 a 0 para o Santos, no dia 4 de março, na Vila Belmiro.

Ocuparemos-nos num olhar para além partida válida pelo grupo 6, o Corinthians goleou o time venezuelano pelo placar de 6 a 0.

UM BREVE OLHAR BENJAMINIANO SOBRE A EQUIPE PAULISTA.

O torcedor corinthiano sempre foi conhecido por ser o "Sofredor", mas nas últimas partidas, principalmente nesse cabeçalho do semestre, o torcedor alvinegro não tem sofrido tanto assim.

Na era Mano Menezes, exclusivamente pelo Campeonato Paulista de 2009, o que se notava era um time que simplesmente não perdia, tanto que foi campeão invicto do torneio. Os torcedores não se viam mais como 'sofredores' Mano não deixou, com Ronaldo e cia o Corinthians do primeiro semestre de 2009 foi campeão pelo Paulistão e Copa do Brasil. Nos anos de 1998 até 2000 a equipe alvinegra foi considerada uma das melhores do Brasil, sendo bicampeã do Brasileirão e Mundial da FIFA, mesmo com a derrota nas semifinais da Taça Libertadores em 2000, o estigma do torcedor 'sofredor' não vingava.

Walter Benjamin em sua crítica sobre a derrota da dialética diz: Por dura que seja, é apenas uma derrota: não é a morte. E as derrotas da dialética podem sempre vir a ser, dialeticamente, aproveitadas pelos dialéticos. A vitória pode engendrar facilmente uma ideologia triunfalista que entorpece o espírito autocrítico e leva o pensamento a se instalar num carro blindado. A derrota, ao contrário, nos desafia a nos revitalizarmos e pode nos dar uma preciosa ocasião para no renovarmos; com a derrota, podemos, "aprender todas as fintas da ascensão e podemos nos banhar na vergonha como no sangue de um dragão".

Todos nós cobiçamos sempre a conquista, é evidente, mas quando ela se torna exorbitante e comum, o ‘bel-prazer’ se torna cada vez menos agradável. O que os torcedores corinthianos esperam é, sobretudo não perderem o espírito "Corinthiano, Maloqueiro e Sofredor, graças a Deus!" espírito imprescindível o qual vem esvaindo-se a cada vitória da equipe paulista.

Já diria Fernando Pessoa: "Toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu a vitória. Ficam satisfeitos, e insatisfeitos só por poderem estar aquele que se conforma, que não tem a mentalidade do vencedor. Vence só quem nunca consegue."

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"Zebra" à vista?


           Qual o melhor técnico do mundo? Qual o melhor jogador do mundo? Qual o melhor time do mundo? É certo que para as três perguntas, as respostas da maioria vão variar principalmente entre Mourinho e Pepe Guardiola; Messi e Cristiano Ronaldo; Real Madrid e Barcelona. Os gigantes do país campeão da copa atraem olhares e admiração dos 4 cantos do mundo, todos param quando tem clássico Real x Barça.
                No decorrer da atual Uefa Champions League os sorteios dos grupos e os cruzamentos da fase mata-mata ocorreram de tal forma que a única maneira de haver um Real Madrid x Barcelona seria na final; e os times chegaram até as semi, aumentando as expectativas para uma super final. Claro que seus rivais não eram times quaisquer: Chelsea e Bayern de Munique, porém as fichas de aposta certamente iriam para os dois times da Espanha.
                O Real foi até Munique jogar no estádio da finalíssima e teve que encarar um grande time, não aguentou a pressão e perdeu por 2x1. Já o Barcelona foi visitar os Blues e se deparou com um ótimo esquema de defesa e em um contra-ataque, o Chelsea achou o que foi, talvez, a única chance de gol que o time teve no jogo e não desperdiçou; resultado: 1x0, a primeira derrota do Barça na UCL nessa temporada. Semana que vem acontecem os jogos de volta e os espanhóis terão que jogar muita bola para poder passar, senão o público mundial terá que se contentar com o clássico entre os galáticos e os catalães que ocorrerá esse fim de semana pela Liga Espanhola.

Deixando de lado os espanhóis, o Bayern e o Chelsea apresentaram um ótimo futebol, poucos enfrentam tão bem os espanhóis. Seria bem interessante uma final entre os dois que derrotaram as duas potências da atualidade, não?

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