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Respeito e cautela... Até demais


Mais um duelo de leões. Os gigantes que há pouco tempo dormiam, acordaram de vez. Vasco e Corinthians chegaram com mérito e respeito às quartas de finais da Copa Libertadores da América. Ambas as equipes apresentaram um futebol razoável até o jogo de hoje, logo, esperava-se um jogão. E de fato, tivemos. Não foi um jogo bonito, mas foi um jogão.

Um jogo truncado e aberto ao mesmo tempo. Os dois times se portaram da mesma forma: quando um ataca, o outro se defende com todo mundo voltando. Quando gigantes se enfrentam, normalmente sai gol. Mas quando gigantes se enfrentam numa fase de mata-mata da Libertadores, o pé no freio fica sempre alerta. Hoje foi assim.

Campo encharcado, raça, disposição, espírito de libertadores e respeito, muito respeito. Os dois times cansaram de interceptar passes errados. Por isso o jogo foi tão corrido. Enquanto o Corinthians errava o último passe, o Vasco já se armava para atacar com todos e... Também errava o passe “precioso”.

Quando ambos conseguiram finalizar, Cássio trabalhou mais, mas a defesa mais importante do jogo foi de Fernando Prass. A atuação do goleiro corinthiano foi boa, mas por pouco ele não se complicou, errou nas saídas de bola e quase cometeu um pênalti bobo e Alecsandro, mas teve reflexo suficiente para parar.

A saída de Juninho Pernambucano deu fim à precisão nas bolas alçadas na área do Corinthians. Cristóvão não quis sacrificar um volante para ousar o ataque. É o tal do respeito e da cautela. Carlos Alberto, sempre uma incógnita, entrou bem, teve uma chance de finalização, porém parou na barreira humana corinthiana, mas nada mudaria o resultado do jogo de hoje.
Já pelo lado paulista, Douglas, Willian e Elton não conseguiram mudar o panorama do jogo. Danilo, Alex e Emerson seguiram o ritmo de Juninho, Diego Souza e Alecsandro.

E o gol anulado de Alecsandro... Foi daqueles de deixar o Vascaíno puto da vida, e o Corinthiano rezando em agradecimento para São Jorge. Quem decide é o bandeira, e o mesmo anulou o gol. Definitivamente não era jogo para sair gol.  



O primeiro jogo já foi. Ambas as equipes se conhecem muito bem, pois brigaram pelo título brasileiro até o fim. O empate sem gols ficou melhor para o Gigante da Colina, mas só se o mesmo fizer gol lá no Pacaembu, o que é difícil, mas não impossível; E o Coringão vai ter que suar mais ainda a camisa em casa, pois só a vitória interessa. O jeito é esperar que, no Pacaembu, haja mais ousadia, e uma dose menor de respeito e cautela... Principalmente cautela.

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Até sempre Pippo; City campeão; Adeus Pepe.


Resumo do futebol de agosto de 2011 a maio de 2012:

É com a emoção que o futebol nos proporciona que escrevo esse texto. E é, em especial, para aqueles que, assim como eu, são apaixonados por este esporte rei. Para lembrar aos que acompanharam anos gloriosos deste esporte, acostumados a ver “historia” a cada partida e que já não acreditavam mais que era possível escrever esse conto com marcas tão importantes  em ritmo tão frenético, que ainda há muito para ser contado. É também para mostrar àqueles que presenciaram apenas um momento mais breve do futebol que é possível ver jogadores de nível igual aos da época de seus avós e pais, clubes com importância histórica e mudanças de rumo. Então, começo:

O período entre agosto do ano passado e este presente mês é equivalente a temporada 2011-12 do futebol europeu. Talvez seja essa a temporada mais importante e/ou marcante dos últimos 10 anos. 10 anos... duração de tempo que, na Itália, Andrea Pirlo, campeão do mundo pela seleção, em 2006, e pelo Milan, em 2007, passou no clube rossonero, antes de se transferir, na temporada passada, ainda aplaudido por seus anos gloriosos na equipe do san siro, para um de seus maiores rivais, a Juventus. Um ano antes da chegada de Pirlo e um ano após sua saída (12 anos) foi o tempo que marcou a passagem do igualmente campeão mundial Gennaro Gattuso pela equipe de Milão. Agora, ao final desta temporada, o volante se despede seguido ainda de mais 2 ídolos gigantescos para esta equipe: Alessandro Nesta e Pippo Inzaghi. Dou destaque especial para o camisa 9, além de ser um dos maiores goleadores na história dos campeonatos europeus, ele é o maior goleador pelo clube presidido por Berlusconi presente no atual elenco. Sua despedida do clube, ainda marcando o gol da virada de sua equipe em seu ultimo jogo, marcou uma emocionante despedida para com os torcedores e, meio que sem querer, porém inerente a ele, acabou ofuscando, em seu gigantismo, a grandeza dos outros. Em um patamar um pouco menor, mas ainda sim enorme, despediu-se também deste clube Clarence Seedorf e o recém-chegado Mark van Bommel. Contudo, é provável que mais um enorme se despeça desta família (família sim, pelo tempo que o elenco permaneceu jogando junto): Gianluca Zambrotta. Ainda na Itália, quebrando um tabu de nove anos, vimos a Juventus ser campeã italiana sem perder nenhum de seus jogos, em um ano que não disputou os campeonatos europeus e foi eliminada nos pênaltis após sua única derrota na temporada para o Milan, seu principal adversário na conquista deste ultimo scudetto. A outra gigante de Milão, a Internazionale, teve uma temporada de altos e baixos e não consegui manter o nível de seu futebol apresentado nos últimos anos, talvez por conta de sua demasiada troca de técnicos... e ainda não parece ter encontrado um definitivo.

Em um país pudemos notar a “briga”, resumida “apenas” ao esporte, de uma cidade. Sem depravação por conta de torcidas rivais, sem a presença dos hooligans, foi possível desfrutar na Inglaterra um delicioso campeonato de 2. Isolados na liderança, os Manchesters duelaram pela barclays premier league do inicio do campeonato até o ultimo domingo, quando o Manchester City encerrou um jejum quase infindável, que relutava em ser quebrado desde que o clube regressou da “serie b” para a principal competição do futebol inglês, novamente, sagrando-se mais uma vez campeão. O jogo foi, possivelmente a melhor partida desta ultima temporada. Contra o menos expressivo QPR, os citizens tiveram momentos de altos e baixos durante a partida até um eletrizante 2x2 que ultrapassou os 90 minutos da partida e, sob condições de força, raça, habilidade e sobretudo, efusão da torcida, aos 93:20 de uma partida que se findaria aos 95min, Kun Aguero fez valer o preço de sua cntratação e deu a vitória conquistadora do titulo ao clube azul de Manchester.

Na Espanha o duelo entre Real Madrid e Barcelona apresentou um novo ganhador: o clube de Madrid. Acima disto, o clube comandado por José Mourinho conquistou “La Liga” e quebrou o recorde de gols e de pontos. Em sua reta final, o confronto ficou resumido a Messi x Ronaldo, uma vez que seus clubes já estavam estáticos em suas posições. Messi, aparentemente vitorioso, consagrado, acima da grandeza de seus feitos, pela mídia, que insiste em diminuir a grandeza do craque português para elevar ainda mais o gigantismo de Messi. Nos números, é difícil dizer que Cristiano foi derrotado pois, ele conseguiu ser o primeiro jogador a marcar mais de 50 gols em 2 edições seguidas em um dos principais campeonatos nacionais de algum pais europeu. Ele possui a maior média de gols assinalados por jogo disputados dos atletas ainda em atividade e possui quase tantos gols assinalados em sua carreira quanto seu rival argentino, que atingiu a meta de maior artilheiro da historia do Barcelona, na época, com “apenas” 237 gols. Feito nem tão grandioso, considerando os outros grandes artilheiros europeus, mas gigantesco, quando consideramos o temo que “el pulga” precisou para atingir essa meta. Os 2 são, indubitavelmente, os 2 melhores jogadores em atuação. Ainda sob tom de forte emoção, nesta reta final, a equipe catalã teve de se despedir de seu técnico mais vitorioso, Pep Guardiola. Sem renovar seu contrato, anunciando sua saída, seu assistente será seu substituto no cargo. Apesar do novo comandante azul-grená afirmar que pretende manter a filosofia implementada por Cruyff mas, consagrada por Pep, é impossível negar que o maior, até então se foi, e o rumo do Barça é mais incerto.

Não que as outras ligas europeias sejam menos importante, ou que não tenha ocorrido nada para se comentar, mas as situações da Itália, Iglaterra e Espanha exigem, pelo menos para este momento, um pouco mais de seletividade. 

Por fim, gostaria apenas de lembrar que no futebol não há inimigos, apenas rivais. A violência não deve ser excitada nunca neste esporte e não é preciso desmerecer um para enaltecer outro. Que fique sempre na mente das pessoas que o futebol é alegria, euforia e cumplicidade, portanto deve ser lembrado como tal. Em 2010 istoficou cravado nas bolas da copa: jabulani (alegria, euforia) e jo'bulani (festa da alegria) {esta última foi utilizada apenas na final da competição}.

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Agora é pra valer

Chegaram ao fim os Estaduais 2012. Muitas vezes criticados, muitas vezes exaltados, a verdade é que os Campeonatos Regionais são os grandes trunfos de alguns times no primeiro semestre de cada ano. Para aqueles grandes que não conseguiram vaga na Libertadores, ou até conseguiram, mas já foram eliminados, assim como os participantes da Copa do Brasil que passaram pela mesma situação e para aqueles pequenos que só tem essa oportunidade para ganhar atenção.

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CRB volta a comemorar.


Prestes a completar 100 anos de história, o Clube de Regatas Brasil presenteou os torcedores com a volta à série B e ontem, após 10 anos, voltaram a ser campeões alagoanos. A final foi disputada contra o ASA, assim como no primeiro turno, onde o Galo havia levado a melhor, contudo, era um adversário forte, que não perdia para os maceioenses há cinco anos.
O primeiro jogo da final ocorreu no Rei Pelé, e o CRB quebrou o jejum com o placar de 2 x 1, com direito a muita aflição e nervosismo aos torcedores presentes no estádio; agora bastava empatar em Arapiraca para levar o título, de acordo com o regulamento qualquer vitória do ASA levaria o jogo para a prorrogação, e na casa deles. O Galo da praia soube administrar o jogo da volta, e até teve chances de abrir o placar, o time arapiraquense pressionou mais no segundo tempo, contudo não saiu nenhum gol e o empate fez a torcida visitante comemorar.

O CRB foi acusado essa semana de ter jogado com um jogador irregular, o que deu mais nervosismo ao time, mas o incidente já foi resolvido e a vitória não pode ser contestada. O Galo não vai ter muito tempo para comemorar, pois nesta sexta feira já tem a estreia do time pela série B do campeonato Brasileiro 2012; o jogo será no Rei Pelé contra o Bragantino de Bragança Paulista. O vice ASA também representa Alagoas na segunda divisão. 

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90 Minutos no lixo, dois minutos na história


Inacreditável.  Sensacional. Emocionante. Espetacular.  Termos para descrever a virada histórica do Manchester City contra o Queen’s Park Rangers hoje, na última e decisiva rodada da Premier League é o que não faltam. 

A festa estava preparada, o City jogava a “final” em casa, o rival e único oponente na disputa do titulo, Manchester United, jogava fora de casa. Bastava fazer o simples. Uma vitória e os Citzens se consagrariam campeões. Mas não... Se o campeonato inteiro pediu emoção entre M. City e M. United brigando acirradamente ponto a ponto, não seria a última rodada que deixaria a desejar.

O gol de Rooney, para o United, contra o Sunderland colocou mais pressão ainda nas costas do City. Mas Zabaleta tratou de abrir o placar na primeira etapa com um belo chute, contou com a falha do goleirão, mas o que vale é a bola na rede. Eis que começa o apagão azul. Toma o empate, fica com um jogador a mais e... Leva a virada! Inacreditável. O City conseguiu entregar um jogo ganho, um jogo simples, tinha o jogo na mão e por puro nervosismo deixou o adversário virar...

Não tinha um cidadão no Etihad Stadium que acreditasse no que via. Os Citzens atacavam de forma desorganizada, já tinham dado adeus à tática inglesa, a raça e o desespero predominavam durante a segunda etapa. Mas aí surge a boa e velha “emoção do futebol”. Nos acréscimos, na última tentativa de reação Dzeko empatou a partida de cabeça, aos 46 minutos do segundo tempo. Foi o suficiente para botar fogo no jogo. Acendeu a torcida desacreditada e fez com que cada um dos torcedores incentivasse o time. Um minuto depois, Agüero fez o milagre que todos pediam. Numa tabela com Balotelli, o argentino costurou e mandou uma bomba no gol. A torcida pediu um milagre e o time atendeu.

Histeria, euforia e emoção. Após 44 anos, dois dias e 95 minutos de pura apreensão, os Citzens puderam gritar “É CAMPEÃO!” da Premier League Inglesa. Acabou o jogo e as regras dos estádios ingleses foi abaixo, a torcida eufórica invadiu o campo, mas sem violência, só festa e emoção. Parabéns ao Manchester City, campeão Inglês com méritos e pura adrenalina.

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Impressionante

Foto: M. Schincariol
Na partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América, o Santos acabou sendo derrotado pelo Bolívar por 2 a 1. O jogo ficou marcado pelos 2 gols de falta sofridos pelos brasileiros e pela pancadaria dos bolivianos. Neymar que o diga, já que o craque santista apanhou de tudo quanto é maneira nessa partida, até laranja jogaram no menino. No fim do jogo, perguntado por um repórter sobre a violência da equipe boliviana, Neymar foi categórico: "Vai ter volta". Mas todos nós sabemos que a "volta" santista não seria na violência, e sim na bola. Até porque, da "bola", a turma lá manja.

Foto: Reuters
E se formos analisar mais especificamente, podemos destacar 2 sujeitos na equipe do Santos que entendem DEMAIS de bola. E eu aposto um caldo-de-cana como vocês sabem que esses são Paulo Henrique Ganso e o próprio Neymar. E hoje, mais uma vez, eles puderam comprovar essa colocação. Enquanto um estava numa noite super inspirada, o segundo estava genial como sempre.

 E na tão esperada "volta", tivemos um verdadeiro passeio santista pra cima dos bolivianos: Elano marcou dois, Ganso mais dois, sendo um de letra, Neymar também fez dois e Borges e Alan Kardec fizeram um gol cada. Resultado final, impressionantes 8 a 0, fora o baile. Acredito que se o Santos quisesse ganhar de 15, ele ganharia pois era incrível a facilidade de se chegar ao ataque com tamanha qualidade e eficiência. Trocas de bola bem feitas, triangulações precisas e finalizações perigosas persistiram durante toda a partida. Teve tempo até de Neymar "tirar onda": passe de costas, carretilha, pedalada...Pior para o pessoal da Bolívia, que mal tocou na bola, e só serviu mesmo para assistir o espetáculo.


Foto: Reuters
Esse é o Santos, que, na bola, é difícil de parar. Com a classificação garantida, os brasileiros enfrentarão agora pelas quartas de final o Vélez Sarsfield, da Argentina, num duelo que promete muitas emoções. Lembrando que o Santos defende o título da Libertadores, e que pelo visto, não vai ser fácil para ninguém segurar o bi-campeonato. Disso, eu não duvido.

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Em busca do sonho


(Foto: Miguel Schincariol).

E finalmente o Corinthians espantou o fantasma das oitavas de final que já o assombrava há 12 anos. Em 2003 e 2006 o carrasco foi à equipe argentina River Plate. Já em 2010, apesar de ter feito a melhor campanha da primeira fase, a equipe paulista caiu diante do Flamengo. E em 2011, o maior fracasso da história do Corinthians na competição, quando foi eliminado pelo Tolima-COL ainda na Pré-Libertadores.

Mas ontem o clima estava diferente. Depois de empatar em 0 a 0 no Equador, para o Corinthians só a vitória interessava, já que o mesmo placar do jogo de ida levaria o confronto para os pênaltis e um empate com gols classificaria o Emelec. 

O JOGO:

A SORTE JOGANDO À FAVOR

A partida começou do jeito que todos esperavam, com um Corinthians superior, tomando a iniciativa das jogadas, buscando o gol desde o primeiro minuto. E um Emelec precavido, recuado, esperando uma falha corintiana para contra-atacar. A iniciativa do Timão surtiu efeito logo aos 7', depois que Alex, do campo de defesa, com uma maravilhosa visão de jogo lançou Emerson Sheik pela esquerda, o atacante carregou, prendeu a bola e tocou para a chegada de Fábio Santos, que contou com sorte, afinal nem tudo no futebol é técnica, e aos trancos e barrancos o lateral conseguiu empurrar para o fundo das redes, 1 a 0 Corinthians.

Era tudo o que todos os torcedores alvinegros queriam. Um gol logo no início para tranquilizar o time e fazer com que os equatorianos saíssem mais em busca do empate. Mas tranquilidade, para um clube que não avançava das oitavas a 12 anos, não era o que mais se encaixava no contexto, até porque um gol do Emelec podia ser uma tragédia para os corintianos. Por isso os brasileiros se mantiveram no ataque, buscaram, tentaram, finalizaram, mas o segundo gol dava sinais de que não sairia tão facilmente. 

Aos 21', Paulinho matou a bola no peito, dentro da grande área, encheu o pé, mas Dreer fez uma defesa brilhante, evitando o segundo gol. Logo em seguida, em outra jogada armada por Alex, o meia achou Sheik na esquerda que cruzou, o atacante Willian se antecipou do zagueiro, mas finalizou para fora. Aos 40', Danilo ajeitou de cabeça para a pequena área, novamente Paulinho apareceu, cabeceou com categoria e mandou a bola na trave, desperdiçando uma chance incrível para o Corinthians.

Com uma primeira etapa tranquila e totalmente dominada, o Timão foi para o intervalo com a vantagem mínima no placar e com a sensação de que podia ter criado uma vantagem maior.

A etapa final se iniciou de forma diferente, o Emelec que foi envolvido no primeiro tempo, passou a gostar do jogo e a tentar assustar o Corinthians. No primeiro minuto, o zagueiro Chicão chegou solando e o árbitro marcou tiro livre-indireto. Na cobrança a bola foi rolada para Valencia, que chutou forte à meia altura e obrigou o novo titular do Timão, Cássio, a fazer uma grande defesa colocando a bola para escanteio.

O ALÍVIO?

(Foto(Foto: Ari Ferreira).
A equipe da casa não conseguia encaixar seu jogo, errava muitos passes e saía muito do campo de defesa na base de chutões, o que facilitava para os defensores do time equatoriano. Aos 19', Chicão cobrou falta da intermediária e dessa vez o volante Paulinho não perdoou, desviou de cabeça mandando a bola no cantinho do gol defendido por Dreer. Delírio da fiel torcida no Pacaembu.

Apesar do gol, a torcida se mostrava ainda apreensiva com o resultado. Afinal 2 a 0 é um placar perigoso. Mas essa apreensão se devia mais pelo currículo corintiano na Libertadores do que pela atuação da equipe. Depois de ampliar o time recuou e passou a apostar em jogadas de contra-ataque. Esse recuou exigiu um pouco mais do goleiro Cássio, que mostrou personalidade em todos os lances em que foi exigido e já está caindo nas graças da fiel. 

AGORA SIM! CLASSIFICADO!

(Foto: Marcos Ribolli).

Aos 40', se alguém ainda tinha dúvidas da classificação corintiana, Alex se assegurou de deixar bem claro que o Timão estava mais vivo do que nunca. Após uma bela inversão de jogo de Emerson Sheik, Danilo recebeu na esquerda e tocou para a chegada de Alex que dominou, invadiu a área e bateu na saída do goleiro, 3 a 0 e o Pacaembu estava em festa.

Antes do apito final, os equatorianos tiveram um gol bem anulado. Quando De Jesús, em posição irregular, pegou a sobra do goleiro Cássio e mandou para as redes.

O Corinthians terá pela frente uma equipe brasileira, o Vasco, que se classificou com muito sufoco nos pênaltis diante do Lanús. A expectativa é de um grande espetáculo, afinal é o confronto entre o campeão e o vice-campeão do Brasileirão de 2011 e a promessa é de dois jogos muito equilibrados e cheios de emoção.

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O que eu também não entendo.

Olha, eu até acredito que o torcedor azulino esteja triste com a eliminação no Campeonato Alagoano, mas tenho a certeza que ele não está decepcionado com o time. Afinal de contas, a campanha do segundo turno foi espetacular e, graças a ela, o time voltou a ser respeitado pelos adversários, pela própria torcida e, o mais importante, se classificou novamente para a Série D. Podíamos até não ver um elenco com estrelas, mas era extremamente visível como o conjunto se sobressaia.

Paulo Chancey Jr.
Tínhamos um Flávio que transmitia uma segurança que há tempos não se via no gol azulino, um Washington que desequilibrava a cada partida, um esforçado Kel que sabia segurar o jogo na meia, um lúcido Jucemar e um iluminado Rony que colocava a bola para dentro. Em cada setor do campo, você tinha uma peça-chave, caracterizando o equilíbrio existente no elenco. O time era muito bom, e me atrevo a dizer que ele só não está na grande final por mero acaso.

Mas aí, termina o campeonato, e a popular "lista de dispensas" começa a ser cogitada. É totalmente compreensível a existência dela, até porque uma folha salaria com mais de 35 atletas realmente pesa nos cofres de qualquer equipe com uma saúde financeira não lá muito boa. O problema é QUEM está na lista. Hoje, a diretoria convoca uma coletiva e anuncia os nomes:  O então terceiro goleiro Santos, os laterais Jackson e Jefferson, o zagueiro Rafael Araújo, os volantes Leís e Douglas Silva, os meias William César e Kel, e os atacantes Reinaldo Gaúcho, Jean Assis e Rony. 


Cara, como assim dispensar o Rony? O cara era artilheiro do time! O Rafael que era bom zagueiro e ainda quebrava um galho na lateral? O Douglas Silva que encaixou legal no time? o Kel, que não era um Deco da vida, mas sabia segurar a bola no meio, dar aquela cadenciada? COMO ASSIM?! Faltando 19 dias para a estréia do time na Série D, a diretoria se desfaz de boas peças, que já estavam entrosadas, que davam cara a equipe, para contratar outros que nem sabemos se vão dar certo. É isso que eu não entendo. Vale lembrar que a Série D é uma competição de TIRO CURTO. Uma má campanha na primeira fase é suficiente para a eliminação, que, caso aconteça amigo, AÍ SIM o torcedor marujo ficará decepcionado.


Ah, temos um novo detalhe: Sabe o Flávio, goleirão experiente e capitão do time? Talvez ele também não fique. 


Sabe aquele planejamento tão comentado no início da temporada? Pois é.



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Chelsea e seu "grand finale".


            O Chelsea está mesmo embalado esta temporada, apesar de não ter ido bem no Campeonato Inglês, o time está na final da Uefa Champions League, eliminou, inclusive, o Barcelona na fase semifinal e ontem os Blues conquistaram a FA Cup, ganhando do Liverpool. O brasileiro Ramires marcou mais uma vez e só destacou sua ótima e decisiva atuação em 2011-2012.
Durante o primeiro tempo os londrinos dominavam o jogo e logo abriram o placar, na segunda etapa, Didier Dorgba, ou “Mr. Wembley”, como ficou conhecido, marcou também; o marfinense é o único jogador a marcar gols em quatro finais do campeonato. Depois disso os Blues adotaram uma postura defensiva e deram oportunidade para que os Reds tentassem o empate, o Liverpool ainda fez um com Andy Caroll e por pouco não saiu o gol que levaria o jogo para a prorrogação.
            Essa foi a quarta FA que o Chelsea ganhou nos últimos 6 anos, o time é soberano na história recente da competição e a vitória foi importante: vai impulsionar os Blues para disputarem a final europeia contra o Bayern de Munique no dia 19, e na casa dos alemães, além de representar a eficiência do técnico, ainda interino, Roberto Di Matteo, que montou um time unido e forte, principalmente na defesa, e depois dos bons feitos provavelmente será efetivado.

            O Chelsea desencantou apenas no fim da temporada, mas com o que o time está mostrando agora na reta final, espera-se que os Blues voltem ainda mais fortes para 2012-2013.

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Manchester Premier League.




          O campeonato inglês tem vários times londrinos, porém os únicos dois da cidade de Manchester foram o grande destaque nessa temporada 2011-2012. O City e o United se revezaram no topo da tabela; durante todo o campeonato houve uma disputa acirrada, e quando parecia que um dos times dispararia na frente, havia uma reviravolta e o segundo colocado acabava invertendo a situação. Na antepenúltima rodada aconteceu o clássico entre os dois líderes, que pôs o time azul novamente no topo, liderando com o mesmo número de pontos que os vizinhos, mas com 8 gols a frente.  Agora, restando apenas duas rodadas, é muito provável que os Citzens levantem o troféu da EPL pela terceira vez, depois de 44 anos. A esperança vermelha está no Newcastle, que está bem no campeonato, ainda disputa uma vaga na próxima Champions League e jogará com o City; caso eles consigam bater ou empatar com os azuis de Manchester e o United vença, a liderança volta novamente ao time do Sir Alex Ferguson.
O clássico entre os dois times aconteceu na última segunda, no Etihad Stadium, e o Manchester City conseguiu em casa uma vitória magra por 1 x 0, com um gol de cabeça de Kompany durante uma cobrança de escanteio no final do primeiro tempo. Apesar do placar, o derby foi cheio de emoções, os dois técnicos até discutiram durante o jogo, e no fim a torcida azul pôde comemorar cantando Blue Moon, confiante no tão esperado título. O United, que não apresentou um bom futebol e, aliás, não mostra toda a sua categoria há muito tempo, pode acabar a temporada sem nenhum título importante, o que lhes é atípico.
Ano passado City e United foram campeões de competições inglesas no mesmo dia, esse ano caíram da Champions League também juntos, contudo, na EPL só podia ser de um dos dois. 2011-2012 parecia que era do City, o time apresentou um futebol ofensivo, ao contrario do rival, que jogando feio acabou indo bem, e até liderou o campeonato. Ainda não há certeza matemática quanto ao campeão, mas foi uma temporada interessante, que girou em torno da cidade de Manchester.

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