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RACISMO!







Vira e mexe e a mídia, uma vez ou outra, evidencia os casos de racismo que acontecem contra jogadores negros, sobretudo na Europa. Mas, o que pouca gente compreende, é que essa mesma mídia é uma das maiores disseminadoras do racismo no futebol.
Em suas difusões e transmissões, as seleções africanas são sempre classificadas de ingênuas, desatinadas e violentas, quando na verdade o jogo mais violento da história de todas as Copas envolveu duas seleções europeias: Holanda e Portugal, em 2006 na Copa da Alemanha. O jogo acabou com 12 cartões amarelos e 4 vermelhos.


Certa vez, o programa Globo Esporte vinculou uma matéria sobre a vitória de 3 x 1 do Flamengo em jogo contra o Resende. O gol que deu a classificação da equipe Rubro Negra para a semifinal da Taça Guanabara foi marcado pelo jovem atacante Negueba.
A preocupação era mais em mostrar que o jogador havia tirado suas tranças do que falar do seu gol crucial. Nessa mesma matéria o jogador Deivid, também da equipe carioca, disse em tom de ironia mencionando a Negueba que “negro do cabelo duro tem que raspar tudo que nem eu faço (...) é melhor do que passar horas fazendo as tranças”.

Em partida pela Copa Libertadores da América, em 24 de junho de 2009 o atacante gremista Maxi López foi acusado racista contra o meia do Cruzeiro, Edicarlos. Posteriormente, este procurou a delegacia, em Belo Horizonte, registrando uma ocorrência, o que gerou grande tumulto na entrada do ônibus gremista. Foi instaurado o processo e Maxi Lópes pôde responder pela acusação de injúria qualificada e ser denunciado se a acusação de que houve racismo fosse acatada.
Exasperar a negritude em meio a isso, pedida boa não é, ainda mais num país tão racista como o Brasil. Por outro lado, quando jogadores negros como Ronaldinho Gaúcho ou Neymar resolvem acometer suas negritudes alisando os cabelos crespos, para se aproximarem do padrão de beleza estabelecido pela grande mídia, os alardes não acontecem nas mesmas dimensões. 


Ao observarmos a escravidão brasileira, compreendemos a peleja dos negros por seu alvedrio, conquistada na guerra contra um modo de produção escravista inserido de fora para dentro, permanecida na posição contrária a exploração racial, depois a abolição até os dias atuais. A justaposição de eventos históricos visivelmente tão distantes, 1695 (a morte de Zumbi dos Palmares) e a atualidade têm como definição a luta pela liberdade e contra a discriminação, luta por sinal categoricamente atemporal. 


Esta significação abrange todos aqueles que buscam, de verdade, uma sociedade onde a equidade não seja apenas cláusula legal, mas, de fato, uma concretude da história.
Nestas conjecturas, que influenciaram as ciências jurídicas e sociais, as pessoas eram identificadas como se fossem suspeitas ou criminosas pela cor da pele, formato estético, etc.
Uma infeliz influência, pois, além de robustecer esse “convencionalismo racial” contra negros, estas teorias consolidaram uma cultura de prevenção a PRIORI, onde todos sabem que etnia é a mais ''perigosa'' quando se dão as abordadas policiescas. Essa infeliz cena reproduz aos milhares, sem expressão pública, quando alguém caminha pela rua e, ao passar por alguém, receia ser vítima de brutalidade.

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Gol que é bom, nada










Na partida entre os dois elencos mais valiosos do futebol brasileiro, faltaram os craques e os gols. Muito desfalcados, Internacional e Santos não saíram do 0 a 0, no estádio Beira-Rio, pela 9ª rodada do Brasileirão. Com esse empate, os gaúchos somam 16 pontos, temporariamente na 5ª posição, e o Santos com 9 pontos, em 13º. 


Muito sono! 
Numa primeira etapa muito ruim, nenhuma das duas equipes conseguiu produzir, e os goleiros praticamente não fizerem esforço nenhum. 
A melhor oportunidade foi aos 10min, da equipe gaúcha. Dagoberto encontrou Mike livre na área, mas o goleiro Aranha saiu contendo o chute do meia-atacante.







Segunda etapa! 
Logo no começo do segundo tempo, Lucas Lima fez ótima jogada individual pela direita, colocou na frente e sofreu falta dura de Juan. 
Os jogadores colorados pediram o segundo amarelo para o santista.
O árbitro conversou com os auxiliares e marcou o amarelo para Juan e, por conseguinte, o vermelho.

Só maluco doido! 
Com a expulsão o jogo esquentou pra valer, O técnico Muricy Ramalho substituiu Dimba por Gerson Magrão.

Aos 20 minutos, Miralles recebeu a bola de Henrique na grande área e bateu rasteiro na saída do goleiro Muriel. Bolívar, lutando com Henrique, conseguiu salvar em cima da linha.

E aos 22, Muriel Muralha! Na cobrança da falta, Felipe Anderson levantou na área, Henrique surgiu sozinho e cabeceou à queima-roupa do goleiro, que salvou incrivelmente no reflexo. A bola ainda bateu no travessão antes de sair pela linha de fundo.

De fato, o jogo melhorou no segundo tempo, mas os gols não saíram. Mesmo com um jogador a mais durante toda a segunda etapa, a equipe gaúcha não conseguiu cumprir seu papel dentro de casa, sobretudo sua superioridade numérica. Ainda esteve perto de levar o gol aos 21min e aos 22min. 

No primeiro lance, Bolívar cortou o ótimo chute de Miralles em cima da linha. Na segunda ocasião, Muriel defendeu cabeçada à queima-roupa de Henrique. Totalmente atrapalhado, o Internacional só ameaçou de fato após a entrada de Otavinho. Apesar disso, a zaga santista aguentou a pressão nos minutos finais e conseguiu o empate.

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"Garotos", que a força esteja com vocês.


Talvez esse seja o desejo comum da torcida brasileira para os meninos do futebol nessas olimpíadas. Pelo menos é o que eu acredito, pelo fato de que eu penso assim. Eu até entendo que o povo brasileiro está meio desentrosado com a seleção, sem aquela sintonia de antes. Muito provavelmente pelo fato de que já fazem 3 anos desde a última conquista, que foi a Copa das Confederações em 2009, e também porque já faz um tempo que o 11 nacional não empolga. Já ouvi muitos falarem que não vão assistir o futebol masculino nas Olimpíadas, que não vai valer a pena. A justificativa é comum: "Com esse time? Esse que perdeu pro México e levou um baile do Messi? Vai perder de novo."

Aí eu me pergunto: O que tem de errado com o time, para que tanta gente assim reclame? Conferindo a relação de convocados, acredito que tem 1 ou 2 nomes discutíveis, mas num geral recrutamos sim os melhores. Vamos nos lembrar que nas Olimpíadas são 18 convocados e não 23 como na Copa. E desses 18, somente 3 podem ter idade superior a 23 anos. Vejamos nossa equipe:








Me respondam, está tão ruim assim? Eu digo que não. Acredito piamente nessa geração, que muito provavelmente vai ser a base para a Copa de 2014. Se tratam de valores individuais de extrema qualidade, que só precisam ser lapidados para que possam funcionar em grupo, cada um brilhando ao seu modo em prol do conjunto. O responsável por isso é o trinador, no nosso caso, Mano Menezes. O mesmo Mano que vive "levando porrada" dos torcedores e da imprensa, mas que já mostrou que pode transformar uma equipe desacreditada em um time temido novamente. Que diga o Corinthians. Rebaixado em 2007, contratou Mano Menezes, que reformulou 99% do elenco, e com jogadores como Perdigão, Wellington Saci e Otacílo Neto, foi campeão com folga, no ano seguinte foi campeão paulista e da Copa do Brasil. Deixou o time por cima, e o transformou. O tornou temido novamente. Agora na Seleção Brasileira, o cara pode contar com Neymar, Lucas, Damião, Oscar, Pato, Ganso e o Zoológico inteiro. E ainda se o bicho estiver pegando, e o adversário tenha um "exército", faço minhas palavras as de Tony Stark. Então, acho que devemos deixar o rapaz trabalhar, porque competência ele tem. Querendo ou não é preciso de tempo para que os jogadores atuais amadureçam, pois ainda são garotos, não tem como fugir disso. 

Um bom exemplo que nós podemos pegar para comparar o Brasil de hoje é a Alemanha de 2006 até os dias de hoje. É isso mesmo. No ano de 2006 a Copa foi realizada lá, e eles tinham perdido a última edição para nós. Em 2002, quem iria apostar na Alemanha na final em 2002? Pois é. Depois que chegaram lá, não mais saíram das cabeças. Para 2006, era necessária uma reformulação. Nomes como os de Hamman, Bierhoff e Schneider já não cabiam mais na convocação, e era preciso substituir com qualidade. Surgiram então SchweinsteigerPodolski e Lahm. Ballack renasceu, e foi a voz da experiência em um grupo recheado de garotos. Resultado? Uma ótima campanha e um merecido 3°lugar. O processo continuou, e chegaram para formar o grupo alemão que chegou na final da EURO 2008 Piotr Trochowski e Mario Gomez. Na Copa de 2010 então, nem se fala. Tivemos o prazer de conhecer Tomas Müller, Ozil, Kroos, Khedira, Badstuber, Neuer, Marin...por azar não foram campeões, e novamente acabaram em 3º. Meninos, que ao longo de 8 anos foram preparados para brilhar.


Enquanto isso, nós não pegamos o mesmo caminho. Em 2002, quando fomos campeões, já não tinhamos tantos meninos assim. Mantivemos medalhões como Cafú, Roberto Carlos, Gilberto Silva e um Ronaldo fora de forma, infelizmente. A equipe do chamado "Quadrado mágico" formado por Kaká, Ronaldinho Ronaldo e Adriano não passou de um truque barato, e nós acabamos pagando caro. O Zidane achou um barato, mas enfim.

 Para a Copa de 2010, nós apostamos num general, pensando ser a salvação da lavoura. "Reformulação já", pedia o povo. Mas Dunga fez do seu comando uma ditadura. Convocava de uma maneira maluca. "Treinar os garotos pensando no futuro? Que nada! Eu vou convocar é o Afonso Alves, o Julio Baptista, o Felipe Melo e o Grafite que eu ganho a Copa!" Pelo menos eu acho que ele pensava assim. Para o torcedor, ficou a ilusão dos títulos da Copa América de 2008 e das Confederações em 2010. Pensavam que poderiam ganhar. Coitados. O Dunga sabia que só um Kaká voltando de lesão não levaria o time pra frente 100%, me recuso a pensar o contrário, seria muita burrice dele. Aí ele aposta que o Julio Baptista poderia substituí-lo. Aí quebra. Lá na frente, se tinha um Robinho esforçado e um Luís Fabiano de sorte. Nem sempre a sorte se faz presente, Dunga. A sua sorte seria se você deixasse de ser teimoso, e convocasse um certo NEYMAR e um certo GANSO, meninos que poderiam ajudar, somar e aprender. Mas ele não levou, e nós...bem, não vou fazer você lembrar do que o Felipe Melo fez.

Perceberam aí as diferenças? Os alemães de 2014 irão ser os meninos preparados ao longo de 12 anos, enquanto os brasileiros de 2014 são os meninos...de hoje. Eles terão apenas 2 anos para amadurecer, aprender, e representar a maior torcida corneteira da história da humanidade. Aquela história que o Brasil tem 170 milhões de técnicos é super verdadeira. Experimenta não jogar bem para ver o que acontece. Pois bem, temos que levar essas Olimpíadas a sério. Esse será um grande laboratório para essa geração, que terá que correr contra o tempo para ser devidamente preparada. A pressão existe, até porque vimos na última Copa América o que acontece quando se coloca a inexperiência em campo. Temos que ter fé e apoiar a garotada. Oscar, Ganso, Neymar, Damião. Será essa nossa seleção. Que a força esteja com vocês.

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TUDO VERDE!




Palmeiras é o mais recente campeão da Copa do Brasil, o empate com o Coritiba no Couto Pereira (1x1) deu ao verdão o bi-campeonato, agora já são 11 conquistas, contra 9 do Santos.
Muito contestado pelos críticos, o time palmeirense cala a boca de muitos, os que pronunciaram a impossibilidade de conquista, e outros que já cravavam o Coritiba como campeão, justificando o vice-campeonato do ano passado. Não! Palmeiras com seu  time limitadíssimo mostrou que se ganha dentro de campo, e o Couto Pereira ontem ficou pequeno para a torcida alviverde.

A PREVISÃO:
Como já era prometido, o Coritiba iniciou a decisão tentando abafar o time paulista e criou no começo da partida, aos 3 e aos 6 minutos, as duas primeiras chances do jogo, a primeira com Everton Costa e outra com Everton Ribeiro.
Para mostrar que não ficaria atrás todo o tempo, o Palmeiras foi ao ataque e quase abriu o placar com Juninho aos 12 minutos.

Aos 19, outra possibilidade, dessa vez com bola parada. Marcos Assunção cobrou falta e PASMEM! Betinho, livre, sozinho e em posição legal, perdeu um gol feito!

Aos 26 minutos, Thiago Heleno cometeu falta perto da área, mas Everton Ribeiro parou na barreira. 28 minutos e Heleno erra novamente ao esperar o quique da bola, Everton Costa o desarmou e rolou para Rafinha finalizar com muito perigo, mas a o chute foi para fora.

37 minutos de jogo e Thiago Heleno sentiu uma contusão muscular na coxa esquerda e teve de ser substituído por Leandro Amaro, que não teve nenhuma peleja no resto do primeiro tempo, já que a única ofensiva do Coritiba foi um chute ruim, de Roberto.

Segundo tempo da final, o Coritiba passou a atacar mais, reprimindo o Palmeiras em seu campo de defesa. Aos 6 minutos Everton Costa ousou de muito longe, a bola desviou em Leandro Amaro e saiu de campo.
Tentando segurar a bola no ataque, aos 6 minutos Felipão Scolari trocou Daniel Carvalho por Luan, mas o Coritiba não deu nenhuma lacuna para a tática dar certo. 

CORITIBA SAI NA FRENTE:


Gol! Aos 17 minutos o ótimo Lincoln sofreu falta na entrada da área depois de driblar todo mundo. Ayrton cobrou muito bem abrindo o placar: 1 a 0 no Couto Pereira!

Gol! Palmeiras só precisava disso para levar o título, o Coritiba mal comemorou o primeiro gol, pois aos 20 minutos Mazinho foi derrubado perto da área numa falta polêmica; Marcos Assunção não tinha nada a ver com isso, cobrou extraordinariamente e o fraco Betinho desviou de cabeça: 1 a 1, a torcida do verdão silenciou o estádio.


MAS QUE NADA!
Com o gol de empate, o Coritiba precisaria marcar mais 3 gols para ser campeão, e os jogadores paranaenses tremeram nas bases, e não conseguiriam passar pelo eficiente sistema defensivo da equipe paulista.

No final do jogo a equipe alviverde ainda arrancou de sua torcida gritos de olé, enquanto que o bi-vice Coritiba, apelava para a violência, tendo Pereira expulso numa falta violenta. 4 minutos de acréscimo, tudo verde, torcida cantando, o árbitro encerrou a partida e os jogadores iniciaram a festa do 11º título nacional do Palmeiras, que aumenta sua preeminência no futebol brasileiro; já são 11 canecos.

É CAMPEÃO!
Podem comemorar, torcedores palmeirenses, o título foi merecido e a festa só está começando!






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O futebol e os conflitos de classes na perspectiva marxista




Gramsci já dizia "[...] futebol é um reino da liberdade do ser humano expressado livremente." Sim, de fato o futebol é um esporte apoiado e acolhido pelas massas, devido o misticismo estético, o movimento e especialmente a liberdade. Não é de se admirar quando um torneio futebolístico consegue interromper todo o comércio de uma cidade, mutirões de todos os lados se aperreando, trabalhadores e torcedores enchendo os coletivos para chegar o mais rápido em casa, e não perder um minuto sequer da partida tão proclamada.
O nascimento dos esportes em geral, sobretudo o futebol, foi um fator imprescindível no fortalecimento da ideia nacionalista, de tal modo que segundo Hobsbawn "[...] o esporte como uma contemplação de massas foi transformado numa sucessão eterna de vários debates, onde as pessoas brigavam e os times que simbolizavam os estados-nações, o que atualmente faz parte da vida em geral.”

Muito mais do que uma atividade para o lazer, o esporte adquiriu um caráter de representatividade nas distintas nações europeias, empregado com a intenção de provar a superioridade da raça.  
O exemplo mais conhecido foi na utilização nas Olimpíadas de 1936 em Berlim, pelo ditador nazista Adolf Hitler. Desta forma o esporte, adquire  um desempenho único, geralmente em tempos de “paz”, que significa o ideal da conquista, ou seja, da superioridade de um sobre o outro.
Os esportes representavam a unidade desses estados, assim como a competitividade amistosa entre suas nações reforçava o sentimento de que todos pertenciam apenas por uma unidade, pela institucionalização de disputas aceitáveis, que provinham um cano de escape para todas as tensões por parte dos grupos, as quais seriam desperdiçadas de modo mais protegido nas “pseudolutas”.


Aqui no Brasil o futebol foi congregado ao ideal nacional como modelador do ‘caráter’ brasileiro.
Como o Brasil é composto por uma diversidade étnica muito grande buscou-se fortalecer a nação brasileira pelo meio da aproximação dos ideais nacionais e a eugenia, os esportes, cujo maior referencial foi o futebol, conveio a este ideal. 
Em tese, a maior dificuldade para uma explicação marxista sobre o futebol brota da questão sobre a existência de um conflito de classes no que se diz respeito ao próprio esporte.
Não se pode cair no reducionismo cultivando o modelo de estudo que o renomado historiador usou em suas pesquisas sobre o futebol estrangeiro, transpondo-o para o caso do futebol brasileiro.

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Um futebol para o povo!


Como não poderia deixar de ser, mais uma vez os senhores da classe dominante, se apropriam do futebol, sobretudo de todo o esporte, para os seus próprios benefícios. Haja vista, por exemplo, a Copa do Mundo; ela está chegando, e ao lado dela toda a justificava da miséria a qual o país perdura por tantos anos. Milhões de reais sendo gastos com edificações de estádios, enquanto a maior parte da população brasileira vive sucateada, assentada com o lixo, o caos e desonra. 
Não é a primeira vez que governantes usam o mais apaixonante dos esportes como ferramenta de manipulação das classes. 
Aqui no Brasil, o uso mais escandaloso do esporte como meio de publicidade política foi a Copa de 1970. Perante a conquista do mundial pela seleção, a ditadura militar, sob a administração do general Médici, soube utilizar perversamente a euforia que contagiava a população, para se fortalecer e ocultar toda censura, as torturas e os extermínios de seus oponentes. 
As manipulações para nutrir o povo, e a elitização que impede a entrada dos trabalhadores ao esporte, são duros golpes dos dirigentes futebolísticos, esses mesmos que ameaçam um meio privilegiado de demonstração da mais pura criatividade e vitalidade popular. No ano de 1934, o ditador italiano, Mussolini, fez da conquista da Copa do Mundo pela Itália, uma chance para realizar propagandas do fascismo. A seleção italiana precisava vencer aquele mundial a qualquer preço, para provar a “eficácia” do regime.


Já o ditador argentino, Videla, tentou copiar a ditadura brasileira, usando a conquista da Copa de 1978 pela Argentina. Mas não teve o mesmo sucesso. Obviamente o que se passou, e ainda se passa, com o futebol tem a ver com o que ocorre em outros setores da vida social reprimidos pelo capitalismo, que se aproveita de toda capacidade humana, nas ciências, nas artes e nas tecnologias, e trabalha com a manipulação para preservar a exploração.

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Gol do capital!





Em outras épocas, o círculo futebolístico vivia os seus tempos de arte, aquilo que titulávamos de “bel prazer esportivo” hoje se sintetiza em merchandising. 
"Para estufar esse filó" já diria Chico Buarque, mal sabia que agora esse filó tem certo preço a ser pago.
Outrora os tempos da altiveza esportiva, grandes atletas, aqueles os quais não foliavam de um clube para outro em busca de alguns milhões, prestígio e notoriedade.
A arte, a formosura, seja do futebol ou de qualquer esporte, tende a apagar-se sob o toque irrefutável do capital.
Na Europa e em todo o planeta as grandes equipes são hoje utilizadas para a manipulação e lavagem de dinheiro, agiotagem, estando a serviço das empresas patrocinadoras e dos impérios televisivos. A Copa do Mundo se destina a isso em primeiro lugar.
Nas categorias de base, por exemplo, os jovens jogadores são apenas objetos utilizados por investidores e especuladores que “cuidam dos atletas” para depois vendê-los e faturar fabulosas quantias. Os atletas são nada mais que ações no mercado financeiro esportivo.

O proveito na produção capitalista é acertado por uma insignificante minoria, embora a produção seja coletiva. O futebol também é coletivo, mas enquanto a humanidade permanecer sob as regras e a força da exploração capitalista, ele tenderá sempre, como tudo, a extinguir-se. Alguns poucos ganham enquanto a arte e sua essência são apagadas em benfeitoria dos que acumulam mais e mais dólares.

Os jogadores de futebol são adestrados para aceitar essa dialética perversa e destruidora, um ou outro chega ao auge e enrica. A ampla maioria desparece.
Um dia, quando nascer uma nova sociedade fundamentada na fraternidade e na igualdade, nascerão centenas de Reinaldos e Sócrates que de punho erguido, quando comemoravam seus extraordinários gols, homenageavam o socialismo.
Quando a classe proletária e todos os oprimidos do mundo erguerem seus punhos, principiará a época das grandes mudanças, a produção e a apropriação de toda riqueza gerada será coletiva, o futebol voltará a ser realmente coletivo e as artes virão a florescer.

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Mais uma vez Espanha.


               Eurocopa 2008: El niño Torres encantou e a Fúria foi campeã. Copa do Mundo 2010: formada, basicamente, a partir de Real Madrid e Barcelona, a Espanha conquistou o primeiro título mundial. Eurocopa 2012: a número um do mundo foi bicampeã seguida; feito inédito na história. Está mais que provado que a atual seleção espanhola já entrou para a história do futebol mundial.
Real Madrid e Barcelona são dois times fortíssimos: são sempre potências no principal torneiro europeu de clubes (UEFA Champions League) e fazem um campeonato à parte na Espanha, onde a briga pelo primeiro lugar só existe entre os merengues e os catalães, e o restante fica a vários pontos atrás deles. A seleção nacional conta com diversos jogadores desses times, ou seja, não teria como ser fraca, a não ser que a rivalidade impedisse que houvesse entrosamento entre eles; e até que impediu um pouco, mas Vicente del Bosque  conseguiu deixá-los unidos e montou uma equipe mista, que continha o melhor da Espanha.
Além dos jogadores que permaneceram em clubes do país, David Silva fez uma excelente temporada na Inglaterra e Fernando Torres (chuteira de ouro nesta Euro, com 3 gols) foi essencial ao, também inglês, Chelsea, que conquistou a primeira UEFA Champions League da história do clube. Resumindo: a Espanha era favorita ao título da Euro 2012; claro que outras seleções vinham fortes e estariam na briga.
O jogo da estreia espanhola foi contra a Itália, que saiu na frente, mas acabou cedendo o empate. Esse mesmo adversário acabou se repetindo na final, mas o placar não podia acabar igual, claro. Como o primeiro jogo foi 1x1 e a Itália melhorou ao longo do campeonato, eliminando uma das favoritas, a Alemanha, esperava-se que a essa final fosse disputadíssima. A seleção italiana surpreendeu muita gente nessa Euro: tornou-se bastante ofensiva, mostrou um futebol envolvente e agradou; o futebol espanhol já é conhecido pelos diversos toques entre os jogadores, até lembra o modelo de jogo do Barcelona, e chega a irritar pela paciência que os faz demorar a chegar ao ataque, contudo é isso o que está dando certo.
Apesar de a Itália ter tido muita posse de bola, o que não é comum à maioria dos adversários da Espanha, a Fúria manteve a calma e conseguiu chegar ao gol. Chegou 4 vezes e foi campeã. Os italianos ficaram desolados, mas, apesar do placar, a Azzurra não jogou mal, e mostrou que só tem a crescer e melhorar; ou seja, não envergonhou, mas a Espanha é quem triunfou mais uma vez. 

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Mais uma.


CRB, CRB...qual o seu problema, meu jovem? Mais um jogo fora de casa, mais uma derrota. Dessa vez, frente ao Criciúma do temido (e com razão) Zé Carlos, artilheiro da Série B com 11 gols. A partida foi, em praticamente toda a primeira , muito "amarrada". Mas no meu ver, o CRB jogou melhor. Muito em função de que FINALMENTE o treinador Roberto Fonseca acertou a escalação. Ficou claro para todo mundo que o time rende mais com 3 zagueiros e com os avanços de Elsinho e Jadilson nas alas. Com a ausência do Wanderley, que se recupera de lesão, a escolha pelo Ricardinho foi a melhor, pois se trata de um jogador incisivo, que parte para cima e tem uma boa técnica. Na armação, entre as opções disponíveis, a escolha pelo Giovanni é a mais sensata. Tanto que isso se traduziu em campo. Durante o jogo, o Galo trocou bons passes e em alguns momentos envolveu a defesa catarinense. Quem sabe se o CRB estivesse numa tarde de sorte, aquela bola do Giovanni teria entrado.

Mas o futebol não é só jogar bem. Como diz o Seu Adenor Bachi, o popular Tite: "A bola pune". E é por aí mesmo. No futebol, o mais importante é que a bola "entre na casinha". E isso meus amigos, o alagoano Zé Carlos sabe fazer muito bem. Quando a partida se encaminhava para um empate, eis que surge uma falha de marcação por parte dos volantes do Galo, e o artilheiro aparece, sozinho, para abrir o placar para os catarinenses, aos 30 do segundo tempo, e como um autêntico torcedor regateano, não comemora. Um verdadeiro pecado, porque o CRB era melhor nesse momento da partida. Só vendo para acreditar no gol que o Preto perdeu minutos antes do gol do Zé. Depois disso, a popular ducha de água fria aparece. Como de costume, depois que leva o gol, o Galo "desonera", se perde totalmente. Até porque, só isso para explicar a falha bisonha da zaga no segundo gol do Criciúma. Ô pessoal! No lateral não tem impedimento não, fera!

Mas é isso aí, mais uma vez, infelizmente e diga-se de passagem, injustamente, a vitória não veio para Alagoas. Fica de lição mais uma vez que não adianta jogar bem, se não colocar a bola pra dentro. Acredito que 100% da torcida irá concordar comigo. Irá concordar também que falta para o Galo um centroavante de vergonha, aquele cara que marque com frequência. O Preto não é esse cara, apesar de ser esforçado. O Edson Reis...Deus me defenda. O Luís Paulo não teve oportunidades, o Rodrigo Dantas está encostado e o Aloísio no estaleiro. Dentro do elenco, uma infinidade de opções, mas pouco adianta a quantidade se não existe a qualidade. No meu ver, o elenco do CRB é uma beleza, do meio para trás. Na frente é que o bicho pega. Até isso se resolver, só nos resta torcer. Sábado tem jogo complicado, contra o vice líder América de Natal. Mais uma vez, fica o conselho para a torcida: Vão ao estádio, se mostrem presentes, cobrem (mas sem violência, por favor), torçam. Façam com que os caras se sintam incentivados, queridos, isso ajuda pra caramba. Sem falar que com a renda do jogo, quem sabe sobre um trocado para se contratar um atacante melhorzinho.

como diz o amigo P.V,
um abraço.

Henrique Filho

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Espanha e Itália decidem Euro 2012.



Definiu-se a final da Eurocopa: Espanha e Itália se enfrentarão neste domingo, e pelo futebol que a Azzurra mostrou contra a Alemanha, a decisão não tem favoritos. A seleção que ocupa o topo do ranking da Fifa ainda não apresentou um futebol de encher os olhos e a Itália chegou à competição com problemas; apesar disso, as duas mostraram  que nunca devem ser subestimadas e farão o encerramento da Euro 2012, que teve jogos e histórias incríveis.
A atual campeã enfrentou Portugal nas semifinais e não foi um jogo fácil, o time de um dos melhores jogadores do mundo jogou de igual para igual com a fúria e levou a decisão para os pênaltis, onde o mais famoso português ficou por último nas cobranças. Nem deu tempo de Cristiano Ronaldo cobrar, pois com dois pênaltis não convertidos, o máximo que Portugal faria eram 3 gols, mas Fábregas cobrou para fazer o 4º, último e decisivo gol da fúria.
A Itália não era favorita contra a Alemanha, o jovem time de Joachim Low está entrosado, ofensivo e talentoso desde a Eurocopa passada, e era um dos principais favoritos ao título esse ano. Invictos e com 100% de aproveitamento desde as eliminatórias, a Alemanha vinha muito forte, mas para a infelicidade deles, a Azzurra veio ganhando força e contou com um Mario Balotelli mais que inspirado. O excelente jogador se tornou o herói do dia (vilão para os alemães) ao fazer os dois gols da vitória italiana. No fim do segundo tempo os alemães converteram um pênalti e até o goleiro Neuer virou atacante, mas, apesar do empenho louvável, o resultado acabou no 2x1.

A Espanha é, basicamente, um misto de dois dos mais fantásticos times do mundo: Barcelona e Real Madrid, e já está mais que provado o talento de seus jogadores, pois não é à toa que a seleção foi campeã na África do Sul e está buscando o bicampeonato seguido na Eurocopa, fato este nunca visto; mas a Itália também tem excepcionais jogadores e fez uma semifinal que foi um dos mais incríveis jogos do campeonato. Portugal e Alemanha tiveram seus méritos, jogaram muito bem no decorrer da competição e são ótimas seleções, mas a final tem tudo para ser um verdadeiro espetáculo, pois terá dois times que fizeram por merecer e vão buscar com todas as forças o título.

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