.

.

.

.
RSS

Reciclagem para ontem

Para um país que vai sediar uma copa do mundo daqui a menos de 2 anos, nós estamos péssimos em um dos quesitos mais importantes do futebol, que é a arbitragem. Erros absurdos e em sequencia, ocorridos na última rodada do Brasileirão, que criam uma verdadeira mancha na qualidade dos nossos campeonatos, e na credibilidade do esporte que é a maior paixão nacional.

Primeiro foi aquela PRESEPADA que fez o Chicão, no jogo entre Inter e Palmeiras. A cobrança do polêmico escanteio foi NA FRENTE dele, mas ele não conseguiu ver. Como se não bastasse, ainda tivemos que presenciar quase cinco minutos de total indecisão da turma do apito, todos eles sem saber o que fazer, ou quem acusar.

Não vou entrar no mérito da ajuda do delegado, nem nada. Se ele viu o erro, fez o certo ao avisar. Como ele soube, eu não sei. Só sei que o Chicão, além de cego, é ruim pra caramba.

Abrindo um parenteses no assunto, é realmente triste um clube com a grandeza do Palmeiras está fazendo para tentar se manter na primeira divisão. É preciso jogar bola, e não procurar se apoiar em galhos podres para ficar de pé, por mais que eles digam que estão com a regra a seu favor.

O gol do Barcos foi MUITO roubado, foi escandaloso! Qual é o exemplo que a Sociedade Esportiva Palmeiras está dando, principalmente para aquele moleque que está começando a entender de futebol, quando recorre junto a CBF a anulação do jogo? O crime compensa, é isso?

A atitude da CBF suspendendo a pontuação do jogo é compreensível, mas espero que ela use o bom senso no dia do julgamento.

Voltando ao assunto arbitragem, ontem no jogo entre Atlético MG x Flamengo, em Minas, assistimos a outra atuação vergonhosa dos caras de amarelo.

O árbitro da partida, Sandro Meira Ricci, velho conhecido do futebol brasileiro por sempre estar avacalhando o espetáculo, aprontou mais uma das suas. 


E olha que o lance nem foi tão difícil de interpretar. Aposto que qualquer flamenguista que viu o jogo ontem deve ter pensado na mesma hora:

"Pô Ibson, seu filho da mãe, que idiotice!"

Mas aí o juizão resolveu colaborar muito com a nação rubro-negra. Não estou dizendo que ele quis favorecer o Flamengo, apesar de o clube indiretamente ter sido. Estou dizendo que o juiz errou, e de maneira bizarra. E não só sou eu digo que digo isso.


Quanto as expulsões, acho que foram corretas, mas o lance do pênalti foi capital. Como bem disse o Ronaldinho, "poderia ter mudado a história do jogo". Concordo.

Olha, nós sabemos que arbitragem ruim não é um problema só nosso. Semana passada a Inglaterra foi protagonista de outro absurdo, mas o nosso problema é a recorrência. Vira e mexe tem críticas, falatórios e muito mimimi. O Atlético se diz perseguido, o Fluminense marcado, o Palmeiras injustiçado.

E olha que eu nem falei do pênalti do Renato Silva no Romarinho, domingo passado.

Todos tem suas razões, só que não.



O que é certo é que isso precisa melhorar urgentemente.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
1Comments

Revanche em 3 dias


No último dia 28, o Manchester United foi a Londres enfrentar o Chelsea e saiu com a vitória.
Uma vitória não digna, pois o juíz claramente interferiu no placar de 3x2 ao validar um gol impedido de Cicharito. Ontem, porém, houve novamente um Chelsea x United, no mesmo Stamford Bridge, e os Blues não desperdiçaram a chance de ter a revanche, venceram os Red devils por 5x4, de virada, e ainda os eliminaram da Copa da Liga Inglesa.

O jogo do último domingo, válido pela Premier League, deixou o United mais perto do líder, o próprio Chelsea; apesar de o resultado ter sido injusto. O Manchester abriu o placar e logo o ampliou para 2x0, mas sempre que o time constrói a vantagem, pára de atacar e fica na defesa, só esperando chances de contra-ataque; então desde a metade do primeiro tempo o Chelsea pressionava muito, até que conseguiu o empate. Mas no segundo tempo o juiz expulsou Ivanovic e Fernando Torres, deixando o time londrino desfalcado; com isso os Red Devils passaram a atacar mais e chegaram ao gol da vitória, mas Chicharito estava em posição de impedimento. O jogo entre líder e vice-líder poderia deixar o Chelsea com uma vantagem ainda maior, mas como quem ganhou foi o United, agora só um ponto separa os dois (O Manchester City tem o mesmo número de pontos do segundo colocado).

Nessas circunstâncias, o Chelsea ficou inconformado com o resultado; contudo, o jogo das oitavas de final na Copa da Liga Inglesa era a chance de ter a revanche. E assim ocorreu. O novo jogo, realizado 3 dias depois, foi bem diferente: nenhum dos times entrou com seus principais jogadores titulares, e a partida estava bem equilibrada, com o United atacando mais que antes. Os Red Devil abriram o placar, levaram o empate; fizeram o segundo gol, levaram o empate de novo; e por fim, fizeram um terceiro gol. Vale destacar as três assistências do brasileiro Anderson que fez uma partida excepcional. Parecia que o placar seria igual ao de domingo, 3x2, mas dessa vez sem erros de arbitragem. Contudo, quando o jogo já estava nos 94 minutos, o jovem Wootton fez um pênalti em Ramires. O Chelsea empatou.

Quando o jogo estava na prorrogação o mesmo Wootton foi recuar para o goleiro Lindengaard e errou na cabeçada, e deixou a bola e o caminho livre para Sturridge virar.  No final, o Chelsea ainda fez mais um e o Manchester diminuiu, mas não havia mais tempo. Resultado: 5x4 para os Blues.

Sturridge fazendo gol, após outra falha de Wootton. Imagem: Reprodução.
 
O jogo de ontem foi muito melhor que o de domingo pois os times tinham mais vontade de ganhar e o árbitro não se tornou um infeliz protagonista. Ambos os times começaram com jovens jogadores, que não costumam ficar nem no banco de reservas, mas o Chelsea gastou as três substituições que tinha colocando em campo Ramires, Oscar e Hazaard, enquanto o Sir Alex Ferguson deixou que seus meninos continuassem em campo; ele pagou por ter colocado jovens inexperientes de 20 e poucos anos e o Chelsea teve a revanche que queria, eliminou o United e agora vai para as quartas de final, enfrentar o Leeds.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments

Xadrez da bola


Já focado no mundial, o Corinthians tem seus últimos jogos no brasileirão para “treinar” e ir pronto para a competição. É certo que o time de Tite sonha em jogar contra o Chelsea, da Inglaterra, mas podemos tomar o exemplo do Internacional (primeira vez que um time brasileiro não chegou à final da competição) como aviso de que a “semi” não é jogo ganho.

A utilização, ou não, de um pivô no timão acarreta vários riscos e possibilidades. O grande destaque do clube paulista é seu conjunto defensivo, que nesta edição da libertadores se mostrou o melhor da competição. Para sua maior eficácia, todos os jogadores precisam dar uma certa contribuição ao time na marcação, inclusive os atacantes. O pivô seria um ponto fraco, pois recebe menos responsabilidade para marcar. E no caso do pivô ser deslocado para também marcar, descaracterizaria esta função e o jogador não seria mais um pivô. Neste caso, poderia ser um atacante mais veloz, com melhor qualidade de passes e com uma boa finalização. Neste caso, o jogador poderia ser considerado um “striker forward”. Esta é a diferença entre Paolo Guerreiro e Emerson Sheik.
O Chelsea chegou ao mundial, curiosamente, também por mostrar um “monstruoso” sistema defensivo. Assim como o Corinthians eliminou o Santos, o Chelsea eliminou o Barcelona (ambos nas semifinais das competições). Assemelhando seus estilos de jogo, sabemos que o futebol “moleque” do Santos provou ser realmente moleque contra o organizado e “quadrado” Barcelona. A equipe mais ofensiva das América foi goleada pela mais ofensiva da Europa na edição passada do mundial, mas o que acontecera entre a defensividade apresentada por Corinthians e Chelsea? As chances do brasileiro dessa vez é maior?

É bem verdade que o clube inglês já não atua mais tão defensivamente. A saída de um de seus maiores ídolos, Didier Drogba, e a contratação de “promessas jovens” do futebol, o meia Oscar, junto ao Internacional de Porto Alegre, e do belga Elder Hazard, junto ao Lille, da França (no que foi a transferência mais cara da história envolvendo um jogador da Bélgica), proporcionaram uma enorme capacidade de manter a bola no campo ofensivo, sem correr grandes riscos, graças a zaga monstruosa.

Caso cheguem (Corinthians e Chelsea) a final do mundial, aposto nas seguintes escalações:

Corinthians: Cassio; Alessandro, Chicão, Paulo André, Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo, Douglas; Martines, Sheik.

Chelsea: Chec; Ivanovic, D. Luiz, Terry, Cole; Mikel, Lampard, Oscar, Ramires; Torres e Hazard. 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments

"La mano de...?"

Internacional e Palmeiras vivenciaram em seu ultimo confronto uma situação inusitada. Inspirado em “Maradona”, o também argentino Barcos utilizou sua mão para marcar um gol e tentar iludir quem viu o lance, para que acreditassem que ele tivesse arrematado a bola com a cabeça. A atitude antiética do jogador palmeirense resultou em uma tentativa de anular o jogo, iniciada pelo clube paulista. Ocorre que a FIFA proíbe a adequação de instrumentos eletrônicos como forma de validar ou anular lances nos jogos, e o gol de Hernán Barcos só foi anulado porque o delegado da partida consultou jornalistas sobre o lance e informou a irregularidade ao quarto arbitro.
A partida acabou em empate por 1 a 1. Poderia ter sido vitória do Palmeiras, por 2 a 1, caso o gol não fosse anulado. A partida não foi anulada, mas alargou uma brecha para discursões sobre a polêmica relação entre o futebol e tecnologia. Até onde a tecnoligia pode ser benéfica ao esporte, uma vez que a principal entidade responsável por administrar (FIFA) esse porte no mundo todo, considera o erro parte do jogo.

O que mais parece ser uma visão conservadora, na verdade é uma estratégia atualíssima de “mercado”. A relação direta com o erro humano, com o esporte, apenas desmerece sua credibilidade do jogo. Mas quem não se frustra com um gol mal anulado ou comemora quando seu time sai do aperto, mesmo que o gol anotado seja irregular? Quem não vê um erro de julgamento provocar uma falta na entrada da área e fica apreensivo se o time vai marcar o gol que lhe dará a vitória, ou fica apreensivo por que o outro time pode marcar o gol em um lance que não deveria ter ocorrido? A relação indireta do erro com o esporte, nesse caso o futebol, acentua os sentimentos gerados pelo esporte e cadencia uma plateia ainda maior para o show. Além, é claro, de favorecer inúmeros outros programas que anseiam por lances deste modo para comentar e aumentar sua própria audiência.

O recurso mais avançado que penetrou nas partidas de futebol foi a chamada “bola inteligente”. Uma bola com um microchip dentro que ao atravessar um campo magnético gerado atrás do gol, na distância exata que a pelota levaria para ser anotado, enviaria a informação para um “relógio” no pulso do arbitro. Hoje, isto já não é permitido no futebol. Porém foram adotados dois árbitros que margeiam a linha de fundo próximo das traves, atentos a posição da bola no instante máximo do futebol (o gol), para confirmarem, ou não, o lance. Estratégia que pode reduzir os erros da partida, ou pode acentuar novos... 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments

Com o pé direito


A equipe do Corinthians iniciou sua preparação para o tão esperado Mundia de Clubes hoje, 27, contra o Vasco, no estádio do Pacaembu. E começou bem, derrotou a equipe de São Januário pelo placar de 1 a 0, gol do atacante Guerrero.

Com o resultado o Corinthians permanece na 8ª colocação do Campeonato Brasileiro com 47 pontos. O Vasco chega a sua quinta derrota seguida e permanece com 50 pontos, sendo ultrapassado pelo Internacional e agora está em sexto, correndo o risco de cair para a sétima colocação, caso o Botafogo derrote o Atlético-GO. 

Os próximos 5 jogos do Corinthians também serão de estudos e de preparação para o Mundial. O técnico Tite deve, nessa reta final de campeonato, decidir os jogadores que estarão presentes na competição disputada em Dezembro e também trabalhar alguns aspectos táticos na equipe. O foco, no momento, é com as jogadas de bola parada. A defesa corintiana vem sofrido muitos gols nesse tipo de lance nas últimas partidas e isso preocupa o técnico do Timão. 

O próximo desafio do Corinthians será no Domingo (04/11) contra o Atlético-GO no Serra Dourada. No mesmo dia os vascaínos recebem o Sport em São Januário. 

O JOGO

A partida não teve nada de brilhante para os olhos dos torcedores, porém proporcionou bons lances para ambos os lados. Na primeira etapa, o Vasco começou tentando surpreender os donos da casa com uma marcação forte e avançada. Já o Corinthians parecia mais estudar o estilo de jogo do Vasco, sem forçar muito nas jogadas ofensivas. O lance que teve mais destaque no inicio da partida foi a bela caneta que o meia Marlone, do Vasco, aplicou em Alessandro.


Somente aos 28 minutos a primeira boa chegada do Corinthians ao ataque. O argentino Martinez ganhou uma disputa de bola e ajeito para Guerrero que bateu forte e obrigou o goleiro Fernando Prass a fazer sua primeira grande defesa no jogo. A resposta do Vasco só veio aos 42', quando Fellipe Bastos cobrou uma falta de longa distância e acertou o travessão. Já nos acréscimos Carlos Alberto recebeu um belo lançamento e foi interceptado pelo goleiro Cássio, no rebote Fellipe Bastos tentou por cobertura e mandou sobre o gol. Em seguida, Paulinho deixou Douglas cara a cara com Prass, mas o meia desperdiçou a chance mandando a bola para fora.

A etapa final começou de forma diferente e logo aos 2', Alessandro cruzou para Martinez que cabeceou para uma brilhante defesa de Fernando Prass. Aos 13', Douglas cobrou escanteio e após um bate-rebate dentro da área a bola sobrou para o peruano Guerrero que mandou uma bomba para o fundo das redes, 1 a 0 Corinthians.

A equipe da casa quase ampliou aos 17', quando Douglas foi lançado, driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo para o chute, tocou para a chegada de Martinez que ajeitou para Guerrero chutar sutilmente por cima do goleiro, o zagueiro Douglas quase em cima da linha afastou. Os corintianos ficaram pedindo um pênalti do goleiro vascaíno em Guerrero, mas o árbitro nada marcou. 

Fonte: Estadao.com.br
O Vasco mostrava um grande abatimento dentro de campo e não conseguia esboçar nenhum tipo de reação. O que facilitou muito o jogo para o lado corintiano que passava a administrar o resultado trabalhando a bola. Douglas ainda assustou a torcida do Vasco em uma cobrança de falta que quase encobriu Fernando Prass.

Antes do apito final, o lance que mais se destacou foi a discussão entre o meia Carlos Alberto e o zagueiro Chicão. Os dois jogadores vinham se desentendendo ao longo da partida e chegaram a trocar xingamentos. Ambos foram advertidos pelo árbitro com cartão amarelo.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
3Comments

É o que dá brilho ao futebol


Na partida entre Fluminense e Coritiba, disputada ontem (25), válida pela 33ª rodada do Brasileirão, Wellington Nem se destacou não só pela boa atuação como também por um lance que irritou bastante os jogadores do Coxa. Aos 45 minutos do segundo tempo, com a partida quase liquidada, Nem tentou dar uma carretilha para se livrar da marcação, porém errou o drible e foi desarmado. O lance gerou uma revolta por parte dos atletas do Coxa, principalmente de Deivid e Lincoln, que foram tirar satisfações com o meia do Flu. A polêmica foi amenizada pelo árbitro e pelo próprio Nem, depois da partida.

Mas o por que da revolta? 

O lance não foi provocativo. O meia buscou uma forma de passar pelo adversário, só isso. Ultimamente até uma simples caneta no adversário vira motivo de provocação. Mas o que todos devem entender é que o drible é essencial para o futebol. Ele é o elemento que proporciona graça ao futebol. Que arranca aplausos, risadas e até provocações. Isso tudo deve ser encarado de forma natural, dentro do campo esses lances podem acontecer a qualquer momento e qualquer jogador está sujeito a tomar um drible de cair sentado.



Quem vai esquecer dos dribles de Pelé e de Garrincha? Dos elásticos de Rivelino? Das pedaladas de Robinho? Do gingado de Ronaldinho Gaúcho? As carretilhas de Falcão no futsal? E de tantos outros nomes que marcaram o futebol por sua habilidade? Difícil né?!

Um gol não é motivo de aplauso da torcida adversária, porém um drible, muitas vezes, tem esse poder. Antigamente isso era comum nos estádios. E não podemos deixar que isso se perca. Devemos, como amantes do futebol, exaltar sempre um lance como um lindo chapéu, uma caneta, um elástico e tantos outros dribles que deixam muitos de boca aberta.

São lances que arrancam da boca das pessoas palavras como 'sensacional'; 'inacreditável' e fazem o torcedor pensar como foi que o jogador fez aquilo acontecer. O futebol necessita desses jogadores que possuam a ousadia de ir para cima do adversário sem medo. Ir buscando o drible, uma jogada diferenciada.

Porque o drible é o elemento que dá brilho ao futebol. 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
2Comments

QUARENTÃO ALAGOANO





No dia 25 de outubro de 1970, surgia o palco do futebol alagoano, o estádio Rei Pelé, e nesses 42 anos de história, a construção do Trapichão (carinhosamente chamado pela população de Alagoas) trouxe consigo momentos gloriosos, não somente em sua estréia na década de 70, com uma partida entre a Seleção de Alagoas e o Santos (vitória paulista por 5x0), mais também com espetáculos proporcionados pelas grandes equipes do estado, dentre os quais está o mais charmoso e famoso, conhecido como "Clássico das Multidões", de um lado CSA, do outro CRB. Não cabe neste momento acirrar a rivalidade dizendo quem foi ou até mesmo quem é o maior clube de Alagoas, pois a grandeza deste "Templo do Futebol" para os nativos, é muito maior do que qualquer disputa futebolística.
Sei que não tenho tantas histórias pra contar deste ilustre palco, porém meu orgulho em ir ao Rei Pelé, mesmo que não esteja vestindo a camisa de algum clube na arquibancada, traz a sensação de liberdade que é extravasado no grito, seja das músicas, xingamentos e principalmente no grito de goool, mas não estou mim referindo aos gols de Joãozinho Paulista (maior goleador de uma edição do campeonato alagoano, 34gols), nem mesmo aos maravilhosos lances com bola na rede de Otávio Quadros, mas sim, ao gol da grande vitória do futebol alagoano, que mesmo não dando tantos prazeres aos seus torcedores nos dias atuais, mostra o amor pelo esporte e a paixão carregada dentro dos corações e nas veias dos azulinos, alvi-rubros, alvi-negros, tricolores e tantos outros...fazendo pulsar o TRAPICHÃO REPLETO DE EMOÇÕES!.    
PARABÉNS ESTÁDIO REI PELÉ

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
1Comments

“Hoje é o rabo que balança o cachorro”



“Hoje é o rabo que balança o cachorro” disse Leão. Curto, grosso, mas correto. Referente a um entrave formulado entre os meios jornalísticos entre Ney Franco e Rogério Ceni, O ex-técnico e goleiro do SPFC ressaltou que “o futebol de hoje está esquisito, tem muito clube em que não é o treinador que manda”.

Não ofereço credito ao conflito midiático criado a partir de uma discursão esporádica entre o atual técnico do São Paulo F.C. e um de seus ‘comandados’. Mas ressalto a frequência com a qual os treinadores têm de lidar com alterações impostas em suas escalações. E rodo o mundo atrás de exemplos... 1) Apesar de Ney Franco não ter concedido o pedido de Rogério para por Cícero, logo que assumiu o comando do São Paulo teve de aceitar uma suspensão que a diretoria impôs a Paulo Miranda, ainda zagueiro na época; 2) ainda no clube do Morumbi, um desabafo de Rivaldo ocasionou a saída de Leão; 3) no Santos F.C., um desentendimento de Neymar e Dorival Jr. provocou a demissão do técnico; 4) na seleção da Inglaterra, uma intervenção da FIA com efeito suspensivo para Terry fez com que o técnico Fabio Capello pedisse demissão; 5) no Anzih, Roberto Carlos assumiu por algum tempo o cargo de “técnico-jogador” da equipe; 6) Anelka no clube chinês e Romário no Vasco tiveram experiências parecidas com a de roberto Carlos.

O trabalho de ser técnico inclui ser culpado por uma derrota e desmerecido por uma vitória, uma vez que o reconhecimento é dado quase totalmente aos jogadores. É uma imensa responsabilidade e uma enorme frustação, quando anos de trabalho positivo são oprimidos por uma breve sequencia de derrotas. Ganhar depende tanto dos técnicos quanto não perder depende dos jogadores em campo. Mas vêm surgindo verdadeiras espécies de parasitas, jogadores ou integrantes de diretorias que intercedem no trabalho dos treinadores e esquecem-se destas interferências na hora de analisar o retrospecto negativo.

O trabalho de um técnico, para que acarrete as responsabilidades e deveres que oferta, deve ser tratado tal como é: Quem define titularidade é o técnico, que pode ou não ter participação nas alterações do elenco. Técnico pensa, jogador joga e diretoria dirige, que tal pensarmos nas coisas em seus lugares?

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments

O erro dos alvinegros

Planejamento errado. Apenas duas palavras resumem o ano de Vasco e Botafogo. Do lado botafoguense houve uma renovação, a diretoria trouxe um treinador renomado, recheou o meio campo de reforços, mas esqueceu-se dos outros setores. Já do lado vascaíno, manteve-se a base do time de 2011, mas ao longo do ano jogadores fundamentais foram vendidos e não chegou nenhum reforço à altura.

BOTAFOGO

Hoje, com 47 pontos, o Botafogo ocupa a sétima posição no campeonato brasileiro. E só não está na zona da Libertadores porque tanto o treinador, quanto a diretoria erraram nas decisões. O time passou mais da metade do campeonato brasileiro sem um atacante. O treinador Oswaldo de Oliveira também ficou muito aquém do esperado. Com péssimas indicações de reforços e um fraco rendimento como técnico, Oswaldo não é mais bem quisto entre a maioria dos torcedores alvinegros. O treinador barrou Loco Abreu, alegando que o mesmo não se encaixava no esquema, mas trouxe Rafael Marques para ocupar a vaga do uruguaio. Outro reforço foi o meia Vitor Jr., que mais se destacou pelas noitadas no Rio.



A diretoria por sua vez reforçou muito bem o meio campo com Seedorf e Lodeiro, mas deixou um buraco na defesa e no ataque emprestando Caio, Abreu, Alex e vendendo Herrera. Além de sofrer muito com lesões. A solução foi recorrer à base; Dória, Jadson e Gabriel são os bons nomes que despontaram ao longo do campeonato. Mas ainda assim o time sofreu com os gols bobos e a inoperância ofensiva. Só agora na 32ª  rodada é que o Botafogo parece ter encontrado o seu centro-avante, o jovem atacante de 18 anos, Bruno Mendes. Agora o Botafogo corre atrás de uma diferença de oito pontos para o São Paulo, para poder entrar na zona da Libertadores. É tarde, não impossível, mas improvável.

VASCO

Já o Gigante da Colina ocupa a quinta colocação com 50 pontos. Inicialmente comandado pelo técnico Cristóvão Borges, o Vasco fez uma boa campanha na Libertadores, mas acabou eliminado num fatídico lance que ficará na memória de todos os vascaínos e corintianos, o chute de Diego Souza. Diego Souza esse que foi vendido para o mundo árabe, deixando como dono da camisa 10 o questionado Carlos Alberto. O volante Rômulo e o lateral-direito Fágner também foram vendidos. 

Perdendo peças importantes do time titular, a diretoria trouxe apenas Jonas, do Coritiba, para ocupar o vazio deixado na lateral. Com as negociações e os desfalques por lesões ou cartões, o Vasco perdeu força e aos poucos foi caindo no campeonato. Agora com o técnico Marcelo Oliveira, tenta ressurgir no brasileirão. A torcida protesta contra a diretoria, questionando sobre o dinheiro das negociações e a ausência de reforços.

O fato é que o Gigante da Colina ainda tem chances de se classificar para a Libertadores, mas sem o apoio da torcida e o fraco futebol apresentado em campo, fica difícil.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments

Showjornalismo no futebol


Não é novidade que a mídia tem poder de colocar um clube em crise ou reafirmar o bom momento vivido pela equipe. O jornalismo, que deveria se caracterizar por representar o olhar critico da sociedade, apresenta-se cada vez mais como uma visão deturpada.

Notemos a mais nova crise “gerada” pelo tricolor paulista. O São Paulo EMPATOU um jogo com o LDU de loja, do equador, SE CLASSIFICOU para a próxima faze, mas adentrou em uma crise épica porque o técnico Ney Franco não atendeu um pedido do capitão e ídolo do clube Rogério Ceni, para a entrada de Cícero em campo? Percebem como isso soa ridículo?

Após o confronto, o treinador criticou abertamente o goleiro perante a imprensa. Esse foi o marco da crise? O “ponto 0”? Tudo isso ocorre porque o time da capital paulista não se encontra tão embalado pela mídia como outros (Corinthians; Vasco; Botafogo; Etc.) com maior audiência televisiva. Devo lhes lembrar que em um curto período de tempo atrás, quando o santos ainda era escalado por Dorival Junior, no inicio dessa geração midiática “moleque”, durante o campeonato paulista, foi cogitado pelo treinador que Paulo Henrique Ganso fosse substituído, mas num imponente gesto, o jogador afirmou que não sairia e que permaneceria em campo. O fato inédito foi um símbolo de desrespeito para com o treinador e seu trabalho, uma mostra de rebeldia do jogador, mas foi, e é até hoje, aclamado pela mídia que o venerou como mostra de personalidade e confiança do jogador; como mostra do comando que o “maestro Ganso” possuía sobre os jogadores do Santos Futebol Clube.

Pergunto apenas se indiretas entre treinadores e jogadores não são comuns, no mundo da bola? Se um treinador que recusa um “pitaco” de um de seus comandados fez algo errado? E se isso é o bastante pra mergulhar um clube em uma crise? Pergunto qual o direito que a mídia tem para desrespeitar toda a torcida dos clubes, elegendo, literalmente escolhendo, bons e maus momentos, para enaltecer o espetáculo de transmissão? Sei que o jornalismo informativo almeja uma imparcialidade, mas cada vez mais é difícil não perceber as noticias sobre os clubes de futebol como cenas, que em conjunto, trançam uma apresentação teatral nada imprevisível.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
0Comments