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A incompetência veste vermelho




Por que?

TNH
Porque o time tem tudo que é possível para ter forças em uma reta final de campeonato brasileiro. A torcida se une, invade os treinamentos pacificamente, apoia os jogadores...enfim, da ao elenco todo o suporte que ele precisa na preparação.
No jogo, ela compra o ingresso, vai ao estádio, pula, grita, incentiva. Trocando em miúdos, ela faz a parte que cabe a ela.

A lógica seria a recíproca, mas isso parece ser algo impossível de acontecer com o CRB.


A razão?

Uns vão dizer que é falta de sorte, outros vão inventar desculpas baratas.

Pra mim, é incompetência.
TNH

Incompetência porque você tem o domínio do jogo, o adversário sob controle, e a torcida a seu favor. Aí vem ela, a bola do jogo. Na situação que se encontra o time, ela deixa de ser a bola do jogo e passa a ser a bola da vida.

Aí você a desperdiça.

Dá pra se imaginar a pressão, a dor e o desespero ao se perder uma chance assim.

Mas é preciso ver também o contexto da situação. Um jogador de futebol profissional, que ganha a vida com isso, que recebe por isso, não se pode dar ao luxo de lamentar como o CRB lamentou. O time simplesmente parou em campo, mesmo com o domínio sobre ele. Deixou o adversário crescer e tomar conta da situação. Por duas vezes.

O Paraná fez dois gols e poderia ter feito mais se quisesse. O CRB foi passivo, inoperante e inexpressivo. Se esquece o elenco das pessoas que estão assistindo. Garanto que muitos ali presentes no estádio dariam a própria vida para entrar em campo e tentar ajudar. E garanto mais ainda como conseguiriam fazer melhor.

A situação que estava ruim, agora ficou muito pior. O Galo não depende mais dele, e confesso que mesmo que dependesse, estaria tão ruim quanto.

É uma pena, porque o ano até começou bem.

O que resta somente é o milagre, mas temos que convir que é muito difícil.

Não podemos esperar algo de uma coisa, quando essa coisa não tem nada a oferecer.


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Resumo (Atrasado) do Fim de Semana

Foi um final de semana muito bacana, futebolisticamente falando.

No sábado tivemos um verdadeiro show de Neymar em plena Arena Independência, em Minas Gerais. Até a torcida do cruzeiro reverenciou o melhor jogador do Brasil .

Como de praxe, também não poderia faltar aquela velha lambança da arbitragem.

Sabemos que o Flamengo não tem nada a ver com isso, sabemos também que os lances foram muito rápidos, mas foram 2 erros que prejudicaram bastante a vida dos catarinenses. Me arrisco a dizer que depois dessa ducha de água fria não haverá salvação para o Figueira. Também me arrisco a achar que se fosse o inverso, as jogadas seguiriam normalmente.

Essa é a "vantagem" de ser grande.

Voltando ao futebol, o domingão reservava um jogo esperado por quase todo mundo nesse segundo turno, que foi São Paulo x Fluminense, os dois melhores times dessa última perna do campeonato. A partida aconteceu, o placar foi justo, mas o jogo foi chato. Os dois tinham muito a perder, e o medo que isso acontecesse prevaleceu. Os gols saíram em falhas individuais das zagas. Quando o São Paulo abriu o placar com o Luís Fabiano, o Gum errou. Na vez do Fred empatar, que cochilou foi o Tolói.

No fim das contas, o 1 a 1 ficou de bom tamanho.

E o Galo, ein?
Vacilando mais uma vez, o time de Ronaldinho Gaúcho foi até o Couto Pereira, na capital paranaense, enfrentar os donos da casa. Logo no começo do jogo, com ele ainda morno, um pênalti para o Coritiba. Deivid converteu numa boa, e fez o gol do jogo. Não que o Atlético não tenha tentado empatar, mas de forma desordenada ninguém chega a lugar nenhum.

Lógico que ainda tivemos outros jogos, Palmeiras e Botafogo empatando, o Corinthians ganhando, o Vasco perdendo, mas esses que comentei mereceram, no meu ver, um destaque maior.

Até porque o Palmeiras está quase rebaixado, o Botafogo só vai à Sulamericana, o Corinthians já não quer nada na competição, o e Vasco não quis mais a vaga na Libertadores.

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Feliz aniversário, Fergie


   


    O que faz um técnico passar 10 anos em um time? É difícil de imaginar tamanha longevidade, principalmente no Brasil. Tente imaginar, então, um técnico ficar 26 anos no comando do Flamengo, ou do São Paulo. É impossível, não? Contudo, um cidadão conseguiu esse feito, e claro que não foi no Brasil; estou falando de Sir Alex Ferguson, que no dia de hoje comemora 26 anos a frente do Manchester United.

     Ferguson entrou no United em 1886, e só veio ganhar algo em 1990, conquistando a Copa da Inglaterra; o título nacional só chegou em 92. Pela demora a conquistar algo, muitos defenderam a demissão do escocês, sorte de quem não deu ouvidos e o manteve no time pois, a partir de então, o Sir trouxe 5 títulos de Copa da Inglaterra e 12 canecos de Premier League.

     Em 1990 o Liverpool era o maior time da Inglaterra, com 18 títulos nacionais, mas após os 12 que o United ganhou com Fergie, o Manchester United tem hoje 19 troféus e é o maior do país. Uma virada incrível. Aliás, "incrível" é um dos adjetivos que descreve a trajetória do Sir.


     Os tão comentados jogadores  David Beckham, Eric Cantona, Wayne Rooney, Roy Keane, e o ex melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, fizeram história no Manchester United em diferentes gerações e ambos passaram pelo comando de Ferguson. Além desses, tiveram vários outros, e dois deles continuam até hoje à disposição do Sir: Ryan Giggs e Paul Scholes.
     O United é o time de futebol mais valioso do mundo, está na disputa da Uefa Champions League e rodada passada se tornou o novo líder do inglês. É incontestável a força do clube, e isso se deve ao incrível trabalho que o escocês realiza à 26 anos. Eu, particularmente, sou fã desse senhor de quase 71 anos, pois desde antes de eu nascer ele começou a construir uma linda história de glórias no United. Parabéns, SAF, que esse casamento com o futebol ainda dê a nós, telespectadores, bons espetáculos e que isso sirva de exemplo ao futebol brasileiro, que é tão impaciente com seus técnicos.

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Isso é Futebol



A torcida do Cruzeiro deu um exemplo para todas as torcidas do Brasil, no jogo de ontem (3) contra o Santos em Belo Horizonte. A equipe da casa levou um baile dos santistas, principalmente de Neymar, que teve uma atuação excepcional, marcando três gols e dando assistência para outro, jogo que terminou 4 a 0. As reações normais de uma torcida de futebol, nos dias de hoje, seriam as vaias, os xingamentos ou qualquer outro tipo de revolta. Porém, a torcida celeste reagiu de forma inesperada e, no meio da partida, se entregou ao talento do craque santista, o aplaudindo de pé e ovacionando seu nome.

De arrepiar! É sensacional ver pessoas que naquele momento são rivais daquele jogador, deixar essa rivalidade de lado e o enaltecer.

Os torcedores mostraram que não foram ao estádio com o único objetivo de ver seu time ganhar. Obvio que todo torcedor que ver seu time vencer. Porém, ver uma grande partida de futebol, uma grande exibição de um jogador deve vir em primeiro lugar. Se vier acompanhado da vitória melhor ainda. O espetáculo não é, e não pode ser, rebaixado por uma derrota e isso foi provado ontem.

O técnico Muricy Ramalho disse que esses gestos podem fazer com que o Neymar fique no país. É verdade, isso mostra ao jogador que ele é valorizado nacionalmente, não só pela torcida do seu clube. Que ele desperta nas torcidas adversárias a euforia e a alegria pela sua brilhante atuação. O próprio Neymar comentou que é isso que o dá alegria de jogar.

O verdadeiro sentido do futebol está aí, no reconhecimento à superioridade da outra equipe naquele jogo. O mundo dá voltas e uma partida é diferente da outra. Fases ruins passam. Fases boas também. A rivalidade existe e deve ser mantida de forma saudável.

Atitudes como essa deveriam estampar as capas de todos os jornais e sites de esporte do mundo. São raras, mas se dermos o devido valor estaremos ajudando a mudar a compreensão de muitos que não conseguem enxergar esse lado do esporte. Se tivesse ocorrido uma pancadaria, no mesmo dia, estaria tudo em manchetes com letra 72, em negrito e itálico e não é esse o caminho, não é isso que deve ser destacado.

O orgulho é difícil de ser deixado de lado. E quando o assunto é futebol e envolve uma disputa, é muito mais complicado, mas quando conseguimos superar isso tudo, fazemos coisas de arrepiar, como fez a torcida do Cruzeiro.

Que sirva de exemplo e que seja lembrado sempre nos textos e na memória dos amantes do futebol.

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Reciclagem para ontem

Para um país que vai sediar uma copa do mundo daqui a menos de 2 anos, nós estamos péssimos em um dos quesitos mais importantes do futebol, que é a arbitragem. Erros absurdos e em sequencia, ocorridos na última rodada do Brasileirão, que criam uma verdadeira mancha na qualidade dos nossos campeonatos, e na credibilidade do esporte que é a maior paixão nacional.

Primeiro foi aquela PRESEPADA que fez o Chicão, no jogo entre Inter e Palmeiras. A cobrança do polêmico escanteio foi NA FRENTE dele, mas ele não conseguiu ver. Como se não bastasse, ainda tivemos que presenciar quase cinco minutos de total indecisão da turma do apito, todos eles sem saber o que fazer, ou quem acusar.

Não vou entrar no mérito da ajuda do delegado, nem nada. Se ele viu o erro, fez o certo ao avisar. Como ele soube, eu não sei. Só sei que o Chicão, além de cego, é ruim pra caramba.

Abrindo um parenteses no assunto, é realmente triste um clube com a grandeza do Palmeiras está fazendo para tentar se manter na primeira divisão. É preciso jogar bola, e não procurar se apoiar em galhos podres para ficar de pé, por mais que eles digam que estão com a regra a seu favor.

O gol do Barcos foi MUITO roubado, foi escandaloso! Qual é o exemplo que a Sociedade Esportiva Palmeiras está dando, principalmente para aquele moleque que está começando a entender de futebol, quando recorre junto a CBF a anulação do jogo? O crime compensa, é isso?

A atitude da CBF suspendendo a pontuação do jogo é compreensível, mas espero que ela use o bom senso no dia do julgamento.

Voltando ao assunto arbitragem, ontem no jogo entre Atlético MG x Flamengo, em Minas, assistimos a outra atuação vergonhosa dos caras de amarelo.

O árbitro da partida, Sandro Meira Ricci, velho conhecido do futebol brasileiro por sempre estar avacalhando o espetáculo, aprontou mais uma das suas. 


E olha que o lance nem foi tão difícil de interpretar. Aposto que qualquer flamenguista que viu o jogo ontem deve ter pensado na mesma hora:

"Pô Ibson, seu filho da mãe, que idiotice!"

Mas aí o juizão resolveu colaborar muito com a nação rubro-negra. Não estou dizendo que ele quis favorecer o Flamengo, apesar de o clube indiretamente ter sido. Estou dizendo que o juiz errou, e de maneira bizarra. E não só sou eu digo que digo isso.


Quanto as expulsões, acho que foram corretas, mas o lance do pênalti foi capital. Como bem disse o Ronaldinho, "poderia ter mudado a história do jogo". Concordo.

Olha, nós sabemos que arbitragem ruim não é um problema só nosso. Semana passada a Inglaterra foi protagonista de outro absurdo, mas o nosso problema é a recorrência. Vira e mexe tem críticas, falatórios e muito mimimi. O Atlético se diz perseguido, o Fluminense marcado, o Palmeiras injustiçado.

E olha que eu nem falei do pênalti do Renato Silva no Romarinho, domingo passado.

Todos tem suas razões, só que não.



O que é certo é que isso precisa melhorar urgentemente.


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Revanche em 3 dias


No último dia 28, o Manchester United foi a Londres enfrentar o Chelsea e saiu com a vitória.
Uma vitória não digna, pois o juíz claramente interferiu no placar de 3x2 ao validar um gol impedido de Cicharito. Ontem, porém, houve novamente um Chelsea x United, no mesmo Stamford Bridge, e os Blues não desperdiçaram a chance de ter a revanche, venceram os Red devils por 5x4, de virada, e ainda os eliminaram da Copa da Liga Inglesa.

O jogo do último domingo, válido pela Premier League, deixou o United mais perto do líder, o próprio Chelsea; apesar de o resultado ter sido injusto. O Manchester abriu o placar e logo o ampliou para 2x0, mas sempre que o time constrói a vantagem, pára de atacar e fica na defesa, só esperando chances de contra-ataque; então desde a metade do primeiro tempo o Chelsea pressionava muito, até que conseguiu o empate. Mas no segundo tempo o juiz expulsou Ivanovic e Fernando Torres, deixando o time londrino desfalcado; com isso os Red Devils passaram a atacar mais e chegaram ao gol da vitória, mas Chicharito estava em posição de impedimento. O jogo entre líder e vice-líder poderia deixar o Chelsea com uma vantagem ainda maior, mas como quem ganhou foi o United, agora só um ponto separa os dois (O Manchester City tem o mesmo número de pontos do segundo colocado).

Nessas circunstâncias, o Chelsea ficou inconformado com o resultado; contudo, o jogo das oitavas de final na Copa da Liga Inglesa era a chance de ter a revanche. E assim ocorreu. O novo jogo, realizado 3 dias depois, foi bem diferente: nenhum dos times entrou com seus principais jogadores titulares, e a partida estava bem equilibrada, com o United atacando mais que antes. Os Red Devil abriram o placar, levaram o empate; fizeram o segundo gol, levaram o empate de novo; e por fim, fizeram um terceiro gol. Vale destacar as três assistências do brasileiro Anderson que fez uma partida excepcional. Parecia que o placar seria igual ao de domingo, 3x2, mas dessa vez sem erros de arbitragem. Contudo, quando o jogo já estava nos 94 minutos, o jovem Wootton fez um pênalti em Ramires. O Chelsea empatou.

Quando o jogo estava na prorrogação o mesmo Wootton foi recuar para o goleiro Lindengaard e errou na cabeçada, e deixou a bola e o caminho livre para Sturridge virar.  No final, o Chelsea ainda fez mais um e o Manchester diminuiu, mas não havia mais tempo. Resultado: 5x4 para os Blues.

Sturridge fazendo gol, após outra falha de Wootton. Imagem: Reprodução.
 
O jogo de ontem foi muito melhor que o de domingo pois os times tinham mais vontade de ganhar e o árbitro não se tornou um infeliz protagonista. Ambos os times começaram com jovens jogadores, que não costumam ficar nem no banco de reservas, mas o Chelsea gastou as três substituições que tinha colocando em campo Ramires, Oscar e Hazaard, enquanto o Sir Alex Ferguson deixou que seus meninos continuassem em campo; ele pagou por ter colocado jovens inexperientes de 20 e poucos anos e o Chelsea teve a revanche que queria, eliminou o United e agora vai para as quartas de final, enfrentar o Leeds.

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Xadrez da bola


Já focado no mundial, o Corinthians tem seus últimos jogos no brasileirão para “treinar” e ir pronto para a competição. É certo que o time de Tite sonha em jogar contra o Chelsea, da Inglaterra, mas podemos tomar o exemplo do Internacional (primeira vez que um time brasileiro não chegou à final da competição) como aviso de que a “semi” não é jogo ganho.

A utilização, ou não, de um pivô no timão acarreta vários riscos e possibilidades. O grande destaque do clube paulista é seu conjunto defensivo, que nesta edição da libertadores se mostrou o melhor da competição. Para sua maior eficácia, todos os jogadores precisam dar uma certa contribuição ao time na marcação, inclusive os atacantes. O pivô seria um ponto fraco, pois recebe menos responsabilidade para marcar. E no caso do pivô ser deslocado para também marcar, descaracterizaria esta função e o jogador não seria mais um pivô. Neste caso, poderia ser um atacante mais veloz, com melhor qualidade de passes e com uma boa finalização. Neste caso, o jogador poderia ser considerado um “striker forward”. Esta é a diferença entre Paolo Guerreiro e Emerson Sheik.
O Chelsea chegou ao mundial, curiosamente, também por mostrar um “monstruoso” sistema defensivo. Assim como o Corinthians eliminou o Santos, o Chelsea eliminou o Barcelona (ambos nas semifinais das competições). Assemelhando seus estilos de jogo, sabemos que o futebol “moleque” do Santos provou ser realmente moleque contra o organizado e “quadrado” Barcelona. A equipe mais ofensiva das América foi goleada pela mais ofensiva da Europa na edição passada do mundial, mas o que acontecera entre a defensividade apresentada por Corinthians e Chelsea? As chances do brasileiro dessa vez é maior?

É bem verdade que o clube inglês já não atua mais tão defensivamente. A saída de um de seus maiores ídolos, Didier Drogba, e a contratação de “promessas jovens” do futebol, o meia Oscar, junto ao Internacional de Porto Alegre, e do belga Elder Hazard, junto ao Lille, da França (no que foi a transferência mais cara da história envolvendo um jogador da Bélgica), proporcionaram uma enorme capacidade de manter a bola no campo ofensivo, sem correr grandes riscos, graças a zaga monstruosa.

Caso cheguem (Corinthians e Chelsea) a final do mundial, aposto nas seguintes escalações:

Corinthians: Cassio; Alessandro, Chicão, Paulo André, Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo, Douglas; Martines, Sheik.

Chelsea: Chec; Ivanovic, D. Luiz, Terry, Cole; Mikel, Lampard, Oscar, Ramires; Torres e Hazard. 

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"La mano de...?"

Internacional e Palmeiras vivenciaram em seu ultimo confronto uma situação inusitada. Inspirado em “Maradona”, o também argentino Barcos utilizou sua mão para marcar um gol e tentar iludir quem viu o lance, para que acreditassem que ele tivesse arrematado a bola com a cabeça. A atitude antiética do jogador palmeirense resultou em uma tentativa de anular o jogo, iniciada pelo clube paulista. Ocorre que a FIFA proíbe a adequação de instrumentos eletrônicos como forma de validar ou anular lances nos jogos, e o gol de Hernán Barcos só foi anulado porque o delegado da partida consultou jornalistas sobre o lance e informou a irregularidade ao quarto arbitro.
A partida acabou em empate por 1 a 1. Poderia ter sido vitória do Palmeiras, por 2 a 1, caso o gol não fosse anulado. A partida não foi anulada, mas alargou uma brecha para discursões sobre a polêmica relação entre o futebol e tecnologia. Até onde a tecnoligia pode ser benéfica ao esporte, uma vez que a principal entidade responsável por administrar (FIFA) esse porte no mundo todo, considera o erro parte do jogo.

O que mais parece ser uma visão conservadora, na verdade é uma estratégia atualíssima de “mercado”. A relação direta com o erro humano, com o esporte, apenas desmerece sua credibilidade do jogo. Mas quem não se frustra com um gol mal anulado ou comemora quando seu time sai do aperto, mesmo que o gol anotado seja irregular? Quem não vê um erro de julgamento provocar uma falta na entrada da área e fica apreensivo se o time vai marcar o gol que lhe dará a vitória, ou fica apreensivo por que o outro time pode marcar o gol em um lance que não deveria ter ocorrido? A relação indireta do erro com o esporte, nesse caso o futebol, acentua os sentimentos gerados pelo esporte e cadencia uma plateia ainda maior para o show. Além, é claro, de favorecer inúmeros outros programas que anseiam por lances deste modo para comentar e aumentar sua própria audiência.

O recurso mais avançado que penetrou nas partidas de futebol foi a chamada “bola inteligente”. Uma bola com um microchip dentro que ao atravessar um campo magnético gerado atrás do gol, na distância exata que a pelota levaria para ser anotado, enviaria a informação para um “relógio” no pulso do arbitro. Hoje, isto já não é permitido no futebol. Porém foram adotados dois árbitros que margeiam a linha de fundo próximo das traves, atentos a posição da bola no instante máximo do futebol (o gol), para confirmarem, ou não, o lance. Estratégia que pode reduzir os erros da partida, ou pode acentuar novos... 

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Com o pé direito


A equipe do Corinthians iniciou sua preparação para o tão esperado Mundia de Clubes hoje, 27, contra o Vasco, no estádio do Pacaembu. E começou bem, derrotou a equipe de São Januário pelo placar de 1 a 0, gol do atacante Guerrero.

Com o resultado o Corinthians permanece na 8ª colocação do Campeonato Brasileiro com 47 pontos. O Vasco chega a sua quinta derrota seguida e permanece com 50 pontos, sendo ultrapassado pelo Internacional e agora está em sexto, correndo o risco de cair para a sétima colocação, caso o Botafogo derrote o Atlético-GO. 

Os próximos 5 jogos do Corinthians também serão de estudos e de preparação para o Mundial. O técnico Tite deve, nessa reta final de campeonato, decidir os jogadores que estarão presentes na competição disputada em Dezembro e também trabalhar alguns aspectos táticos na equipe. O foco, no momento, é com as jogadas de bola parada. A defesa corintiana vem sofrido muitos gols nesse tipo de lance nas últimas partidas e isso preocupa o técnico do Timão. 

O próximo desafio do Corinthians será no Domingo (04/11) contra o Atlético-GO no Serra Dourada. No mesmo dia os vascaínos recebem o Sport em São Januário. 

O JOGO

A partida não teve nada de brilhante para os olhos dos torcedores, porém proporcionou bons lances para ambos os lados. Na primeira etapa, o Vasco começou tentando surpreender os donos da casa com uma marcação forte e avançada. Já o Corinthians parecia mais estudar o estilo de jogo do Vasco, sem forçar muito nas jogadas ofensivas. O lance que teve mais destaque no inicio da partida foi a bela caneta que o meia Marlone, do Vasco, aplicou em Alessandro.


Somente aos 28 minutos a primeira boa chegada do Corinthians ao ataque. O argentino Martinez ganhou uma disputa de bola e ajeito para Guerrero que bateu forte e obrigou o goleiro Fernando Prass a fazer sua primeira grande defesa no jogo. A resposta do Vasco só veio aos 42', quando Fellipe Bastos cobrou uma falta de longa distância e acertou o travessão. Já nos acréscimos Carlos Alberto recebeu um belo lançamento e foi interceptado pelo goleiro Cássio, no rebote Fellipe Bastos tentou por cobertura e mandou sobre o gol. Em seguida, Paulinho deixou Douglas cara a cara com Prass, mas o meia desperdiçou a chance mandando a bola para fora.

A etapa final começou de forma diferente e logo aos 2', Alessandro cruzou para Martinez que cabeceou para uma brilhante defesa de Fernando Prass. Aos 13', Douglas cobrou escanteio e após um bate-rebate dentro da área a bola sobrou para o peruano Guerrero que mandou uma bomba para o fundo das redes, 1 a 0 Corinthians.

A equipe da casa quase ampliou aos 17', quando Douglas foi lançado, driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo para o chute, tocou para a chegada de Martinez que ajeitou para Guerrero chutar sutilmente por cima do goleiro, o zagueiro Douglas quase em cima da linha afastou. Os corintianos ficaram pedindo um pênalti do goleiro vascaíno em Guerrero, mas o árbitro nada marcou. 

Fonte: Estadao.com.br
O Vasco mostrava um grande abatimento dentro de campo e não conseguia esboçar nenhum tipo de reação. O que facilitou muito o jogo para o lado corintiano que passava a administrar o resultado trabalhando a bola. Douglas ainda assustou a torcida do Vasco em uma cobrança de falta que quase encobriu Fernando Prass.

Antes do apito final, o lance que mais se destacou foi a discussão entre o meia Carlos Alberto e o zagueiro Chicão. Os dois jogadores vinham se desentendendo ao longo da partida e chegaram a trocar xingamentos. Ambos foram advertidos pelo árbitro com cartão amarelo.

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É o que dá brilho ao futebol


Na partida entre Fluminense e Coritiba, disputada ontem (25), válida pela 33ª rodada do Brasileirão, Wellington Nem se destacou não só pela boa atuação como também por um lance que irritou bastante os jogadores do Coxa. Aos 45 minutos do segundo tempo, com a partida quase liquidada, Nem tentou dar uma carretilha para se livrar da marcação, porém errou o drible e foi desarmado. O lance gerou uma revolta por parte dos atletas do Coxa, principalmente de Deivid e Lincoln, que foram tirar satisfações com o meia do Flu. A polêmica foi amenizada pelo árbitro e pelo próprio Nem, depois da partida.

Mas o por que da revolta? 

O lance não foi provocativo. O meia buscou uma forma de passar pelo adversário, só isso. Ultimamente até uma simples caneta no adversário vira motivo de provocação. Mas o que todos devem entender é que o drible é essencial para o futebol. Ele é o elemento que proporciona graça ao futebol. Que arranca aplausos, risadas e até provocações. Isso tudo deve ser encarado de forma natural, dentro do campo esses lances podem acontecer a qualquer momento e qualquer jogador está sujeito a tomar um drible de cair sentado.



Quem vai esquecer dos dribles de Pelé e de Garrincha? Dos elásticos de Rivelino? Das pedaladas de Robinho? Do gingado de Ronaldinho Gaúcho? As carretilhas de Falcão no futsal? E de tantos outros nomes que marcaram o futebol por sua habilidade? Difícil né?!

Um gol não é motivo de aplauso da torcida adversária, porém um drible, muitas vezes, tem esse poder. Antigamente isso era comum nos estádios. E não podemos deixar que isso se perca. Devemos, como amantes do futebol, exaltar sempre um lance como um lindo chapéu, uma caneta, um elástico e tantos outros dribles que deixam muitos de boca aberta.

São lances que arrancam da boca das pessoas palavras como 'sensacional'; 'inacreditável' e fazem o torcedor pensar como foi que o jogador fez aquilo acontecer. O futebol necessita desses jogadores que possuam a ousadia de ir para cima do adversário sem medo. Ir buscando o drible, uma jogada diferenciada.

Porque o drible é o elemento que dá brilho ao futebol. 

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