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Cai o Imperador. De novo


Adriano é uma rapaz que precisa de ajuda, isso é fato.

Ajuda não de um clube de futebol, ou de uma torcida, e sim de profissionais treinados que possam oferecer a ele toda ajuda psicológica existente no mundo.


Ele está visivelmente perdido.

Teve a chance de ter sua redenção em grande estilo em dois grandes momentos nos últimos dois anos, quando foi abraçado pelas duas maiores torcidas do mundo. No Corinthians, todos foram pacientes, ajudaram, lutaram, brigaram por ele. Quando apresentado, deu coletiva, foi ao Fantástico, jurou a todos que faria por merecer a oportunidade dada a ele. Tudo bem que ele se machucou pouco tempo depois, mas nunca se dedicou de fato a se recuperar totalmente. O Corinthians insistiu, pressionou. Ele até foi a campo, marcou um gol decisivo. Mas foi só.

O ano virou e o comportamento continuou falho. Até tiro dentro do próprio carro rolou, inclusive gerando vítima. Aliado a isso, foi muito mal nas oportunidades que ganhou. Como resultado, a paciência do técnico Tite foi embora, e mesmo com Adriano inscrito na Libertadores, ele foi desligado do clube. A torcida entendeu, claro. Também tinham perdido a paciência, apesar de ainda não ter perdido totalmente as esperanças.

Vida que segue.

Da mesma forma foi no Flamengo, onde ele sequer chegou a jogar. Fora de forma, se envolvendo em polêmicas...acabou sendo desligado do clube ontem. Alguns torcedores ainda esperavam algo dele, e eu até entendo a razão, é totalmente compreensível.

Afinal de contas o cara é o Adriano, o Imperador! O cara costumava ser craque!

E como.

Lembro até hoje daquela final da Copa América de 2004. Estava eu, então com 12 anos, junto com meu pai vendo o Brasil perdendo aquele jogo. Estávamos completamente putos, o Brasil jogando mal pra caramba, apesar do jogo estar empatado. Os argentinos estavam crescendo no jogo. Daí eles marcam, aos 42. 

Cara, que banho de água fria. Jogando mal ou não, era a Seleção Brasileira, caramba! Não podemos perder assim, PRINCIPALMENTE PARA A ARGENTINA!

Aí aparece ele. Recuperando aquela bola que parecia despretensiosa, arrumando com carinho e mandando aquela lapada pro fundo do gol. Abracei meu pai e comemoramos gritando muito. Foi um gol de lavar a alma, e olha que era só uma Copa América. Ali Adriano virou ídolo para muita gente, e escreveu seu nome na galeria de heróis da Seleção. Foi um lance genial. Vocês lembram, né?


Depois disso ele tive outras glórias, que só serviram para consolidar seu nome do futebol, e sua alcunha de Imperador, dominando durante alguns bons anos toda a Itália.

Infelizmente, ainda hoje quando lembramos de Adriano, lembramos desse cara. Mas esse cara deixou de jogar desde 2009.

De lá pra cá, vem sido só ilusão. Os clubes vivem esperando que ele volte a ser quem era, mas no fundo sabem que não vão ter. Acho que o que eles tem mesmo é pena do ser humano, porque sabem que o cara não é um sujeito ruim. O problema é que Adriano não deixa que ninguém o ajude.

Até porque se deixasse, ele não andaria por aí fazendo tanta merda. Mal sabe ele que esse estilo Vid4 Loka marrento que ele vem levando, não o levará para lugar nenhum.

Acorda, cara.

Ainda dá tempo.

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Tudo errado, de novo



Um gigante há muito tempo adormecido. Assim pode-se descrever o Centro Sportivo Alagoano nos últimos 12 anos. O maior campeão do estado de Alagoas traz consigo em todos esses doze anos uma maré de incompetência, falta de sorte e frustração. Prestes a completar cem anos de vida, o CSA vem de uma decepcionante eliminação no campeonato brasileiro da série D, diante de mais de 15 mil azulinos, no Rei Pelé. Quando tudo se encaminhava para a glória, para o resgate de um campeão, acabou. O sonho do centenário perfeito foi-se embora em apenas 90 minutos.

O sonho acabou dia nove de setembro. A realidade batia na porta do Azulão vinte minutos após o término da partida. Cadê o planejamento para o caso de eliminação? Quem fica para 2013? Afinal o time não fez uma ótima campanha à toa. De onze titulares, pelo menos sete poderiam ficar para o ano seguinte. Já entrosados, as chances de conquistar o campeonato alagoano 2013 seriam altíssimas. Mas não. Não no CSA. No clube que traz consigo uma torcida gigante e glórias invejáveis, não cabe o direito de ser administrado por competentes. A casa caiu, literalmente, mais uma vez.

Os poucos 15 mil torcedores que saíram decepcionados do Rei Pelé, ainda hoje aguardam uma luz para o ano do centenário. Digo poucos 15 mil porque para a torcida do CSA nunca foi difícil colocar um público assim no estádio. Não, pelo contrário. Era fácil, até demais. Mas diga-me, como pode uma torcida que em quase 90 anos de história só presenciou glórias, acostumar-se à 12 anos de humilhações e frustrações? A torcida do CSA não desapareceu. Nem apequenou, nem mudou. Apenas se afastou. Mas em qualquer lampejo que o gigante demonstra querer acordar, a massa está lá.

O centenário planejado, programado ainda não saiu do papel. O contestado presidente continua. Diretores, colaboradores ou seja lá o que dizem ser do Azulão, mal chegaram e já pediram pra sair. Como a torcida sabe que nada irá mudar na direção, cabe a ela protestar, exigir comprometimento, competência e valentia dos responsáveis, responsáveis esses que se dizem tão azulinos, mas na hora de defender o escudo Marujo escondem-se, omitem-se, pipocam.

O Centro Sportivo Alagoano estreia no campeonato alagoano dia 12 de janeiro, diante do Comercial. Há 59 dias o Azulão foi eliminado. Em 59 dias o torcedor azulino não viu sequer o sinônimo de planejamento. Faltam 66 dias para que isso aconteça. No total serão 125 dias de inatividade, de tempo para organizar a casa, serão 125 dias para reerguer um gigante. Mas essa novela a gente já viu, há 12 anos ela se repete.

É hora de mudar. Afinal um filme perde a graça quando repetido várias vezes.

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A incompetência veste vermelho




Por que?

TNH
Porque o time tem tudo que é possível para ter forças em uma reta final de campeonato brasileiro. A torcida se une, invade os treinamentos pacificamente, apoia os jogadores...enfim, da ao elenco todo o suporte que ele precisa na preparação.
No jogo, ela compra o ingresso, vai ao estádio, pula, grita, incentiva. Trocando em miúdos, ela faz a parte que cabe a ela.

A lógica seria a recíproca, mas isso parece ser algo impossível de acontecer com o CRB.


A razão?

Uns vão dizer que é falta de sorte, outros vão inventar desculpas baratas.

Pra mim, é incompetência.
TNH

Incompetência porque você tem o domínio do jogo, o adversário sob controle, e a torcida a seu favor. Aí vem ela, a bola do jogo. Na situação que se encontra o time, ela deixa de ser a bola do jogo e passa a ser a bola da vida.

Aí você a desperdiça.

Dá pra se imaginar a pressão, a dor e o desespero ao se perder uma chance assim.

Mas é preciso ver também o contexto da situação. Um jogador de futebol profissional, que ganha a vida com isso, que recebe por isso, não se pode dar ao luxo de lamentar como o CRB lamentou. O time simplesmente parou em campo, mesmo com o domínio sobre ele. Deixou o adversário crescer e tomar conta da situação. Por duas vezes.

O Paraná fez dois gols e poderia ter feito mais se quisesse. O CRB foi passivo, inoperante e inexpressivo. Se esquece o elenco das pessoas que estão assistindo. Garanto que muitos ali presentes no estádio dariam a própria vida para entrar em campo e tentar ajudar. E garanto mais ainda como conseguiriam fazer melhor.

A situação que estava ruim, agora ficou muito pior. O Galo não depende mais dele, e confesso que mesmo que dependesse, estaria tão ruim quanto.

É uma pena, porque o ano até começou bem.

O que resta somente é o milagre, mas temos que convir que é muito difícil.

Não podemos esperar algo de uma coisa, quando essa coisa não tem nada a oferecer.


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Resumo (Atrasado) do Fim de Semana

Foi um final de semana muito bacana, futebolisticamente falando.

No sábado tivemos um verdadeiro show de Neymar em plena Arena Independência, em Minas Gerais. Até a torcida do cruzeiro reverenciou o melhor jogador do Brasil .

Como de praxe, também não poderia faltar aquela velha lambança da arbitragem.

Sabemos que o Flamengo não tem nada a ver com isso, sabemos também que os lances foram muito rápidos, mas foram 2 erros que prejudicaram bastante a vida dos catarinenses. Me arrisco a dizer que depois dessa ducha de água fria não haverá salvação para o Figueira. Também me arrisco a achar que se fosse o inverso, as jogadas seguiriam normalmente.

Essa é a "vantagem" de ser grande.

Voltando ao futebol, o domingão reservava um jogo esperado por quase todo mundo nesse segundo turno, que foi São Paulo x Fluminense, os dois melhores times dessa última perna do campeonato. A partida aconteceu, o placar foi justo, mas o jogo foi chato. Os dois tinham muito a perder, e o medo que isso acontecesse prevaleceu. Os gols saíram em falhas individuais das zagas. Quando o São Paulo abriu o placar com o Luís Fabiano, o Gum errou. Na vez do Fred empatar, que cochilou foi o Tolói.

No fim das contas, o 1 a 1 ficou de bom tamanho.

E o Galo, ein?
Vacilando mais uma vez, o time de Ronaldinho Gaúcho foi até o Couto Pereira, na capital paranaense, enfrentar os donos da casa. Logo no começo do jogo, com ele ainda morno, um pênalti para o Coritiba. Deivid converteu numa boa, e fez o gol do jogo. Não que o Atlético não tenha tentado empatar, mas de forma desordenada ninguém chega a lugar nenhum.

Lógico que ainda tivemos outros jogos, Palmeiras e Botafogo empatando, o Corinthians ganhando, o Vasco perdendo, mas esses que comentei mereceram, no meu ver, um destaque maior.

Até porque o Palmeiras está quase rebaixado, o Botafogo só vai à Sulamericana, o Corinthians já não quer nada na competição, o e Vasco não quis mais a vaga na Libertadores.

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Feliz aniversário, Fergie


   


    O que faz um técnico passar 10 anos em um time? É difícil de imaginar tamanha longevidade, principalmente no Brasil. Tente imaginar, então, um técnico ficar 26 anos no comando do Flamengo, ou do São Paulo. É impossível, não? Contudo, um cidadão conseguiu esse feito, e claro que não foi no Brasil; estou falando de Sir Alex Ferguson, que no dia de hoje comemora 26 anos a frente do Manchester United.

     Ferguson entrou no United em 1886, e só veio ganhar algo em 1990, conquistando a Copa da Inglaterra; o título nacional só chegou em 92. Pela demora a conquistar algo, muitos defenderam a demissão do escocês, sorte de quem não deu ouvidos e o manteve no time pois, a partir de então, o Sir trouxe 5 títulos de Copa da Inglaterra e 12 canecos de Premier League.

     Em 1990 o Liverpool era o maior time da Inglaterra, com 18 títulos nacionais, mas após os 12 que o United ganhou com Fergie, o Manchester United tem hoje 19 troféus e é o maior do país. Uma virada incrível. Aliás, "incrível" é um dos adjetivos que descreve a trajetória do Sir.


     Os tão comentados jogadores  David Beckham, Eric Cantona, Wayne Rooney, Roy Keane, e o ex melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, fizeram história no Manchester United em diferentes gerações e ambos passaram pelo comando de Ferguson. Além desses, tiveram vários outros, e dois deles continuam até hoje à disposição do Sir: Ryan Giggs e Paul Scholes.
     O United é o time de futebol mais valioso do mundo, está na disputa da Uefa Champions League e rodada passada se tornou o novo líder do inglês. É incontestável a força do clube, e isso se deve ao incrível trabalho que o escocês realiza à 26 anos. Eu, particularmente, sou fã desse senhor de quase 71 anos, pois desde antes de eu nascer ele começou a construir uma linda história de glórias no United. Parabéns, SAF, que esse casamento com o futebol ainda dê a nós, telespectadores, bons espetáculos e que isso sirva de exemplo ao futebol brasileiro, que é tão impaciente com seus técnicos.

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Isso é Futebol



A torcida do Cruzeiro deu um exemplo para todas as torcidas do Brasil, no jogo de ontem (3) contra o Santos em Belo Horizonte. A equipe da casa levou um baile dos santistas, principalmente de Neymar, que teve uma atuação excepcional, marcando três gols e dando assistência para outro, jogo que terminou 4 a 0. As reações normais de uma torcida de futebol, nos dias de hoje, seriam as vaias, os xingamentos ou qualquer outro tipo de revolta. Porém, a torcida celeste reagiu de forma inesperada e, no meio da partida, se entregou ao talento do craque santista, o aplaudindo de pé e ovacionando seu nome.

De arrepiar! É sensacional ver pessoas que naquele momento são rivais daquele jogador, deixar essa rivalidade de lado e o enaltecer.

Os torcedores mostraram que não foram ao estádio com o único objetivo de ver seu time ganhar. Obvio que todo torcedor que ver seu time vencer. Porém, ver uma grande partida de futebol, uma grande exibição de um jogador deve vir em primeiro lugar. Se vier acompanhado da vitória melhor ainda. O espetáculo não é, e não pode ser, rebaixado por uma derrota e isso foi provado ontem.

O técnico Muricy Ramalho disse que esses gestos podem fazer com que o Neymar fique no país. É verdade, isso mostra ao jogador que ele é valorizado nacionalmente, não só pela torcida do seu clube. Que ele desperta nas torcidas adversárias a euforia e a alegria pela sua brilhante atuação. O próprio Neymar comentou que é isso que o dá alegria de jogar.

O verdadeiro sentido do futebol está aí, no reconhecimento à superioridade da outra equipe naquele jogo. O mundo dá voltas e uma partida é diferente da outra. Fases ruins passam. Fases boas também. A rivalidade existe e deve ser mantida de forma saudável.

Atitudes como essa deveriam estampar as capas de todos os jornais e sites de esporte do mundo. São raras, mas se dermos o devido valor estaremos ajudando a mudar a compreensão de muitos que não conseguem enxergar esse lado do esporte. Se tivesse ocorrido uma pancadaria, no mesmo dia, estaria tudo em manchetes com letra 72, em negrito e itálico e não é esse o caminho, não é isso que deve ser destacado.

O orgulho é difícil de ser deixado de lado. E quando o assunto é futebol e envolve uma disputa, é muito mais complicado, mas quando conseguimos superar isso tudo, fazemos coisas de arrepiar, como fez a torcida do Cruzeiro.

Que sirva de exemplo e que seja lembrado sempre nos textos e na memória dos amantes do futebol.

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Reciclagem para ontem

Para um país que vai sediar uma copa do mundo daqui a menos de 2 anos, nós estamos péssimos em um dos quesitos mais importantes do futebol, que é a arbitragem. Erros absurdos e em sequencia, ocorridos na última rodada do Brasileirão, que criam uma verdadeira mancha na qualidade dos nossos campeonatos, e na credibilidade do esporte que é a maior paixão nacional.

Primeiro foi aquela PRESEPADA que fez o Chicão, no jogo entre Inter e Palmeiras. A cobrança do polêmico escanteio foi NA FRENTE dele, mas ele não conseguiu ver. Como se não bastasse, ainda tivemos que presenciar quase cinco minutos de total indecisão da turma do apito, todos eles sem saber o que fazer, ou quem acusar.

Não vou entrar no mérito da ajuda do delegado, nem nada. Se ele viu o erro, fez o certo ao avisar. Como ele soube, eu não sei. Só sei que o Chicão, além de cego, é ruim pra caramba.

Abrindo um parenteses no assunto, é realmente triste um clube com a grandeza do Palmeiras está fazendo para tentar se manter na primeira divisão. É preciso jogar bola, e não procurar se apoiar em galhos podres para ficar de pé, por mais que eles digam que estão com a regra a seu favor.

O gol do Barcos foi MUITO roubado, foi escandaloso! Qual é o exemplo que a Sociedade Esportiva Palmeiras está dando, principalmente para aquele moleque que está começando a entender de futebol, quando recorre junto a CBF a anulação do jogo? O crime compensa, é isso?

A atitude da CBF suspendendo a pontuação do jogo é compreensível, mas espero que ela use o bom senso no dia do julgamento.

Voltando ao assunto arbitragem, ontem no jogo entre Atlético MG x Flamengo, em Minas, assistimos a outra atuação vergonhosa dos caras de amarelo.

O árbitro da partida, Sandro Meira Ricci, velho conhecido do futebol brasileiro por sempre estar avacalhando o espetáculo, aprontou mais uma das suas. 


E olha que o lance nem foi tão difícil de interpretar. Aposto que qualquer flamenguista que viu o jogo ontem deve ter pensado na mesma hora:

"Pô Ibson, seu filho da mãe, que idiotice!"

Mas aí o juizão resolveu colaborar muito com a nação rubro-negra. Não estou dizendo que ele quis favorecer o Flamengo, apesar de o clube indiretamente ter sido. Estou dizendo que o juiz errou, e de maneira bizarra. E não só sou eu digo que digo isso.


Quanto as expulsões, acho que foram corretas, mas o lance do pênalti foi capital. Como bem disse o Ronaldinho, "poderia ter mudado a história do jogo". Concordo.

Olha, nós sabemos que arbitragem ruim não é um problema só nosso. Semana passada a Inglaterra foi protagonista de outro absurdo, mas o nosso problema é a recorrência. Vira e mexe tem críticas, falatórios e muito mimimi. O Atlético se diz perseguido, o Fluminense marcado, o Palmeiras injustiçado.

E olha que eu nem falei do pênalti do Renato Silva no Romarinho, domingo passado.

Todos tem suas razões, só que não.



O que é certo é que isso precisa melhorar urgentemente.


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Revanche em 3 dias


No último dia 28, o Manchester United foi a Londres enfrentar o Chelsea e saiu com a vitória.
Uma vitória não digna, pois o juíz claramente interferiu no placar de 3x2 ao validar um gol impedido de Cicharito. Ontem, porém, houve novamente um Chelsea x United, no mesmo Stamford Bridge, e os Blues não desperdiçaram a chance de ter a revanche, venceram os Red devils por 5x4, de virada, e ainda os eliminaram da Copa da Liga Inglesa.

O jogo do último domingo, válido pela Premier League, deixou o United mais perto do líder, o próprio Chelsea; apesar de o resultado ter sido injusto. O Manchester abriu o placar e logo o ampliou para 2x0, mas sempre que o time constrói a vantagem, pára de atacar e fica na defesa, só esperando chances de contra-ataque; então desde a metade do primeiro tempo o Chelsea pressionava muito, até que conseguiu o empate. Mas no segundo tempo o juiz expulsou Ivanovic e Fernando Torres, deixando o time londrino desfalcado; com isso os Red Devils passaram a atacar mais e chegaram ao gol da vitória, mas Chicharito estava em posição de impedimento. O jogo entre líder e vice-líder poderia deixar o Chelsea com uma vantagem ainda maior, mas como quem ganhou foi o United, agora só um ponto separa os dois (O Manchester City tem o mesmo número de pontos do segundo colocado).

Nessas circunstâncias, o Chelsea ficou inconformado com o resultado; contudo, o jogo das oitavas de final na Copa da Liga Inglesa era a chance de ter a revanche. E assim ocorreu. O novo jogo, realizado 3 dias depois, foi bem diferente: nenhum dos times entrou com seus principais jogadores titulares, e a partida estava bem equilibrada, com o United atacando mais que antes. Os Red Devil abriram o placar, levaram o empate; fizeram o segundo gol, levaram o empate de novo; e por fim, fizeram um terceiro gol. Vale destacar as três assistências do brasileiro Anderson que fez uma partida excepcional. Parecia que o placar seria igual ao de domingo, 3x2, mas dessa vez sem erros de arbitragem. Contudo, quando o jogo já estava nos 94 minutos, o jovem Wootton fez um pênalti em Ramires. O Chelsea empatou.

Quando o jogo estava na prorrogação o mesmo Wootton foi recuar para o goleiro Lindengaard e errou na cabeçada, e deixou a bola e o caminho livre para Sturridge virar.  No final, o Chelsea ainda fez mais um e o Manchester diminuiu, mas não havia mais tempo. Resultado: 5x4 para os Blues.

Sturridge fazendo gol, após outra falha de Wootton. Imagem: Reprodução.
 
O jogo de ontem foi muito melhor que o de domingo pois os times tinham mais vontade de ganhar e o árbitro não se tornou um infeliz protagonista. Ambos os times começaram com jovens jogadores, que não costumam ficar nem no banco de reservas, mas o Chelsea gastou as três substituições que tinha colocando em campo Ramires, Oscar e Hazaard, enquanto o Sir Alex Ferguson deixou que seus meninos continuassem em campo; ele pagou por ter colocado jovens inexperientes de 20 e poucos anos e o Chelsea teve a revanche que queria, eliminou o United e agora vai para as quartas de final, enfrentar o Leeds.

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Xadrez da bola


Já focado no mundial, o Corinthians tem seus últimos jogos no brasileirão para “treinar” e ir pronto para a competição. É certo que o time de Tite sonha em jogar contra o Chelsea, da Inglaterra, mas podemos tomar o exemplo do Internacional (primeira vez que um time brasileiro não chegou à final da competição) como aviso de que a “semi” não é jogo ganho.

A utilização, ou não, de um pivô no timão acarreta vários riscos e possibilidades. O grande destaque do clube paulista é seu conjunto defensivo, que nesta edição da libertadores se mostrou o melhor da competição. Para sua maior eficácia, todos os jogadores precisam dar uma certa contribuição ao time na marcação, inclusive os atacantes. O pivô seria um ponto fraco, pois recebe menos responsabilidade para marcar. E no caso do pivô ser deslocado para também marcar, descaracterizaria esta função e o jogador não seria mais um pivô. Neste caso, poderia ser um atacante mais veloz, com melhor qualidade de passes e com uma boa finalização. Neste caso, o jogador poderia ser considerado um “striker forward”. Esta é a diferença entre Paolo Guerreiro e Emerson Sheik.
O Chelsea chegou ao mundial, curiosamente, também por mostrar um “monstruoso” sistema defensivo. Assim como o Corinthians eliminou o Santos, o Chelsea eliminou o Barcelona (ambos nas semifinais das competições). Assemelhando seus estilos de jogo, sabemos que o futebol “moleque” do Santos provou ser realmente moleque contra o organizado e “quadrado” Barcelona. A equipe mais ofensiva das América foi goleada pela mais ofensiva da Europa na edição passada do mundial, mas o que acontecera entre a defensividade apresentada por Corinthians e Chelsea? As chances do brasileiro dessa vez é maior?

É bem verdade que o clube inglês já não atua mais tão defensivamente. A saída de um de seus maiores ídolos, Didier Drogba, e a contratação de “promessas jovens” do futebol, o meia Oscar, junto ao Internacional de Porto Alegre, e do belga Elder Hazard, junto ao Lille, da França (no que foi a transferência mais cara da história envolvendo um jogador da Bélgica), proporcionaram uma enorme capacidade de manter a bola no campo ofensivo, sem correr grandes riscos, graças a zaga monstruosa.

Caso cheguem (Corinthians e Chelsea) a final do mundial, aposto nas seguintes escalações:

Corinthians: Cassio; Alessandro, Chicão, Paulo André, Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo, Douglas; Martines, Sheik.

Chelsea: Chec; Ivanovic, D. Luiz, Terry, Cole; Mikel, Lampard, Oscar, Ramires; Torres e Hazard. 

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"La mano de...?"

Internacional e Palmeiras vivenciaram em seu ultimo confronto uma situação inusitada. Inspirado em “Maradona”, o também argentino Barcos utilizou sua mão para marcar um gol e tentar iludir quem viu o lance, para que acreditassem que ele tivesse arrematado a bola com a cabeça. A atitude antiética do jogador palmeirense resultou em uma tentativa de anular o jogo, iniciada pelo clube paulista. Ocorre que a FIFA proíbe a adequação de instrumentos eletrônicos como forma de validar ou anular lances nos jogos, e o gol de Hernán Barcos só foi anulado porque o delegado da partida consultou jornalistas sobre o lance e informou a irregularidade ao quarto arbitro.
A partida acabou em empate por 1 a 1. Poderia ter sido vitória do Palmeiras, por 2 a 1, caso o gol não fosse anulado. A partida não foi anulada, mas alargou uma brecha para discursões sobre a polêmica relação entre o futebol e tecnologia. Até onde a tecnoligia pode ser benéfica ao esporte, uma vez que a principal entidade responsável por administrar (FIFA) esse porte no mundo todo, considera o erro parte do jogo.

O que mais parece ser uma visão conservadora, na verdade é uma estratégia atualíssima de “mercado”. A relação direta com o erro humano, com o esporte, apenas desmerece sua credibilidade do jogo. Mas quem não se frustra com um gol mal anulado ou comemora quando seu time sai do aperto, mesmo que o gol anotado seja irregular? Quem não vê um erro de julgamento provocar uma falta na entrada da área e fica apreensivo se o time vai marcar o gol que lhe dará a vitória, ou fica apreensivo por que o outro time pode marcar o gol em um lance que não deveria ter ocorrido? A relação indireta do erro com o esporte, nesse caso o futebol, acentua os sentimentos gerados pelo esporte e cadencia uma plateia ainda maior para o show. Além, é claro, de favorecer inúmeros outros programas que anseiam por lances deste modo para comentar e aumentar sua própria audiência.

O recurso mais avançado que penetrou nas partidas de futebol foi a chamada “bola inteligente”. Uma bola com um microchip dentro que ao atravessar um campo magnético gerado atrás do gol, na distância exata que a pelota levaria para ser anotado, enviaria a informação para um “relógio” no pulso do arbitro. Hoje, isto já não é permitido no futebol. Porém foram adotados dois árbitros que margeiam a linha de fundo próximo das traves, atentos a posição da bola no instante máximo do futebol (o gol), para confirmarem, ou não, o lance. Estratégia que pode reduzir os erros da partida, ou pode acentuar novos... 

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