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E se fosse (parte 1: Cuca)?


Felipão já é o novo técnico da seleção. Esta definido, já foi anunciado, mas o comando da “canarinha” nunca é algo tão simples de se resolver. Imaginemos, nestas matérias, situações hipotéticas, onde outros “candidatos” a este cargo fossem os escolhidos, e especulemos como seria seu trabalho com a seleção.

Digamos que o mal momento apresentado pela seleção, talvez precise de alguém como Cuca, treinador responsável por escolher a dedo bons jogadores para seus times ao menos em duas ocasiões (São Paulo e Botafogo). É inegável afirmar que o Brasil, que se encontra em renovação, ainda não se renovou. Este processo se iniciou com dunga, mas tomou rumos totalmente diferentes com Mano. Acho, sinceramente, que o treinador da seleção na copa de 2010 foi muito mais criticado, porém muito mais sensato. Constantemente chamado de “burro”, a única taça que a seleção participou e o time de Dunga não ergueu foi justamente a copa do mundo. A maior competição do futebol, no entanto, viu o Brasil sair frustrado, por uma derrota não merecida, após uma sequência de erros, no mínimo, “bisonhos”.



Até hoje criticado, Felipe Melo, revelação na época de Dunga, parece ter se reconciliado com o bom futebol e é um dos principais jogadores do Galatasaray. Talvez o melhor volante brasileiro em atuação. Errar todo mundo erra. Felipe Melo errou sim, mas não foi o único a errar, foi apenas o vilão escolhido pela torcida, assim como foi Roberto Carlos em 2006. Apesar de criticar e culpar, alguém aqui vai negar que Roberto Carlos era o melhor lateral esquerdo do mundo naquela época? Possivelmente o melhor que muitos viram até hoje, e a seleção precisou dele depois, que se recusou a ir por causa da insatisfação da torcida brasileira para com ele.

Mas voltemos a especular Cuca, se ao invés do já citado Felipe melo, ele surgisse com uma revelação, como em seus tempos de São Paulo e Botafogo? É difícil precisar o time que ele convocaria, mas é possível sabermos de algumas peças, como os inquestionáveis Neymar, Thiago Silva e Lucas deveriam estar presentes no time de Cuca. Este ultimo desperdiçado pelo treinador passado. Marcelo deveria estar presente na lateral esquerda, mas o outro zagueiro e o lateral direito estariam abertos a qualquer um. Lembrando, não sei porque nem mais falam de Maicon, que ainda esta vivendo boa fase, mas parece ter sido esquecido pelos brasileiros. No meio, Paulinho deveria disputar a vaga de segundo volante com Fernandinho, sendo o único volante, porem com características para auxiliar o ataque.

Recapitulando, goleiro, um dos zagueiros, lateral direita estariam em abertos caso Cuca assumisse a seleção. Os demais seriam T. Silva; Marcelo na lateral esquerda; Fernandinho ou Paulinho como volante; Lucas pela direita e Neymar pela esquerda; Oscar no meio. Mais a frente, um centro avante e um atacante com características de mais velocidade, Podendo ser Luís Fabiano ou Fred e Pato ou Wiliam. (devo lembrar que essa escalação apenas é especulada por mim, após analisar os trabalhos de Cuca pelos clubes onde passou).

Vamos agora a uma rápida análise do treinador e seu currículo:

Cuca foi o primeiro lembrado, pois tem em seu currículo uma série de recuperações de clubes em má fase, até além do esperado, devido as condições ofertadas pelo elenco. A princípio, seu primeiro destaque como treinador foi em 2003, recuperando o Goiás, lanterna do primeiro turno, e o colocando na 9ª posição ao final da temporada, conquistando assim uma vaga para a copa sul-americana.

A luz de sua campanha com o Goiás, foi a vez do tricolor do Morumbi ver “Cuca” com bons olhos. No comando do São Paulo, o treinado foi mais além, chegando a semifinal da libertadores, mas caindo perante um Once Caldas surpreendente. Infelizmente, os atritos com a diretoria foram responsáveis por sua saída do clube paulista no mesmo ano que o assumiu. Porém, sua genialidade ficaria marcada e daria méritos ao treinador seguinte. Que são-paulino não se lembra de Danilo, Grafite, Josué, Mineiro... Jogadores “chave” na libertadores e no mundial de 2005, mas contratados por pedido de Cuca.

Neste ponto, temos a pior marca do treinador. No comando do Grêmio entre setembro e dezembro de 2004, Cuca viu o clube gaúcho ser rebaixado à segunda divisão do campeonato brasileiro. Após este acontecimento, passagens ruins por Flamengo, Curitiba e São Caetano ficaram marcadas negativamente no currículo do treinador. Entretanto, ele logo tratou de se reerguer como um dos melhores treinadores nacionais em 2006, no comando do Botafogo. Novamente mostrando sua genialidade, Cuca foi responsável pelas contratações de Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Jorge Henrique. Este ultimo, em especial, havia deixado sua original função de atacante para ser meia ofensivo pouco antes de ir para o clube da estrela solitária. Mas por pedido de Cuca, voltou a ser atacante e foi peça fundamental para organização do ataque que ficou conhecido como “Carrossel Alvinegro”. O clube era visto, em 2007, como o detentor do futebol mais vistoso no Brasil.


Mas uma má fase estava novamente por vir em 2007. O clube do Rio de Janeiro caiu da primeira colocação da tabela para a nona. E na copa sul-americana, nas oitavas-de-final, contra o River Plate, o Botafogo vencia o confronto com 2 homens a mais em campo, mas se permitiu perder o jogo e ser eliminado, o que provocou o pedido de demissão do treinador. Mas após 3 jogos sem ele, Cuca aceitou um pedido para voltar ao comando do Botafogo, manteve a boa campanha e reeditou a final do campeonato carioca do ano anterior contra o Flamengo.
Em 2009, após sair do Botafogo, Cuca teve passagens desastrosas por Santos e Fluminense. Retornou ao Flamengo, conquistou seu primeiro titulo expressivo, o campeonato carioca –curiosamente, mais uma vez contra o Botafogo, revivendo as duas finais anteriores.

De volta ao fluminense, Cuca lutou em uma expectativa de 98% de chances do clube -que trocou de técnico 4 vezes no ano- cair. Mas agarrou os 2% e fugio do rebaixamento. No mesmo ano ainda foi vice-campeão sul-americano.

Passado o Fluminense, Cuca foi vice-campeão brasileiro pelo cruzeiro, clube pelo qual foi campeão mineiro em 2011. Sua saída do Cruzeiro se deu em 2011, logo para seu maior rival, o Atlético Mineiro. Mais uma vez o treinador enfrentou uma situação próxima de ser rebaixado, e mais uma vez reergueu o clube. Ainda no comando do “Galo” neste primeiro semestre de 2012, Cuca foi campeão mineiro invicto, o que não acontecia há 36 anos.



Seu maior destaque foi no comando do Botafogo, onde organizou o “carrossel alvinegro”. Em 2007 introduziu Wellington Paulista no ataque, junto do rápido Jorge Henrique, completando um ao outro (chutes e força de Wellington e dribles e velocidade de Jorge), amparados pelos meias que ainda recebiam suporte de um volante mais avançado. Sua melhor defesa foi no comando do Cruzeiro, principalmente em seu início no clube mineiro, onde em 6 jogos levou apenas 3 gols. Portanto me baseei nas características ofensivas do Botafogo e nas defensiva do Cruzeiro, ambas sobre o comando de Cuca, para supor quem seriam seus convocados e como ficaria a seleção brasileiro hoje.

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Season Finale





Não vou me ater a datas especiais, apesar deste ser o jogo 1000 da Seleção Brasileira de Futebol.

Os outros que completam o elenco, salvo algumas peças aqui e outras ali, merecem estar lá.O treinador anda escolhendo mal? ou somos nós que estamos cornetando demais?
Eu fico com a segunda opção.
Temos um conjunto legal de bons jogadores, um bom treinador e um fator que pode ser decisivo: 


A vontade de se afirmar.
Esses meninos não querem passar despercebidos, eles tem muitos críticos para calar. Eles sabem o que podem render, e onde podem chegar. E com a ajuda de alguns mais experientes, como é o caso do Kaká, isso pode não demorar a acontecer.
Quem sabe agora, com pressão, sem badalação e com outras seleções "teoricamente" mais fortes pela frente, não seja a nossa hora.

Para mim, o fato mais importante no jogo de hoje, é que ele será o último do ano para o Brasil, e que esse fato merece um texto.

De qualquer forma, parabéns para a nossa seleção.

Hoje, se encerra mais uma "temporada" de trabalho do contestado Mano Menezes, que eu acredito ser um bom técnico.  

O jogo de mais tarde é complicado.   

Já tem um tempo que os Colombianos não são mais aquela "galinha morta" que costumávamos ver. Atualmente eles contam Falcao Garcia, um dos atacantes mais letais do futebol mundial. Eles também tem James Rodriguez, meia muito habilidoso que vem destruído as zagas adversárias, jogando pelo Porto. Vai ser difícil, mas o time do Brasil e o próprio Mano são bem capazes de resolver essa parada.

Defendo o nosso técnico pois não sou do clube que o chama somente de "treinador de clube". Sei que ele tem potencial para dirigir nossa seleção perfeitamente, apesar de ter cometido alguns erros ao longo do tempo. Quem não cometeu? 

Vejo que depois de muitos e muitos testes (alguns deles malucos, confesso) ele tenha encontrado o que nós podemos chamar de "espinha dorsal" do time. 

Nossa defesa enfim está se solidificando, encontramos em Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo, motivos para confiar no nosso sistema defensivo, que é bastante capaz não só na arte de marcar, mas como também consegue apoiar bem o ataque.

Na meia, Paulinho é um cara que se mostrou ser indispensável. Com uma marcação segura, bons passes e um chute mortal, ele é um verdadeiro coringa. Quando chega ao ataque, como elemento surpresa, raramente perde as oportunidades.

O volante do Corinthians hoje conta com a companhia de Ramires, do Chelsea. Gosto muito do futebol dele, mas também acho que o Hernanes merece uma outra chance. Depois que o apoiador da Lazio foi expulso em um jogo da seleção contra a França, ele nunca mais foi chamado por Mano. Seria uma boa opção.

Armando o time, Oscar é incontestável. A mais grata descoberta da nossa seleção ao longo desse ano. Jovem, mas com uma personalidade invejável, ele hoje dita o ritmo do Brasil. E com a ajuda de nada mais, nada menos que Kaká, recuperado e em boa forma, ele pode , e deve, ficar impossível.

Na frente, o que falar de Neymar?

Indiscutivelmente um craque, é mais que a alma do time. Não acho que ele não rende na seleção o que rende no Santos. Ele sempre joga bem quando nos serve. É um moleque maluco, mas é exemplar. É nosso novo ídolo e nosso novo ícone.

Pois bem, o que falar de um time desses?

E não sei a razão, mas algo me diz que ela já chegou. E que na partida de hoje, no último capítulo da atual temporada, eles vão provar.

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'Mitando' aos 40



Créditos: Wander Roberto/VIPCOMM

O aguardado desfecho sobre a possível aposentadoria do goleiro Rogério Ceni chegou ao fim. Hoje (9) o tricolor paulista anunciou a renovação de contrato do camisa um são-paulino por mais um ano. Próximo de completar 40 anos, Rogério Ceni é um dos poucos jogadores da atualidade que honram o futebol nacional, os encantos dos anos 50/60/70 e principalmente a paixão à camisa que veste.

A renovação do ‘M1TO’, como é chamado pela torcida tricolor, é provavelmente o final feliz entre um atleta consagrado e o seu clube do coração. Com a camisa 01 do São Paulo, Ceni com toda a certeza é o maior jogador na história do clube paulista.  Aos longos dos seus 39 anos, Ceni tem um currículo invejável, com quebra de recordes impressionantes, como por exemplo, ser o goleiro que mais marcou gols em todo o mundo, 105 no total. Entre os títulos conquistados se ganha destaque para o tricampeonato Brasileiro (2006/2007/2008), Campeão da Taça Libertadores (2005), Campeão do Mundial de Clubes (2005).

Rogério Ceni tem mais um ano para desfrutar da alegria de jogar futebol. Nós, amantes do bom futebol, teremos mais um ano para presenciar um ídolo em campo. Um ano para admirar o maior capitão do São Paulo, admirar a liderança em campo, o espírito de vencedor, seus gols, suas belas e importantes defesas. Nós estamos presenciando um dos maiores ídolos do futebol brasileiro encerrar a carreira. Diga-se de passagem, é uma honra ver Rogério Ceni em campo, sempre com a camisa do São Paulo.

Parabéns ao São Paulo e a sua torcida por terem um jogador como ele, que é muito raro hoje em dia. E parabéns ao Ceni por ser um exemplo de profissional, um exemplo de ídolo e fazer "um mito" como um dos maiores goleiros da história.

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As 5 falhas do Palmeiras



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Sites e programas esportivos costumam proferir aqueles mesmos velhos ditos, como: “os erros de um time para explicar uma possível queda”, ou “os acertos de x time no caminho até o título” para assinalarem erros e acertos na estrada rumo ao título ou rebaixamento para determinada equipe. Seguindo esta premissa, resolvi elaborar de acordo com minhas poucas análises, as 5 falhas que podem ocasionar o rebaixamento da Sociedade Esportiva Palmeiras.

1ª Falha: Deixar o Campeonato Brasileiro de lado e ocupar-se exclusivamente na Copa do Brasil.

Obviamente o elenco alviverde era limitadíssimo, logo, para uma competição tão difícil como o Brasileirão, seriam imprescindíveis as mudanças no time, tanto em contratações como as dispensas. Nada aconteceu e hoje o time paga bem caro por não ter peças de reposição para Barcos, Valdívia e Assunção.

2ª Falha: Apostar em jogadores “duvidosos”

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Grande parte do elenco não tem a mínima condição e qualidade para vestir a camisa desse grande clube brasileiro. Jogadores como: Obina, Betinho, Mazinho, Patrick, João Victor e Leandro Amaro, nitidamente sentem a imensa pressão da diretoria e torcedores.

Valdívia não deu uma assistência sequer, muito menos fez gols no campeonato, e quando o time mais precisava, ele se machucava, agora está alheio a toda reta final do Brasileirão. Já Daniel Carvalho trouxe grandes expectativas, mas claramente fora de forma, é outro que nada colaborou para o time.

3ª Falha: Apostar demais em Scolari

Felipão só foi demitido em Setembro, quando o time já estava numa zona decadente, e com apenas 20 pontos no campeonato foi embora e deixou a equipe afundada na lama. Se não me falha a memória, a diretoria palmeirense sempre deu a carta branca para Felipão, sobretudo nas contratações e grande parte dos atletas que citei acima como incompetentes - foi ele quem trouxe as figuras. Desde que regressou ao clube em 2010, o time realizou uma enorme coleção de fracassos e o técnico tão prestigiado e adorado, só obteve o título da Copa do Brasil.

4ª Falha: Diretoria problemática

No panorama político, o clube sempre foi mestre de uma grande desordem, logicamente isto atrapalha os atletas. Essa guerra que por sinal, nunca termina e desde o tempo do pôster preto e branco, ela persiste em surgir mais do que o próprio futebol do clube.

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5ª Falha: Dependência extrema em Barcos e Assunção.

Hoje em dia, falar em Palmeiras é falar nestes dois jogadores, e não é pra menos! Quase todos os gols saem das ótimas cobranças de faltas de Assunção, ou das boas jogadas do Barcos. Beleza! Você pode dizer pra mim que o Santos também é dependente de Neymar, blá, blá, blá. Entretanto, no Santos, os demais jogadores tem um bom nível técnico - não deixando cair em tamanha proporção o desempenho do time a ponto da preocupar-se com a Série B.

Essas foram as 5 falhas que em minha opinião, o Palmeiras cometeu ao longo de todo o ano. Acredito que o time será rebaixado sim, precisando então, tomar essa eminente queda como aprendizado, refazendo inteiramente o clube como fizeram magnificamente: Corinthians e Grêmio.

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Cai o Imperador. De novo


Adriano é uma rapaz que precisa de ajuda, isso é fato.

Ajuda não de um clube de futebol, ou de uma torcida, e sim de profissionais treinados que possam oferecer a ele toda ajuda psicológica existente no mundo.


Ele está visivelmente perdido.

Teve a chance de ter sua redenção em grande estilo em dois grandes momentos nos últimos dois anos, quando foi abraçado pelas duas maiores torcidas do mundo. No Corinthians, todos foram pacientes, ajudaram, lutaram, brigaram por ele. Quando apresentado, deu coletiva, foi ao Fantástico, jurou a todos que faria por merecer a oportunidade dada a ele. Tudo bem que ele se machucou pouco tempo depois, mas nunca se dedicou de fato a se recuperar totalmente. O Corinthians insistiu, pressionou. Ele até foi a campo, marcou um gol decisivo. Mas foi só.

O ano virou e o comportamento continuou falho. Até tiro dentro do próprio carro rolou, inclusive gerando vítima. Aliado a isso, foi muito mal nas oportunidades que ganhou. Como resultado, a paciência do técnico Tite foi embora, e mesmo com Adriano inscrito na Libertadores, ele foi desligado do clube. A torcida entendeu, claro. Também tinham perdido a paciência, apesar de ainda não ter perdido totalmente as esperanças.

Vida que segue.

Da mesma forma foi no Flamengo, onde ele sequer chegou a jogar. Fora de forma, se envolvendo em polêmicas...acabou sendo desligado do clube ontem. Alguns torcedores ainda esperavam algo dele, e eu até entendo a razão, é totalmente compreensível.

Afinal de contas o cara é o Adriano, o Imperador! O cara costumava ser craque!

E como.

Lembro até hoje daquela final da Copa América de 2004. Estava eu, então com 12 anos, junto com meu pai vendo o Brasil perdendo aquele jogo. Estávamos completamente putos, o Brasil jogando mal pra caramba, apesar do jogo estar empatado. Os argentinos estavam crescendo no jogo. Daí eles marcam, aos 42. 

Cara, que banho de água fria. Jogando mal ou não, era a Seleção Brasileira, caramba! Não podemos perder assim, PRINCIPALMENTE PARA A ARGENTINA!

Aí aparece ele. Recuperando aquela bola que parecia despretensiosa, arrumando com carinho e mandando aquela lapada pro fundo do gol. Abracei meu pai e comemoramos gritando muito. Foi um gol de lavar a alma, e olha que era só uma Copa América. Ali Adriano virou ídolo para muita gente, e escreveu seu nome na galeria de heróis da Seleção. Foi um lance genial. Vocês lembram, né?


Depois disso ele tive outras glórias, que só serviram para consolidar seu nome do futebol, e sua alcunha de Imperador, dominando durante alguns bons anos toda a Itália.

Infelizmente, ainda hoje quando lembramos de Adriano, lembramos desse cara. Mas esse cara deixou de jogar desde 2009.

De lá pra cá, vem sido só ilusão. Os clubes vivem esperando que ele volte a ser quem era, mas no fundo sabem que não vão ter. Acho que o que eles tem mesmo é pena do ser humano, porque sabem que o cara não é um sujeito ruim. O problema é que Adriano não deixa que ninguém o ajude.

Até porque se deixasse, ele não andaria por aí fazendo tanta merda. Mal sabe ele que esse estilo Vid4 Loka marrento que ele vem levando, não o levará para lugar nenhum.

Acorda, cara.

Ainda dá tempo.

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Tudo errado, de novo



Um gigante há muito tempo adormecido. Assim pode-se descrever o Centro Sportivo Alagoano nos últimos 12 anos. O maior campeão do estado de Alagoas traz consigo em todos esses doze anos uma maré de incompetência, falta de sorte e frustração. Prestes a completar cem anos de vida, o CSA vem de uma decepcionante eliminação no campeonato brasileiro da série D, diante de mais de 15 mil azulinos, no Rei Pelé. Quando tudo se encaminhava para a glória, para o resgate de um campeão, acabou. O sonho do centenário perfeito foi-se embora em apenas 90 minutos.

O sonho acabou dia nove de setembro. A realidade batia na porta do Azulão vinte minutos após o término da partida. Cadê o planejamento para o caso de eliminação? Quem fica para 2013? Afinal o time não fez uma ótima campanha à toa. De onze titulares, pelo menos sete poderiam ficar para o ano seguinte. Já entrosados, as chances de conquistar o campeonato alagoano 2013 seriam altíssimas. Mas não. Não no CSA. No clube que traz consigo uma torcida gigante e glórias invejáveis, não cabe o direito de ser administrado por competentes. A casa caiu, literalmente, mais uma vez.

Os poucos 15 mil torcedores que saíram decepcionados do Rei Pelé, ainda hoje aguardam uma luz para o ano do centenário. Digo poucos 15 mil porque para a torcida do CSA nunca foi difícil colocar um público assim no estádio. Não, pelo contrário. Era fácil, até demais. Mas diga-me, como pode uma torcida que em quase 90 anos de história só presenciou glórias, acostumar-se à 12 anos de humilhações e frustrações? A torcida do CSA não desapareceu. Nem apequenou, nem mudou. Apenas se afastou. Mas em qualquer lampejo que o gigante demonstra querer acordar, a massa está lá.

O centenário planejado, programado ainda não saiu do papel. O contestado presidente continua. Diretores, colaboradores ou seja lá o que dizem ser do Azulão, mal chegaram e já pediram pra sair. Como a torcida sabe que nada irá mudar na direção, cabe a ela protestar, exigir comprometimento, competência e valentia dos responsáveis, responsáveis esses que se dizem tão azulinos, mas na hora de defender o escudo Marujo escondem-se, omitem-se, pipocam.

O Centro Sportivo Alagoano estreia no campeonato alagoano dia 12 de janeiro, diante do Comercial. Há 59 dias o Azulão foi eliminado. Em 59 dias o torcedor azulino não viu sequer o sinônimo de planejamento. Faltam 66 dias para que isso aconteça. No total serão 125 dias de inatividade, de tempo para organizar a casa, serão 125 dias para reerguer um gigante. Mas essa novela a gente já viu, há 12 anos ela se repete.

É hora de mudar. Afinal um filme perde a graça quando repetido várias vezes.

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A incompetência veste vermelho




Por que?

TNH
Porque o time tem tudo que é possível para ter forças em uma reta final de campeonato brasileiro. A torcida se une, invade os treinamentos pacificamente, apoia os jogadores...enfim, da ao elenco todo o suporte que ele precisa na preparação.
No jogo, ela compra o ingresso, vai ao estádio, pula, grita, incentiva. Trocando em miúdos, ela faz a parte que cabe a ela.

A lógica seria a recíproca, mas isso parece ser algo impossível de acontecer com o CRB.


A razão?

Uns vão dizer que é falta de sorte, outros vão inventar desculpas baratas.

Pra mim, é incompetência.
TNH

Incompetência porque você tem o domínio do jogo, o adversário sob controle, e a torcida a seu favor. Aí vem ela, a bola do jogo. Na situação que se encontra o time, ela deixa de ser a bola do jogo e passa a ser a bola da vida.

Aí você a desperdiça.

Dá pra se imaginar a pressão, a dor e o desespero ao se perder uma chance assim.

Mas é preciso ver também o contexto da situação. Um jogador de futebol profissional, que ganha a vida com isso, que recebe por isso, não se pode dar ao luxo de lamentar como o CRB lamentou. O time simplesmente parou em campo, mesmo com o domínio sobre ele. Deixou o adversário crescer e tomar conta da situação. Por duas vezes.

O Paraná fez dois gols e poderia ter feito mais se quisesse. O CRB foi passivo, inoperante e inexpressivo. Se esquece o elenco das pessoas que estão assistindo. Garanto que muitos ali presentes no estádio dariam a própria vida para entrar em campo e tentar ajudar. E garanto mais ainda como conseguiriam fazer melhor.

A situação que estava ruim, agora ficou muito pior. O Galo não depende mais dele, e confesso que mesmo que dependesse, estaria tão ruim quanto.

É uma pena, porque o ano até começou bem.

O que resta somente é o milagre, mas temos que convir que é muito difícil.

Não podemos esperar algo de uma coisa, quando essa coisa não tem nada a oferecer.


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Resumo (Atrasado) do Fim de Semana

Foi um final de semana muito bacana, futebolisticamente falando.

No sábado tivemos um verdadeiro show de Neymar em plena Arena Independência, em Minas Gerais. Até a torcida do cruzeiro reverenciou o melhor jogador do Brasil .

Como de praxe, também não poderia faltar aquela velha lambança da arbitragem.

Sabemos que o Flamengo não tem nada a ver com isso, sabemos também que os lances foram muito rápidos, mas foram 2 erros que prejudicaram bastante a vida dos catarinenses. Me arrisco a dizer que depois dessa ducha de água fria não haverá salvação para o Figueira. Também me arrisco a achar que se fosse o inverso, as jogadas seguiriam normalmente.

Essa é a "vantagem" de ser grande.

Voltando ao futebol, o domingão reservava um jogo esperado por quase todo mundo nesse segundo turno, que foi São Paulo x Fluminense, os dois melhores times dessa última perna do campeonato. A partida aconteceu, o placar foi justo, mas o jogo foi chato. Os dois tinham muito a perder, e o medo que isso acontecesse prevaleceu. Os gols saíram em falhas individuais das zagas. Quando o São Paulo abriu o placar com o Luís Fabiano, o Gum errou. Na vez do Fred empatar, que cochilou foi o Tolói.

No fim das contas, o 1 a 1 ficou de bom tamanho.

E o Galo, ein?
Vacilando mais uma vez, o time de Ronaldinho Gaúcho foi até o Couto Pereira, na capital paranaense, enfrentar os donos da casa. Logo no começo do jogo, com ele ainda morno, um pênalti para o Coritiba. Deivid converteu numa boa, e fez o gol do jogo. Não que o Atlético não tenha tentado empatar, mas de forma desordenada ninguém chega a lugar nenhum.

Lógico que ainda tivemos outros jogos, Palmeiras e Botafogo empatando, o Corinthians ganhando, o Vasco perdendo, mas esses que comentei mereceram, no meu ver, um destaque maior.

Até porque o Palmeiras está quase rebaixado, o Botafogo só vai à Sulamericana, o Corinthians já não quer nada na competição, o e Vasco não quis mais a vaga na Libertadores.

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Feliz aniversário, Fergie


   


    O que faz um técnico passar 10 anos em um time? É difícil de imaginar tamanha longevidade, principalmente no Brasil. Tente imaginar, então, um técnico ficar 26 anos no comando do Flamengo, ou do São Paulo. É impossível, não? Contudo, um cidadão conseguiu esse feito, e claro que não foi no Brasil; estou falando de Sir Alex Ferguson, que no dia de hoje comemora 26 anos a frente do Manchester United.

     Ferguson entrou no United em 1886, e só veio ganhar algo em 1990, conquistando a Copa da Inglaterra; o título nacional só chegou em 92. Pela demora a conquistar algo, muitos defenderam a demissão do escocês, sorte de quem não deu ouvidos e o manteve no time pois, a partir de então, o Sir trouxe 5 títulos de Copa da Inglaterra e 12 canecos de Premier League.

     Em 1990 o Liverpool era o maior time da Inglaterra, com 18 títulos nacionais, mas após os 12 que o United ganhou com Fergie, o Manchester United tem hoje 19 troféus e é o maior do país. Uma virada incrível. Aliás, "incrível" é um dos adjetivos que descreve a trajetória do Sir.


     Os tão comentados jogadores  David Beckham, Eric Cantona, Wayne Rooney, Roy Keane, e o ex melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, fizeram história no Manchester United em diferentes gerações e ambos passaram pelo comando de Ferguson. Além desses, tiveram vários outros, e dois deles continuam até hoje à disposição do Sir: Ryan Giggs e Paul Scholes.
     O United é o time de futebol mais valioso do mundo, está na disputa da Uefa Champions League e rodada passada se tornou o novo líder do inglês. É incontestável a força do clube, e isso se deve ao incrível trabalho que o escocês realiza à 26 anos. Eu, particularmente, sou fã desse senhor de quase 71 anos, pois desde antes de eu nascer ele começou a construir uma linda história de glórias no United. Parabéns, SAF, que esse casamento com o futebol ainda dê a nós, telespectadores, bons espetáculos e que isso sirva de exemplo ao futebol brasileiro, que é tão impaciente com seus técnicos.

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Isso é Futebol



A torcida do Cruzeiro deu um exemplo para todas as torcidas do Brasil, no jogo de ontem (3) contra o Santos em Belo Horizonte. A equipe da casa levou um baile dos santistas, principalmente de Neymar, que teve uma atuação excepcional, marcando três gols e dando assistência para outro, jogo que terminou 4 a 0. As reações normais de uma torcida de futebol, nos dias de hoje, seriam as vaias, os xingamentos ou qualquer outro tipo de revolta. Porém, a torcida celeste reagiu de forma inesperada e, no meio da partida, se entregou ao talento do craque santista, o aplaudindo de pé e ovacionando seu nome.

De arrepiar! É sensacional ver pessoas que naquele momento são rivais daquele jogador, deixar essa rivalidade de lado e o enaltecer.

Os torcedores mostraram que não foram ao estádio com o único objetivo de ver seu time ganhar. Obvio que todo torcedor que ver seu time vencer. Porém, ver uma grande partida de futebol, uma grande exibição de um jogador deve vir em primeiro lugar. Se vier acompanhado da vitória melhor ainda. O espetáculo não é, e não pode ser, rebaixado por uma derrota e isso foi provado ontem.

O técnico Muricy Ramalho disse que esses gestos podem fazer com que o Neymar fique no país. É verdade, isso mostra ao jogador que ele é valorizado nacionalmente, não só pela torcida do seu clube. Que ele desperta nas torcidas adversárias a euforia e a alegria pela sua brilhante atuação. O próprio Neymar comentou que é isso que o dá alegria de jogar.

O verdadeiro sentido do futebol está aí, no reconhecimento à superioridade da outra equipe naquele jogo. O mundo dá voltas e uma partida é diferente da outra. Fases ruins passam. Fases boas também. A rivalidade existe e deve ser mantida de forma saudável.

Atitudes como essa deveriam estampar as capas de todos os jornais e sites de esporte do mundo. São raras, mas se dermos o devido valor estaremos ajudando a mudar a compreensão de muitos que não conseguem enxergar esse lado do esporte. Se tivesse ocorrido uma pancadaria, no mesmo dia, estaria tudo em manchetes com letra 72, em negrito e itálico e não é esse o caminho, não é isso que deve ser destacado.

O orgulho é difícil de ser deixado de lado. E quando o assunto é futebol e envolve uma disputa, é muito mais complicado, mas quando conseguimos superar isso tudo, fazemos coisas de arrepiar, como fez a torcida do Cruzeiro.

Que sirva de exemplo e que seja lembrado sempre nos textos e na memória dos amantes do futebol.

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