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Chegou para mostrar serviço


Não foi a estreia dos sonhos, mas a primeira partida do Renato Augusto com a camisa do Corinthians correspondeu as expectativas. Ainda em fase de readaptação e em busca de melhor ritmo de jogo, o meia permaneceu os 90 minutos dentro de campo. Não fez uma atuação espetacular, porém mostrou que veio para ser titular.

No início da partida, o meia mostrou que estava a fim de jogo. Ajudou na marcação, pressionou, apareceu para o jogo e teve a felicidade de fazer um belo cruzamento para Romarinho mandar a bola para o fundo das redes. Além de mostrar uma grande visão de jogo e errar poucos passes.

Independente de time reserva ou titular, uma estreia é sempre importante. Tanto para o jogador como para o torcedor. É a primeira impressão que o jogador vai dar à torcida. Imagine o tamanho da pressão diante de uma das mais exigentes torcidas do Brasil.

É logico que o cara está acostumado com pressão, e não seria um jogo contra o Mirassol, com todo respeito a equipe, que faria o jogador tremer na base. Não poderia e não fez. O jogador demonstrou muita vontade, o que é fundamental para agradar qualquer corintiano. O técnico Tite também deve ter ficado bem satisfeito com atuação do craque. Mesmo indo para o ataque, armando a equipe, o meia também voltava para recompor a zaga, o que é visto com bons olhos pelo comandante.

Apesar da partida ter sido muito fraca tecnicamente, com duas equipes muito limitadas dentro de campo, pela vontade apresentada e pela eficiência, Renato Augusto, deixou a Fiel bem esperançosa para sua continuidade na equipe.

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As aparências podem enganar


Na tarde deste quente domingão na capital alagoana, o CSA foi a campo diante do modesto Sport Atalaia, em partida válida pela 5ª rodada do Estadual 2013. Vindo de uma dolorosa derrota em casa, a equipe do Mutange tinha como obrigação pelo menos mostrar um futebol mais eficiente do que o apresentado no último confronto, quando levou 3 gols em menos de 20 minutos.

Começado o jogo, o torcedor deve ter ficado um pouco apreensivo. Os erros vistos na partida anterior pareciam querer se repetir. É sabido que o técnico Lorival Santos ainda não tem 100% do elenco a sua disposição, mas eu particularmente não gosto muito do esquema tático adotado.

Quem acompanha, sabe as dificuldades que o time vem tendo quando precisa armar jogadas. Só há um homem pensante dos quatro que compõem a linha média do campo desde que o campeonato começou, e isso reflete diretamente no baixo poderio ofensivo do time. Até a partida de hoje, o CSA só tinha balançado as redes em 4 oportunidades, sendo duas delas de bola parada, o que comprova a tesa da dificuldade de se chegar ao gol adversário.

Foto: Viviane Leão/ Globoesporte.com
Neste domingo, mesmo diante de um adversário mais fraco, os equívocos continuaram aparecendo, salvo um ou dois bons momentos. Citando alguns nomes, o atacante Mendes, mesmo com 36 anos, foi um dos jogadores que mais buscou o gol. Além dele, o meia Rodriguinho enfim fez uma boa partida, dando alguns bons passes e finalizando perigosamente em outras oportunidades.

No meio do primeiro tempo, um dos atletas do Sport foi expulso, fator que poderia trazer um pouco mais de segurança e eficiência ao time marujo, mas não foi isso que se viu. Os erros continuaram aparecendo, e mesmo com um homem a mais em campo, o CSA não conseguiu marcar. Vale ressaltar que o adversário, além do jogador expulso, estava em uma tarde de tão pouca sorte, que precisou fazer as três alterações que tinha direito ainda na primeira metade do jogo, todas por motivo de contusão.

Na segunda etapa, viu-se um CSA disposto, mas que continuava sem ligação. Rodriguinho até tentava, mas o time basicamente sobrevivia ofensivamente por conta da velocidade de Robério, que até hoje só mostrou que sabe mesmo correr. Lorival Santos, sabendo da superioridade numérica, lançou o atacante Everaldo no lugar do lateral Fabiano. Com isso, Celico, que é originalmente do ramo, foi fazer a função durante o resto do jogo. Mesmo com essa ruma de atacantes, para balançar as redes foi necessário um pênalti. Mendes bateu, e marcou o seu primeiro gol com a camisa azul mais bonita do Nordeste.

Depois desse, como diz a gíria futebolística, "abriu-se a porteira". No meu ver, não por mérito do CSA, mas por conta do contexto do jogo. Vieram mais duas baixas no Sport, uma por expulsão e outra por contusão. O time que era frágil com 11 em campo, quando passou a ter 8, parecia mais os Cuzetas. (Entendedores entenderão).

Aí tudo ficou muito mais fácil. Com um pouco mais de pressão, apareceu um caminhão de gols. Rodolfo, Garopaba, e Everaldo, por duas vezes, fizeram para o CSA. Para completar a tarde mais sem sorte do Sport Atalaia nos últimos anos, o zagueirão Erivaldo ainda fez um, só que contra.

Foto: Viviane Leão/ Globoesporte.com
Um sonoro 6x0 no placar, torcedor feliz da vida pelo time ter vencido após o revés da última partida...mas ainda fica um pouco de dúvida, pelo menos para esse blogueiro que vos escreve. O jogo de hoje não condiz com a realidade apresentada até o momento, até porque o resultado foi fruto de uma série de fatores negativos por parte da equipe do interior. Até o momento que estavam jogando 11 contra 11, a partida estava amarrada, como normalmente vem sendo os jogos do CSA.

Um dos momentos mais esperados pelo torcedor finalmente aconteceu hoje, que foi a entrada do meia Mithyuê, durante o segundo tempo. Eu particularmente gosto muito do futebol do rapaz. No jogo ele mostrou estar com vontade, mesmo ainda fora da sua melhor forma física. Entrou bem, e conseguiu dar uma assistência. Tudo bem que o jogo já estava em ritmo de treino, mas foi bom para o garoto pegar ritmo e mostrar que está afiado. O time está carente de jogadores assim.

Não adianta insistir em um meio campo mais defensivo, quando se tem a zaga mais sólida da competição. Se o Rodriguinho continuar como titular, está bem claro que ele vai precisar de ajuda. Seja do Mithyuê, seja do Washington quando ele voltar, mas que vai, vai.

O ataque vive isolado, e até hoje só tinha marcado um gol. Lorival, no meu ver, vem fazendo boas mexidas no time durante o jogo, mas até o momento não escalou um 11 inicial decente. Tudo bem que estamos no início de temporada, mas o estadual é a única oportunidade concreta que o clube tem no ano do seu centenário. E se o azulão pretende alçar vôos maiores, ainda é preciso melhorar.

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Pitacos sobre a convocação

O técnico da seleção brasileira de futebol, Luíz Felipe Scolari, anunciou na tarde de ontem (22) a lista dos convocados para o amistoso contra a seleção da Inglaterra, no próximo dia 6 de fevereiro. Foi a primeira lista feita pelo treinador, desde que foi acertado o seu retorno ao posto de comandante da seleção canarinho, no fim do ano passado.


Foram chamados 20 atletas, a maioria deles atuando no futebol europeu. As principais novidades foram os retornos de Ronaldinho Gaúcho, do goleiro Júlio César, atualmente no Queens Park Rangers da Inglaterra, de Felipe Luís, aquele lateral-esquerdo do Atlético de Madrid que o Dunga já tinha chamado algumas outras vezes e a primeira convocação do zagueiro Dante, que joga no Bayern de Munique, da Alemanha.

Vejamos a lista completa:
Foto: Editoria de arte/ Globoesporte.com

O goleiro do Queens volta a seleção após uma Copa América onde todo o elenco desapontou. Hoje, aos 33 anos, Júlio vive boa fase no seu clube, apesar do time estar na lanterna do campeonato. Se não fosse pelo arqueiro brasileiro, a situação do Queens estaria muito pior. Acho válida sua convocação tanto pela experiência, quanto pela sua qualidade. Na ausência de Thiago Silva, seria o meu capitão.

No gol, além de Júlio César, também foi chamado o arqueiro do Valencia-ESP, Diego Alves. Jovem, ágil e com bons reflexos, o ex-jogado do galo mineiro é uma boa opção para a reserva, apesar de que, hoje, na minha opinião, a vaga deveria ser do Diego Cavalieri, do Fluminense.

Nas laterais, o retorno de Felipe Luís não deve ser considerado nenhum absurdo. Ele é bom jogador, apesar de não estar tanto na mídia. Sabe recompor bem o time, chega bem a linha de fundo e tem bom cruzamento. Junto com Falcao Garcia e todo o grupo, está ajudando o Atlético de Madrid-ESP a fazer uma bela campanha no campeonato espanhol. 

Já em relação ao futebol dos laterais do Barcelona, não há o que discutir. Falta um reserva bacana para a lateral-direita, mas como se trata de um amistoso não tem razão para criar stress neste momento, já que o Adriano pode fazer a função. Marcelo, lateral do Real Madrid, está se recuperando de cirurgia, por isso está fora. Caso contrário, estaria na lista.

David Luiz continua soberano na nossa linha defensiva. Em campo, acredito que seu companheiro será o ex-são-paulino Miranda, que assim como Felipe Luís, vive bom momento no Atlético de Madrid-ESP. Leandro Castán, zagueirão ex-corinthiano atualmente no Roma-ITA, vive ótimo momento e cada vez mais vem ganhando destaque no limitado time italiano. Merece a vaga.

Dante, pra quem não conhece, é um ótimo zagueiro. Mito para os amantes do Futebol Manager, o zagueiro do Bayern saiu do Brasil muito cedo. Revelado pelo Juventude-RS, Dante construiu sua reputação na Europa. Jogou por clubes da Bélgica e da França, até chegar em 2009 no Borussia Mönchengladbach-ALE, onde finalmente começou a ser reconhecido.  Em abril de 2012, o zagueiro foi negociado com o time de Munique, e vem fazendo uma grande temporada.

Agora, vamos falar da melhor parte: Os volantes.

Cara, eu achei fantástico!

Finalmente não temos mais aquele voltantes "brucutus", tipo Felipe Melo. Com a modernização do futebol, ter meias mais defensivos que saibam sair jogando e que toquem bem a bola é fundamental. Conhecedor dessa nova realidade, Felipão chamou Paulinho, Hernanes (que há muito tempo deveria ter tido uma nova chance), Ramires e Arouca. A combinação que o professor resolver usar, estará muito boa. São todos ótimos jogadores.

Na armação, a editoria de arte do globoesporte.com coloca só o Oscar e Ronaldinho, mas eu não consigo ver o Lucas como um atacante. Então, vou considerar os 3 como meias ofensivos. O nome do Oscar ninguém pode discutir, está jogando bem demais no Chelsea, e com a camisa da seleção fez ótimas partidas. O mais novo jogador do Paris Saint German também vive momentos de graça. Sempre muito constante e participativo, Lucas conquista cada vez mais admiradores com seu bom futebol. Tem que estar no grupo.

Ronaldinho sempre foi inconstante quando vestiu a amarelinha, mas depois que recuperou a felicidade de jogar bola ao assinar com o Atlético Mineiro, pode dar o padrão, a calma e principalmente a experiência que os mais novos precisam. Tem que vestir a camisa da responsabilidade e colocar na cabeça que é uma referência. Se fizer isso, estaremos muito bem representados.

O ataque é fazedor de gols, cara. Uma das poucas coisas que eu não gostava do Mano era que ele sempre barrava o Fred. Agora com ele, e com o Luís Fabiano na reserva, com certeza voltaremos ao esquema com  a presença de um "camisa 9" tradicional, aquele sujeito que é bom cabeceador, referência. Ao lado de um deles, estará Neymar. 

Que dupla de ataque, ein? Com uma dessas, não há defesa que não fique preocupada!

No banco, ainda temos a presença de Hulk. Muitos o criticam, mas eu gosto do futebol do rapaz. É uma boa arma para o segundo tempo, tem outra proposta de jogo, e um chute de esquerda que lembra os bons tempos do Adriano Imperador.

É isso.

Felipão me surpreendeu, só que positivamente. Acho que não existiu nenhum jornalista, corneta que tenha achado a lista ruim. Está tudo dentro da coerência. Ainda acho que o Cavalieri poderia ter sido chamado, mas só.

E o Kaká?

Sem jogar complica, né? Assim fica mais difícil. Futebol a gente sabe que ele tem, mas precisa mostrar.

Dá pra perceber que o Felipão está tentando tirar a o peso da responsabilidade na garotada. Ao chamar nomes mais experientes, jogadores mais rodados, ele faz com que a seleção ganhe uma nova roupagem e passe a trabalhar com uma postura mais comprometida. Fico feliz em saber que ainda há esperanças. Porque sem dúvidas elas foram renovadas depois dessa lista. A teoria está linda, agora só precisamos comprovar a prática.

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Os bons filhos a casa tornam



Alexandre Pato, Renato Augusto e Lúcio retornaram. Provavelmente, Elias se juntará à caravana dos jogadores que estão saindo da Europa rumo ao Brasil. Dentre os quatro citados, o único que se deu bem 'lá fora', foi o veterano zagueiro Lúcio. E mesmo assim se te perguntarem onde o xerifão fez história, é bem provável que você diga na Seleção Brasileira, não no Bayern de Munique ou na Internazionale.

Os brasileiros que atuam fora do país estão retornando, muitos ainda jovens e com uma instabilidade enorme na carreira.

Afinal, o que faz o exterior ser tão atrativo?

Hoje é muito comum as futuras promessas do futebol brasileiro desejarem jogar fora do Brasil. Não digo nem em grandes clubes, pois já vi muitos irem pra onde Judas perdeu as botas, jogar na 2ª divisão...
O que importa hoje não é o futebol e sim quanto o cara vai ganhar. O dinheiro fala mais alto e a safra de jogadores que sonham em entrar para a história do futebol é cada vez mais rara. Não importa se você é contratado para ser titular ou reserva de um clube da primeira ou quarta divisão dos piores campeonatos de futebol do mundo, contanto que o jogador receba uma tonelada de dinheiro, tudo vale.

Não menosprezo o campeonato Chinês, Japonês, Russo ou qualquer um que seja, todos tem sua importância dentro de seu país, mas é sacanagem ver uma grande promessa do Brasil, sair de um dos mais disputados campeonatos do mundo, sendo convocado pra Seleção Brasileira, e ir jogar na Rússia, como foi o caso do volante Jucilei, ex-Corithians. Resultado? Está ganhando o dinheiro dele, mas não voltou a ser convocado e está completamente esquecido. 

Esse é o diferencial dos clubes de fora. Dinheiro. Quantos já não foram jogar no Qatar? O motivo só pode ser dinheiro né?!

Outro exemplo é do atacante Robinho, uma das maiores decepções do futebol brasileiro.

Não consegue mostrar o seu futebol desde que saiu do Santos. Passou por Real Madrid, Manchester City, retornou ao Santos, por empréstimo, e agora está no Milan. Incrível como sempre foi convocado pelos treinadores que passaram pela Seleção, mesmo que, na maioria das vezes, não merecesse. E logo deve estar de volta ao futebol brasileiro. Ganhou muito dinheiro, em um curto período fez sucesso, mas não entrou para história.

Se pararmos para pensar como seria a carreira do volante Elias, se não tivesse saído do Corinthians rumo ao Atlético de Madrid? Provavelmente teria uma Libertadores e um Mundial no currículo. O que ganhou na Europa? Experiência. E agora pode ganhar uma chance de voltar a jogar o seu verdadeiro futebol pelo Flamengo.

O exterior não reserva flores para todos. Se não jogar, tá na rua, simples assim. Tantos se iludem por acharem que lá vão ter o mesmo tratamento que tem aqui. Mas, na verdade, não valem absolutamente nada desde o momento que chegam. Só serão valorizados se derem resultado.

A questão é que a mentalidade tem que mudar, o campeonato e os clubes brasileiros devem ser mais valorizados pelos jogadores do próprio país. A paixão pelo esporte deve voltar a ser prioridade para os atletas, não ganhar fortunas sem nem sequer ser lembrado pelos torcedores dos clubes que defendeu. 

Não estou dizendo que os sonhos pessoais de cada jogador, como joga fora do país, não devam se realizar, que eles devem ficar no Brasil. Todos tem esse direito, é obvio, mas que saiam para entrar para história do futebol. E que tenham mais carinho com o futebol nacional e seus clubes. 

Temos exemplos de jogadores fantásticos que não precisaram sair do país para serem reconhecidos pelo seu trabalho, como Rogério Ceni e Marcos. Dois goleiros com carreiras brilhantes em seus clubes. Esses sim, serão eternizados, lembrados como ídolos. 

Imagine como pode ser a carreira do Neymar sem sair do Santos, imagine como seria se todos os craques que revelamos ficassem no Brasil, como seria ainda mais emocionante o futebol brasileiro.

Temos um dos melhores campeonatos do mundo e revelamos jogadores espetaculares todos os anos. A combinação é perfeita. E neste inicio de 2013 estou muito feliz em ver jogadores de alto nível retornando ao Brasil. O Campeonato Brasileiro deste ano promete ser muito emocionante e recheado de craques. Espero que com isso os garotos que estão começando agora possam vir com uma nova mentalidade, dando mais valor para seu país, que comecem buscando mais que dinheiro e possam fazer história no futebol.

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Falta seriedade.


Hoje aconteceu o esperado Ballon d'Or, da FIFA, que premia os melhores jogadores e técnicos do ano. Há quem concorde, há quem não, com Messi ter ganho novamente. Mas uma coisa me chama a atenção: qual é o critério que o órgão usa para eleger o melhor do mundo? Os títulos que o jogador ganhou com sua equipe e seleção ao longo da temporada, ou o talento individual? Messi e Cristiano Ronaldo são incríveis individualmente, e por isso foram indicados, visto que não ganharam grandes competições; o português ganhou um título melhor - o espanhol - e Messi, apenas a Copa do Rei. Iniesta não se destaca como os outros dois individualmente: não é um atacante, nem vive fazendo gols incríveis, nem dá dribles desconcertantes como os outros, mas é muito importante na seleção espanhola e no Barcelona, e ganhou com seu país a Eurocopa, um título de maior peso.

Analisando o individual e os títulos, Iniesta não seria, então, o mais completo? E Cristiano Ronaldo, por ser excelente jogador e ter ganho um título importante (o espanhol), não deveria ser eleito melhor que Messi? Ao meu ver, falta critério de avaliação; até porque se Messi e Cristiano Ronaldo foram indicados por seu talento individual, Neymar merecia estar na lista dos 3 melhores, pois individualmente é melhor que Iniesta. Olhando pelo lado dos títulos conquistados, a FIFA esqueceu da UEFA Champions League, visto que só levou em consideração jogadores que atuam na Espanha. Barcelona e Real Madrid são incríveis, mas não foram os melhores times da temporada e não mereciam ter tamanho destaque quando nomearam a "Seleção do mundo". Aliás, o termo correto seria "Seleção da Europa": a escolha é preconceituosa, esquece que há futebol fora da Europa; e agora não valoriza nem o futebol fora da Espanha.

Segue a lista com os melhores jogadores do ano, com apenas um jogador (Neymar) que atua fora da Europa:


Os méritos de Drogba foram enormes, ele foi protagonista da vitória do Chelsea sobre o Bayern, na final da Champions League; e o jogador ficou uma classificação abaixo de Pirlo. O que o italiano fez e conquistou para conseguir a 7ª posição? Neymar ficou em 13º, van Persie, o artilheiro do campeonato Inglês, está em 9º, Balotelli, campeão do English Premier League ficou em 23º e Robben, vice da UEFA com o Bayern de Munique, nem sequer entrou na lista. Ainda em comparação com Pirlo: a importância de Neymar para o Santos, e a habilidade dele não o torna melhor que o italiano? van Persie e, Balotelli e Robben também não mereciam estar melhor posicionados? A lista está cheia de irregularidades, ao meu ver.

A cada ano, essa premiação perde sua credibilidade, pois não é levada a sério. A FIFA não é parcial: valoriza a Europa e a Espanha, e não os melhores jogadores ao redor do Mundo. O Ballon d'Or trata-se, agora, de uma solenidade que só serve para alimentar discussões sobre Messi ser, ou não, melhor que Cristiano Ronaldo.

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Bastidores da Loucura

Eu acho que todos nós, apaixonados por futebol, que resolveram dedicar suas vidas ao jornalismo e a esse esporte que move multidões, fomos, e com certeza ainda somos, torcedores.

Cada um de nós já foi criança, e temos um time de coração. Quem me conhece, e também conhece o Bruno Protásio, sabe que nós somos corinthianos desde sempre, mas nunca deixamos de fazer nossos textos sobre os outros clubes com imparcialidade e dedicação.

Hoje, dia 16 de dezembro de 2012, o nosso Corinthians entrava em campo no Estádio Yakohama, no Japão, para disputar a final do Mundial Interclubes, diante do rico, perigoso, mas atualmente não tão badalado Chelsea, da Inglaterra.

Desde o jogo anterior, contra o Al Ahly, nós fomos assistir ao jogo juntos, no reduto da torcida do Corinthians em Maceió, o Telhado Bar, que fica ali no BAIRRO (beleza Luciano Huck?) da Jatiúca, parte baixa da capital alagoana. Lá quem "domina" é o pessoal da Fiel Alagoas, filial da Gaviões no Estado.

Enfim,

Chegamos hoje lá relativamente cedo, umas 6 e meia da manhã (O jogo começava às 7 e meia), mas desde essa hora TODAS as mesas do bar já estavam cheias. Acabamos tendo que ficar o tempo todo em pé, no meio da galera. Galera essa cara, que não parou de gritar em momento nenhum do jogo. É um pedaço do estádio, fora dele. É coisa de louco mesmo. Gritos de "Vai, Corinthians!" e "Sai, Zica!" ecoaram em quase todos os momentos do jogo, a cada troca de passes dos corinthianos e a cada defesa do Cássio. Quando o gol saiu e o jogo acabou... a emoção foi infinita.

Eu e Bruno já vinhamos pensando em fazer uma cobertura com vídeos lá no Bar desde antes das férias. Mas aí tiveram as provas, estágios, confraternizações...acabamos perdendo os prazos para conseguir junto a faculdade os equipamentos. Resolvemos fazer via celular mesmo. O áudio não ia ficar lá essas coisas, o enquadramento da imagem com certeza iria ser mais deficiente ainda, até porque minhas mãos tremem uma barbaridade.

Mas saiu mesmo assim

Nosso primeiro contato foi logo depois que chegamos lá, registrando a chegada do pessoal. O jogo já estava por começar, e o ambiente era fantástico. Colocamos no vídeo nossas impressões, análises e expectativas para o jogo. O que normalmente viria em formato de texto, escrito aqui, virou imagem e fala.



Confesso que os vídeos foram feitos por corinthianos estudantes de jornalismo. A missão era acompanhar o Corinthians, torcer por ele, e mostrar a torcida que acompanhou o jogo aqui em Maceió. Fizemos o possível para cumprir essa missão, e digo que conseguimos nos dois primeiros "boletins". O segundo foi feito durante o intervalo do jogo, do lado de fora do bar.



O último, já depois do gol, foi a partir dos últimos 5 minutos de jogo, no meio da galera mesmo. Peço que perdoem mais uma vez o áudio (muito baixo no terceiro vídeo) e o enquadramento, mas o câmera-man era totalmente calouro na arte de filmar. Mas ali ficaram expressas várias emoções, a angústia, o medo, o pavor em ver o Fernando Torres fazendo aquele gol, mas a vibração grandiosa ao ver que ele tinha sido anulado. O mais legal foi ver a reação da turma quando o jogo acabou.


Não só a da turma, mano. Mas a nossa

Voltamos a ser torcedores, pulamos, cantamos, zoamos.

Mais uma vez fomos corinthianos.

E como é bom ser assim.





Profissionalmente falando, ficou faltando o comentário sobre a parte final da partida. No meu ver, o Corinthians foi muito superior. Se impôs, não teve medo, peitou os ingleses, e os colocou "na roda" como diz a gíria, e o gol do Guerrero só fez comprovar tudo isso. Lógico que o Chelsea chegou, algumas vez até com perigo, mas nada que atrapalhasse a festa da torcida. O time do Tite foi campeão, com todos os méritos possíveis e imagináveis. Essa não foi só a minha opinião, mas a de todos os comentaristas, narradores e até mesmo dos cornetas.

O Corinthians foi um time calmo, consciente, objetivo, e que não se apequenou.

Até porque, não tinha razão em fazer isso.

Eu cansei de dizer, pra quem quisesse ouvir: O Corinthians já fez frente a Santos, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio...por qual razão deveríamos temer o Chelsea?

Ninguém admite, mas o futebol brasileiro é o mais difícil do mundo.

Eles é que deveriam se preocupar

Mas acharam que não seria preciso

Aí deu no que deu

Azar o deles, mano!

#énóis!

Parabéns ao Corinthians, Campeão Mundial de Clubes pela segunda vez em sua história.






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O confronto do ano

Está chegando a hora. Corinthians e Chelsea vão decidir o título do Mundial de Clubes da Fifa. O confronto já era previsto, mas ambos os lados tiveram cautela para falar sobre o duelo antes das semifinais, já que o futebol sempre reserva algumas surpresas. Com estreias bem diferentes ambos os times deixaram o azar de lado e avançaram para a final.

(Foto: Ari Ferreira / Lancenet)
O Timão sofreu para ganhar do Al Ahly, do Egito. A equipe brasileira dominou o primeiro tempo, jogou com a bola no chão, manteve a posse de bola e abriu o placar com Guerrero. Já na volta do intervalo, os jogadores deixaram o peso da estreia e o nervosismo tomar conta da partida. Os egípcios começaram a pressionar e tiveram boas chances de empatar o jogo. No final tudo como manda o figurino corintiano, vitória magra, com sofrimento e emoção. Atuação atípica do Timão, mas suficiente para derrotar o limitado Al Ahly.

Já os Blues passaram com facilidade pelo Monterrey, do México. A superioridade dos ingleses foi provada dentro de campo desde o primeiro minuto de jogo. No primeiro tempo Juan Mata abriu o placar para o Chelsea. Na segunda etapa, apenas 3 minutos foram necessários para os Blues ‘matarem’ a partida, com gols de Fernando Torres e Darvin Chávez (contra). Nos acréscimos De Nigris fez o de honra dos mexicanos. Sem surpresas e com muita tranquilidade o Chelsea mostrou que não veio para brincadeiras e vai em busca do primeiro título Mundial do clube.

(Foto: Ari Ferreira / Lancenet)
É verdade que o nome da equipe de Londres, a experiência de seus jogadores e de seu técnico são fatores que pesam muito para a decisão. Sua superioridade técnica é inquestionável. Basta analisar seu elenco. Oscar, Mata, David Luiz, Fernando Torres, Ramires, entre outros, são jogadores excepcionais e que podem decidir a partida. O momento conturbado que o Chelsea vive também é um fator que pode complicar a vida do Timão. Com a eliminação precoce na Liga dos Campeões e a queda no Campeonato Inglês, os Blues buscam por dias melhores e eles podem começar com o título Mundial.

O Corinthians pode não ter a mesma qualidade técnica, nem o mesmo número de grandes jogadores, porém possuem, como todo brasileiro sabe, raça e vontade, fatores que já fizeram muita diferença na história do Timão. Falar em Corinthians e não falar em raça é impossível. E vale destacar que esse grupo é diferente de todos os elencos que o Corinthians já teve. Estão fechados, focados e sabem o que querem. Não é uma equipe com um destaque individual. O conjunto é que faz a diferença. Conjunto que ao lado de sua torcida ganha uma força incrível. Eles estão lá. O bando de loucos foi até o Japão e vai procurar ser o décimo segundo jogador do time como sempre fez. Sem dúvidas a principal arma do Corinthians para essa decisão é a junção da força de sua torcida com a famosa raça corintiana. 

(Foto: Fernando Roberto / Lancenet)
O Chelsea vai como favorito, talvez seja melhor assim, mas que entre com a certeza de que não vai ser nada fácil, pois o histórico comprova que quando o Corinthians chega é complicado segurar. 

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Mais futebol e menos vergonha, por favor.


Primeiro jogo da final da Sul-americana. São Paulo x Tigre na Bombonera. Luís Fabiano foi expulso logo no primeiro tempo. 0x0. Uma decepção. 
A decisão no Brasil certamente seria diferente, era a despedida de Lucas, o último jogo antes de ir para o PSG, ele ia querer sair com um título ganho pelo time paulista. Mas bastava o Tigre ganhar e o título seria dos argentinos. E, como todos dizem, "o futebol é uma caixinha de surpresas". O jogo de hoje foi mesmo surpreendente, mas não dentro de campo, e sim fora dele.

O jogo da volta começou diferente, o São Paulo não só se impôs, como fez logo dois gols. Depois começou a administrar o jogo, e o Tigre começou a fazer muitas faltas. A partida começou a ficar violenta, típico dos jogos sulamericanos. Ao final do primeiro tempo, com o placar de 2x0, houve certa confusão entre os times.

Após o intervalo o São Paulo retornou ao campo, mas o Tigre não, afirmando que jogadores e comissão técnica sofreram agressão dos seguranças do clube paulista e/ou PMs. A história não se esclareceu, e pode ser que não seja esclarecida, afinal o futebol sulamericano é muitas vezes marcado por situações assim: vergonhosas. O time argentino disse que entrará na justiça desportiva, e os dois times prestarão depoimentos na delegacia.

O que vem ao caso, no momento, não é o que houve no vestiário, mas o que aconteceu depois: o Tigre se recusou a jogar, assim, o São Paulo foi o campeão da Sul-americana com apenas o primeiro tempo jogado. Foi a primeira vez que eu vi algo assim. O time deveria ser punido por ter se recusado a jogar; a média de público foi enorme, o torcedor brasileiro foi em busca de um espetáculo, e presenciou apenas "meio tempo".

Além disso, a Conmebol deveria tomar providências sérias, para que nenhum jogo pudesse ter fins trágicos, pois a maioria dos jogos importantes, mesmo sem ser finais, são marcados por ações violentas, além de graves falhas de arbitragem, atrasos, catimbas e torcidas vândalas, com um policiamneto que não dá conta de nada. Em um evento tão grande, como a final da Sulamericana, houve um descaso muito grande da Conmebol, que não viu nada do que gerou a confusão, e agora será preciso um procedimento muito maior para tentar desvendar o caso.  Depois desse ocorrido, tão deplorável, deveriam tomar como inspiração a Europa, que já sofreu tanto com os hooligans e hoje é exemplo de bom futebol e boa administração, pela UEFA. 

O assunto aqui é futebol, mas o que menos falei foi sobre a festa tricolor, a despedida de Lucas, e o próprio futebol. Isso porque a partida só durou 45 minutos, e ainda terminará na delegacia. Tem algo errado aí. Já está mais do que na hora de a história dos times da América do Sul  se modificar, e deixar para trás essa tradição negativa. Mas, apesar de tudo, o que São Paulo jogou foi digno de título. 

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Vai deixar saudades



Tá aí.

O cara que hoje se despede definitivamente dos gramados já me proporcionou um misto alucinante de sentimentos.

Mesmo depois de sentir um ódio mortal desse tal Marcos naquela maldita semifinal de Libertadores em 2000, aprendi a gostar dele depois daquele trabalho brilhante que ele fez junto com a Seleção em 2002, quando nos trouxe o penta.

Depois disso, menos criança, mais esperto e entendido mais do futebol, passei a admira-lo.

E muito.

Não por ser um goleiro impecável, mesmo sendo bom demais. Mas sim pelo aquilo que ele representava. Um cara humilde, sincero, trabalhador e sem frescuras. Quando a fase do time era ruim, nunca se escondia das entrevistas, sempre falava o que precisava falar. Quando errava, admitia e ainda conseguia rir do próprio erro. Quando acertava, nunca deixava o elogio subir a cabeça.

Nunca foi de fazer marketing, mas com o seu carisma sensacional conseguia fazer isso mesmo sem querer.

Merecidamente virou santo.

Acredito que Marcos será, em toda a história, o Palmeirense menos odiado pelos Corinthianos.

Porque por mais que ele tenha sido, durante toda a carreira, goleiro do Palmeiras, ele foi o Marcos.

E o Marcos foi, provavelmente, o último dos maiores ídolos de todas as torcidas do Brasil.

É uma pena não termos mais ele em campo, mas assim é o futebol.

 O jogador para, a lenda nasce.

Valeu, Marcos.


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Noite nada fabulosa

(Foto: Globoesporte.com /Agência AFP)
Todos os jogadores do São Paulo deviam saber que haveria provocações por parte dos argentinos, afinal, a melhor arma do Tigre na partida era a velha e famosa catimba argentina. Sendo assim, todos sabiam que  se o São Paulo não entrasse no jogo dos adversários, a partida tinha tudo para ser tranquila. Então entrou em cena Luis Fabiano, o 'Fabuloso".

Não digo que ninguém esperava que o Luis Fabiano tomasse uma atitude daquelas. Sabemos bem como é seu temperamento. Mas um  jogador de nível de Seleção Brasileira, com passagens na Europa, presença em  Copa do Mundo, fazer o papel do conhecido 'juvena' em plena final de Sul-Americana é patético.

 
(Foto: Globoesporte.com / Agência Reutêrs)
Junto com Rogério Ceni, o Fabuloso é peça fundamental na equipe tricolor. Joga ao lado de garotos que acabaram de começar, alguns estão em sua primeira final como profissional. Esses jogadores precisavam de uma referência em campo, mas aos 13 minutos o cara que deveria ser uma das bases de sustentação do time, perde a cabeça em um lance bisonho. Luis Fabiano foi afastar o Lucas de um pequeno desentendimento com o jogador adversário. Atitude digna de um líder, até cair na provocação infantil de Donatti que deu um soco em seu braço, no revide Luis Fabiano não acertou o chute, mas com o árbitro de frente para o lance, era lógico que não ficaria mais em campo. Expulsão justa.

Cara, analisa esse lance e me explica o que faz um jogador tão experiente, chegar numa final de um campeonato tão disputado e jogar tudo pro alto no primeiro jogo da decisão, quando sua equipe é extremamente superior ao adversário? Chegou a uma conclusão? Pois é... nem eu.

Luis Fabiano é craque! Disso não tenho dúvidas. Mas todo craque tem sua responsabilidade dentro de campo, ainda mais quando se tem uma bagagem enorme como ele. São em lances como esse que se complica jogos fáceis. Ontem tudo se encaminhava para uma vitória do tricolor. Porém sem uma referência no ataque ficou muito complicado, principalmente depois que o time passou a entrar no jogo dos argentinos. Reflexo da expulsão. Toloi e Rodolfo levaram cartão amarelo e estavam visivelmente nervosos.

Por 'sorte' do Fabuloso o jogo terminou zero a zero, devido as circunstâncias, um resultado bom para ambos os lados. No Morumbi, Cícero ou Willian José vão fazer a função do camisa 9. Tomara que se inspirem nos gols, nos dribles, nos grandes momentos do Fabuloso, porque a partida de ontem é para se esquecer.

Aos que se perguntavam sobre a ausência do Luis Fabiano nas listas de convocações para a Seleção Brasileira, está aí um dos motivos. 

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