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Futebol alemão, revolucionando o que? Esta mesmo?

Eita precipitação de novo. Será possível que o atual momento do futebol alemão já deve ser considerado revolucionário? Não estou dizendo que é ou que não é, mas estou perguntando: Porque é?

Acabei de ler em um blog concorrente que Guardiola escolheu sair do barcelona para ir ao Bayern porque viu que o futebol alemão é o único a "caminhar com passos largos" atualmente. Meus leitores, devo-lhes chamar atenção para que o Barcelona e Real Madrid vem fazendo nos últimos anos? Depois... Por enquanto, deixe-me analisar o futebol alemão, inegavelmente espetacular, mas pouco inovador.

1º Ponto - O atacante (cento-avante) de oficio do Borussia é R. Levandowisk, e o do Bayern é o Mandzikic. Algum dos dois é alemão? E não é coincidência ver que o Bayern, clube que alcansou inacreditáveis 88% de aproveitamento na temporada, e eliminou o "temível" Barcelona por 7 à 0, no placar agregado, conta com 5 alemães entre seus titulares e 6 estrangeiros. São titulares do Bayern: Never – Dante – Batistuber – Alaba – lham – J. Matines – Bastian – Robben – Muller – Ribery – Mandzukic (jogadores que mais atuaram nesta ultima temporada). E entre os reservas imediatos, os alemães também são preteridos: Van Buyten – Pizzaro – Gomez – Kroos – Boateng – Gustavo -(Goleiro reserva. As duas opções possíveis para o banco são alemães, mas como atuam muito pouco, deixo em aberto esta posição).

2º Ponto - O Bayern constantemente figura entre os principais clubes europeus. Não é porque conseguiu chegar a final da champions junto ao Borussia que podemos adotar isto como o único critério para acreditar na revolução espanhola.

3º Ponto - Para os "memoria-curta", quanto foi o placa da final da ultima eurocopa?? 4 x 0.... Eita, espera, foi contra a Itália, num foi? A mesma que eliminou por 2 x 1 a Alemanha na semi.

A fúria foi campeã da eurocopa 2008 invicta, em final contra aaaaaaaa Alemanha. Em 2010 a Fúria despachou a Alemanha na semifinal da copa do mundo. Em 2012 a Espanha conquistou o bi-campeonato da euro.

Os times alemães estão bem, sim. Mas é o futebol espanhol que vem escrevendo história nos últimos anos. A alemanha pôs 2 times na final da champions e tem um dos melhores torneios de futebol do mundo. Porém o Borussia já está lidando com o desmanche em seu elenco promovido por seu sucesso. Será que se manterá no mesmo nivel? E se ele se manter, será que ganha do Barcelona ou do Real? Não se esqueça que ambos ja estavam no topo, e estão melhorando ainda mais. O Bayern também compartilha esta posição no topo, e também está lutando pra melhorar.

Este topo, hoje de Barça, Real e Bayern, ja foi ocupado por Milan, Juventus e Manchester, alguns anos atrás. Mais recentemente, Liverpool, Milan e Barça. Anteriormente Real Juventus e Liverpool. e Assim vai. O futebol muda. Provoca ciclos e vive das inflações nesses períodos de mudanças. O que hoje é pedra, um dia se desmanchara e dará espaço a uma nova. Os alemães podem até serem os protagonistas deste período atual de mudança, mas não consigo enxergar dessa forma. Vejo os espanhóis "guiando a carroça".

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Descaracterizado

Poderia ser o novo Mineirão, a nova Arena Pernambuco, a nova Arena Fonte Nova ou principalmente o novo Maracanã. Mas, não. Estamos falando do Campeonato Brasileiro 2013. Pode ser por causa da iminente pausa devido a Copa das Confederações. Pode ser também por causa desse clima de 'Seleção Brasileira'. Ou pode ser, que neste caso é a minha suspeita, pelo momento que vivem os clubes brasileiros.

Dos grandes clubes, vemos um Vasco irreconhecível. O Flamengo segue a mesma linha do rival. O Botafogo, que está com os seus salários atrasados, vive na sombra do Engenhão, que foi interditado de uma forma, no mínimo, estranha. Enquanto o Fluminense tenta uma renovação no seu elenco, que mais uma vez deixou a desejar na Libertadores. No Rio, falar de futebol não está sendo nada agradável.

Em São Paulo, um dos gigantes está na Série B, ou seja, falar de futebol por lá também não está legal. O Santos perdeu o craque Neymar, porém, já era hora de o moleque ser vendido. O time santista precisa com urgência de uma renovação no elenco. No Morumbi, o ambiente também não é dos melhores. Ganso, Luis Fabiano e Rogério Ceni já não conseguem ditar o ritmo 'soberano' de outrora. Já o atual campeão mundial, Corinthians, foi eliminado precocemente na Libertadores e também não vem apresentando um bom futebol neste início de Brasileirão.

Se o eixo Rio-SP está irregular, o futebol mineiro apresenta o melhor futebol do país. O Atlético é o grande responsável por representar o bom e velho futebol arte que o Brasil e sua Seleção costumavam exibir dentro das quatro linhas. Porém, o Galo está concentrado na competição Continental e não dá bola para a Série A, pelo menos por enquanto. O Cruzeiro, aos poucos, vai conseguindo encaixar o seu time e consegue iniciar o Brasileiro de forma regular, mas não acima da média.

No Sul, Inter e Grêmio têm bons elencos, mas esbarram também no futebol. As equipes dos estados nordestinos perdem muito no quesito investimento. Por exemplo, não podemos comparar as cifras que o Corinthians recebe em cotas de TV e patrocínios, com as que o Náutico recebe.

Os times brasileiros estão investindo milhões em seus elencos, mas não estão conseguindo apresentar um bom futebol. Sei lá... Está tudo estranho. Nós brasileiros estamos acostumados com o bom futebol, com atuações brilhantes, com um futebol envolvente, recheado de dribles, golaços, etc. Não sei se apenas eu partilho deste pensamento, mas parece que está tudo errado, descaracterizado. Parece que o futebol brasileiro está perdendo o brilho.

Os técnicos brasileiros já são figuras carimbadas, não há nada de novo. É sempre um retranqueiro ali, outro que só joga com um atacante aqui, aquele que não gosta de laterais. Tá chato, sem graça. Enfim, espero que seja apenas uma fase, mas, o que de fato percebe-se é que o futebol brasileiro já não é o mesmo há tempos.

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Barcelona, reformulação e Neymar: o começo de um novo "Dream Team"?

Neymar chega ao barcelona com a proposta de ajudar o argentino Lionel Messi continuar sendo o melhor jogador do mundo. Será? Pois nem mesmo atuou pelo barça e já há quem o veja como um total fracasso ou como o sucessor da camisa 10 blaugraná.

A jovem promessa brasileira enfrenta um novo desafio em sua vida, tendo a pressão por atuar na melhor equipe do mundo, nos últimos anos, e a expectativa para ser um dos atores principais desse espetáculo que vem sendo a "maneira barcelona de jogar futebol". Com o toque de bola exaustivamente treinado para manter esse estilo frenético de controle da partida, a realidade muda para o brasileiro quando analisamos o comodismo do futebol santista, ironizado por alguns de seus fãns quando descrito que a tática principal do seu ex-treinador, Muryci Ramalho, era "toca a bola no Neymar e deixa ele resolver".

Neymar, no entanto, passou um certo tempo correspondendo bem a essa tática, guiando o Santos ao tri-campeonato paulista, mas nunca uma boa exibição no brasileirão. Algum tempo atrás, com a companhia de P.H. Ganso no elenco, a dupla dava um rendimento maior ao "Peixe", uma vez que os passes fantásticos de Ganso se completavam com as finalizações e dribles desconcertantes de Neymar. No entanto, após a saída de Paulo Henrique Ganso para o SPFC, o reforço Montillo não encaixou tão bem e o próprio Neymar começõu a se resguardar um pouco mais, talvez devido a fadiga acumulada de sua rotina excessiva, gerando uma baixa de rendimento no Santos e uma "seca" de seu (ex)camisa 11 desde abril.

O Santos F.C. viu seus melhores momentos no quarteto formado por Robinho, Ganso, Neymar e André. Visto que hoje André apresenta um péssimo momento em sua carreira, não apresentando nem relapsos de quanto completava esse quarteto, concluo que os demais jogadores implementavam o contexto do "time" no Santos, ficando como principais responsáveis pelo entrosamento Ganso e Robinho. O clube praiano não conseguiu segurar seus astros e hoje não conta mais com nenhum deles.

Entretanto, o novo clube de Neymar, O "Barça" possui uma versão aprimorada -e como- dos passes de Ganso, Xavi Hernandéz; um upgrade para as jogadas de drible e visão para o passe que Robinho executava, Andrés Iniesta; e um diferencial para completar e corrigir as falhas da equipe, Lionel Messi.

Este que vos escreve, vê nesse novo barcelona que esta sendo reformulado, para melhorar a zaga e manter o contexto no qual se especializou, uma possibilidade de surgir mais um clube histórico, e que mais uma vez revolucione o futebol, pois além da capacitação do time em manter a bola e o domínio do jogo, as jogadas individuais de Neymar e de Messi prometem encantar de tal forma que mais uma vez veremos um "Dream Team". 

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Cuca e o seu Atlético

(Foto: Reuters)
É o time que, atualmente, joga o melhor futebol no Brasil. É o time que, atualmente, mais lembra o bom futebol brasileiro de outros tempos. É um dos mais tradicionais times do futebol brasileiro e mundial. E quem discute tal grandeza do Atlético Mineiro não merece ser levado a sério. Ontem o Galo foi até o México enfrentar o Tijuana. Nessas horas voltamos a questionar a CONMEBOL: como ainda se admite disputar uma competição importante, como é a Taça Libertadores, com um gramado sintético?

A diferença é absurda! A velocidade do jogo é totalmente diferente, o tempo de bola é outro, os jogadores não sabem qual tipo de chuteira é 'menos pior' para jogar num campo desse. Enfim, com todos os absurdo admitidos pela CONMEBOL, vamos ao jogo. Neste cenário, o bom futebol fica difícil de se praticar, principalmente quando o time visitante está acostumado a jogar no tapete do Independência.

O primeiro tempo foi atípico. O início do segundo também. Perdendo por 2 a 0, o time acordou e foi pra cima. A história do Galo nessa Libertadores não poderia terminar num gramado sintético e perdendo para um time mexicano. A reação foi inevitável e a classificação está praticamente garantida. Se levarmos em conta o retrospecto do Galo no Independência, do Horto o Tijuana não sai 'vivo', pelo menos não na Libertadores.

Desde o ano passado eu venho afirmando que o Atlético-MG é o time que apresenta o futebol mais brasileiro na atualidade. Sem táticas europeias, sem retrancas, sem futebol covarde. Não, o Galo do Cuca joga pra frente, joga de forma alegre, envolvente, objetiva. Há tempos que o Cuca demonstra ser o melhor técnico do Brasil. Com elencos limitados, o atual treinador do Atlético sempre fez valer o bom futebol. Com o Goiás de 2003, o Botafogo de 2007, o Fluminense de 2009, o Cruzeiro de 2010 e o Galo de 2011 e 2012.

O trabalho de Cuca é incontestável e quem o desmerece não entende de futebol. O velho e patético discurso de 'azarão' e 'chorão' não cabe ao Cuca e muito menos ao Atlético Mineiro e sua massa alvinegra. Aos poucos, o melhor treinador brasileiro vai calando as bocas dos retardados. O ano de 2013 tem tudo para marcar definitivamente a volta do Galo forte e vingador. O 'casamento' entre Atlético-MG, Cuca, R10 e a torcida alvinegra tem sincronia perfeita. Que venha a Libertadores, que venha a consagração atleticana!       

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E que venha a Série C

Foto: Bruno de Lima
No duelo dos campeões Carioca e Alagoano, deu a lógica. O Botafogo sempre foi, indiscutivelmente, o favorito. Mas nesses confrontos existem dois times, 11 jogadores de cada lado, homens dentro de campo e o futebol já comprovou diversas vezes que nome não ganha jogo.

Deu Bota, porém não ficaria surpreso se o CRB conseguisse a vaga. Principalmente depois do futebol apresentado pela equipe alagoana.

O jogo não teve nada de espetacular, chegou até ser meio sonolento no início e só ganhou emoção depois que Antônio Carlos abriu o placar. O Galo tinha que sair em busca do resultado, o que abriu espaços para os contra-ataques do Fogão. E foi com esse cenário que o Bota matou a partida, depois de ter suado muito.    O CRB fez muito bem o seu papel. Entrou como a zebra, mas jogou com dignidade. Criou chances e poderia ter complicado a vida dos cariocas.

Não foi dessa vez, só que o torcedor não tem motivos para se preocupar. A equipe tem um padrão de jogo, um ótimo treinador e um elenco muito bem servido, fator fundamental para a disputada da Série C. Sempre tem onde melhorar, óbvio, mas a diretoria terá um tempo para acertar com novas peças e fazer os ajustes finais.

Essa equipe não conquistou o Alagoano atoa, foi o melhor em todos os critérios e fez bonito ao representar Alagoas ontem contra o Botafogo. A estreia do CRB no Brasileiro acontece no sábado, primeiro dia de junho, contra o Águia de Marabá, fora de casa. O grupo é complicado e o Galo terá adversários fortes pela frente, como Fortaleza, Santa Cruz e Brasiliense. O caminho não será fácil, mas estou muito curioso para ver até onde o Galo pode chegar. Acho que podem ir muito longe, mas prefiro aguardar e deixar que eles me mostrem...

Que venha a Série C.

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Parabéns Boca

Carlos Bianchi, técnico do Boca Juniors, mostrou novamente porque nunca caiu diante de um time brasileiro numa fase mata-mata. E esse fator se resume na palavra: CORAGEM.

O técnico soube assumir as limitações de sua equipe, que não fez uma boa campanha na fase de grupos. Mas também soube que nenhum adversário é imbatível. Basta ter coragem e fazer o seu melhor em cada partida. Contra o Corinthians, nas duas oportunidades montou uma equipe ofensiva, afinal, qual seria a outra maneira de derrotar o atual campeão do mundo? Só não seria na base de contra-ataques...

Já o Corinthians, atual campeão da América e do Mundo, não soube reconhecer sua superioridade. Optou por respeitar o adversário e deixar que a torcida vencesse o jogo em casa. Pois é, não é bem assim que funciona. 

Podem tentar justificar de todos os modos, o pênalti não dado, o Romarinho que não estava impedido, o gol que o Pato perdeu, o gol anulado do Paulinho, não! Nenhum fator foi mais determinante para a eliminação do Corinthians do que a covardia apresentada no primeiro jogo. 

Partida lá na casa dos argentinos, que vinham de uma fase terrível, com uma equipe muito limitada. Temer o que? Aí vem aquele moleque covarde e responde: "A história do Boca, a camisa tem peso". A vontade que eu tenho é de mandar o cara pra casa do chapéu. Isso tudo é besteira cara! Camisa e história não ganham jogo. Competência e trabalho sim! Coisa que os corintianos tiveram medo de mostrar quando eram muito superiores lá na argentina e fizeram uma partida medíocre. 

O Boca veio até o Pacaembu, juntou a experiência do ano passado e decidiu ganhar. Entraram mordendo, não dando espaços, acreditando. E chegaram ao gol na genialidade de seu maestro Riquelme. Simples, não fizeram nenhum milagre, apenas acreditaram e correram atrás. 

É por isso que esse argentino está invicto contra nós, brasileiros, em decisões. Ele é ousado. Enquanto nós, digo a maioria dos times brasileiros, ficamos com medinho da tradição de um clube. Na boa... só rindo. 

Ao Corinthians, só tenho a lamentar. E que aprendam com o Atlético-MG, que possui o treinador mais corajoso do futebol brasileiro, o Cuca. Que é o mais azarado, mas quando ele caí, faz isso de cabeça erguida, buscando a vitória. 

Ao Carlos Bianchi e ao Boca, meus sinceros parabéns!

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O último sobrevivente


Sábado o Wigan foi o campeão da Copa da Inglaterra, ao vencer o Manchester City por 1x0. A festa só não durou mais porque ontem, em jogo válido pela Premier League, o  time perdeu para o Arsenal e foi rebaixado para a Championship, segunda divisão do campeonato nacional. O time era o único que não havia sido rebaixado, desde quando entrou na elite, em 2004.


Os fãs do clube até fizeram um perfil no Twitter chamado “Wigan Incaível”; que, de forma cômica, se gabava porque todos os times, inclusive os grandes, já haviam caído e ele não. O time sempre se mantinha na elite inglesa por pouco. Contudo, nesta temporada não deu. A penúltima rodada foi contra o Arsenal, que precisava ganhar para continuar na luta por uma vaga na próxima UEFA Champions League. O time londrino venceu pelo placar de 4x1 e, faltando uma rodada para o fim da temporada, o Wigan fica a 4 pontos do Sunderland e é o primeiro na zona de rebaixamento. O Reading e o Queens Park Rangers também foram rebaixados.


Os grandes da Premier League todos já conhecem, mas como já foi dito antes, todos eles já caíram alguma vez. O Wigan, entretanto, que nunca foi um time de expressão era o único que se mantinha na primeira divisão inglesa e venceu o vice campeão inglês semana passada, conquistando  assim, uma vaga para a próxima UEFA Europa League. Nota-se o grande equilíbrio que há na terra da rainha, onde as famosas zebras costumam ocorrer nos campeonatos o tempo todo. No Brasil, e até em muitos países da Europa  não vemos essa igualdade toda. Esse é um dos motivos pelos quais eu sou uma grande apreciadora do futebol inglês: ele sempre surpreende.  

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Avante Palestra

Foto: Nelson Almeira - AFP

Confesso que não assisti a partida do Palmeiras ontem contra o Tijuana. Achei que não precisaria, que já sabia o resultado e que hoje fosse abrir os sites esportivos e ler sobre a classificação alviverde. Mas o futebol é travesso e gosta de surpreender. Uma das características que o torna maravilhoso para uns e revoltante para outros.

Aos torcedores palmeirenses, não vejo motivo de revolta pela eliminação em si. Seria muito compreensível uma queda diante do Atlético-MG, que hoje considero o melhor time da América do Sul. Mas contra o Tijuana? Bom, dá pra explicar. Bruno falhou, é verdade, mas não foi a falha que determinou o resultado, afinal, até o pênalti que originou o gol do Palmeiras foi bem polêmico. O que se pode dizer é que ontem não foi a noite do Verdão. 

E é interessante como caiu justamente quando era considerado favorito. No único momento em que todos acreditavam numa vitória, suada ou não, já que todos os fatores giravam a seu favor, o Palmeiras sofreu um golpe do destino. Frango do Bruno, bola na trave, gol mal anulado, enfim, fatalidades que resultaram no adeus à Copa Libertadores da América. Já nos momentos em que entrou como 'azarão' calou a boca de muitos críticos.

Vontade, raça e garra não faltaram. Tanto que isso foi muito exaltado em diversos sites esportivos. Esses são alguns trechos que destacaram a luta palmeirense contra a desconfiança:

  • "O Palmeiras lutou até o último minuto, brigou por cada espaço em campo, mas precisava de mais atributos para avançar na Copa Libertadores" - LANCENET
  • "O Palmeiras chegou até as oitavas de final da Taça Libertadores no embalo de sua torcida. Jogando sem muito requinte, mas com garra, raça." - GLOBOESPORTE
  • "Agora fora da Copa Libertadores da América, o Palmeiras contava com a impressionante raça demonstrada na fase de grupos para ir além das oitavas de final do torneio." - PLACAR


E eles não chegaram tão longe sozinhos. A forma como a torcida palmeirense abraçou a equipe e se uniu em um único objetivo foi sensacional. Digna de aplausos, até porque sabemos que a fase que o clube enfrenta já há alguns anos não é agradável. E mesmo assim, nunca o abandonaram. Agora é o momento de resgatar toda a história e tradição do Verdão. 



A disputa não foi em vão e serviu para mostrar, tanto para aqueles que não acreditavam na capacidade da equipe palmeirense, quanto para os torcedores e jogadores, que eles são capazes. E por muito pouco não foram mais longe, mas tinham totais condições. As mudanças são necessários se tratando de elenco, a equipe precisa de reforços. Mas a atitude deve ser preservada. A torcida está  fechada com o time, tanto é que ovacionaram o nome do Bruno na volta para o segundo tempo, deram apoio, ou seja, estão fazendo sua parte e sabem que os que estão defendendo as cores do seu time precisam disso.

A realidade do Palmeiras agora é a Copa do Brasil e a Série B. Não tenho dúvidas de que, se continuarem com esse espírito, voltarão a Série A e também vão dar o que falar nessa Copa do Brasil.

Avente Palestra!

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Façam um favor ao futebol



Foto: Henrique Pereira
Neste último sábado marquei presença no maior clássico do estado de Alagoas, CSA x CRB, o tão famoso “Clássico das Multidões”. Como não torço pra nenhum dos dois, optei por estar na torcida do CSA, que era o mandante e teve a maior capacidade do estádio disponível.

Um jogo de final, que marcou o reencontro dessas equipes numa decisão, todas as circunstâncias pediam uma grande festa fora e dentro de campo. E ninguém ficou devendo se tratando de número de torcedores, ambas as torcidas compareceram em massa e fizeram uma bela festa no Rei Pelé. Mas o que me chamou a atenção foi à forma que os torcedores fazem essa ‘festa’. Como estava na torcida do CSA, vou analisar o que vi e ouvi lá. Pois bem, a principal torcida organizada do clube é a ‘Mancha Azul’, a qual estava proibida de ir caracterizada. São esses torcedores que produzem a maior parte dos cantos de ‘incentivo’ a equipe. E cara, 90% não são de incentivo. Pelo contrário, são completamente ofensivos e direcionados a torcida adversária. Não condeno só essa torcida, porque sei que na torcida do CRB é assim e também em muitas do Brasil, pra não dizer todas. Ou seja, o clássico perde a importância e a ocasião vira um duelo de torcidas. Que na minha humilde opinião, se torna um duelo de babacas.

Me impressionou a quantidade de cânticos extremamente ofensivos, alguns até sem noção. E todos citando o nome da torcida organizada ‘Mancha Azul’ e não do clube, CSA. Espera aí, qual é o time? Qual é o verdadeiro objetivo da torcida? Esses caras torcem pelo CSA ou pra uma torcida organizada? Essa prática já se tornou comum em quase todos os estados. A torcida organizada prevalece até mesmo na hora dos cantos, que seriam para incentivar os jogadores. Prática lamentável...

E vejam o exemplo que esses ‘torcedores’ dão aos mais novos. Uma voz de uma criança chamou minha atenção durante a partida. Quando olhei em volta achei um menino, que aparentava ter uns 10 anos de idade, no máximo, ao lado de um adulto, provavelmente seu pai, cantando todos, sem exceção, cânticos da torcida, inclusive os mais ofensivos. Veja só o problema, o menino não aparentava ter mais de 10 anos, cara, 10 anos, uma criança! Não devia nem ter noção do que estava falando. E o pior, cheguei a ver outras crianças, sentadas sob os ombros dos pais e fazendo o mesmo que o menino. Cara, aí um animal desses, que se diz pai, tem o direito de vir reclamar sobre a violência nos estádios? Não existe coitadinho nesse meio, esses são poucos. A maioria das pessoas que vem reclamar depois dos atos de vandalismo são as mesmas que estão ali reproduzindo o que meia dúzia começa a cantar.

Foto: Itawi Albuquerque
Defendo algumas canções que são até engraçadas. Como os que gritaram a torcida do CRB, em certo momento do jogo “Ah, cadê a bênção do pai?”, não incitam a violência e são inteligentes, é aquela gozação natural. Como a torcida do CSA também tem essas sacadas. Mas ouvi coisas como “(...) Cuz... tem que morrer!”. Hã?! É incrível ver que tem pessoas que cantam isso expressando extrema felicidade, que só me faz querer acreditar que não tem a mínima noção do que estão falando. E não me venha com argumentos, como: “Ah, é o calor do momento” ou qualquer outro que defenda esse tipo de canto. Em outro texto defendi a provocação sim, aquelas inteligentes, que utilizam o momento para tirar um sarro e que são extremamente naturais. Não essa babaquice que vem tomando conta dos estádios.

E quem pode reverter isso tudo, somos nós. Antes de ir ao estádio, pensem bem. Muito cuidado com o que vocês incentivam, porque a partir do momento que você vai ‘apoiar’ seu time com cantos idiotas como esses, você contribui pra que isso cresça cada vez mais. Os estádios em todo o país estão se tornando palcos de gente estúpida, que vai não para ver ou fazer um espetáculo, mas sim para contribuir com essas práticas inúteis que estimulam a violência.

Essa prática é reversível, cabe o bom senso de cada um. Então parem para pensar e comecem a inverter essa situação. Se calem e vejam quantos vão continuar cantando esses cânticos ofensivos, pode apostar que vai ser meia dúzia de babacas. Isso só ganha força porque a maioria colabora. Voltem sua atenção para o campo, para o espetáculo, brinque, tire um sarro, provoque com humor e inteligência e passe a incentivar somente o seu time, por favor.

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Clássico de um time só

 Sábado, 11 de maio de 2013. CSA e CRB se encontravam para disputar a primeira partida das finais do Campeonato Alagoano, fato esse que há mais de 15 anos não acontecia. De um lado, a campanha sólida dos alvirrubros, líder do hexagonal, jogadores experientes e um técnico frio no banco de reservas.

Do outro, uma equipe forte, mordida e, principalmente, batalhadora. Eles, que vieram de uma partida emocionalmente e fisicamente degradantes contra o ASA no último domingo, ainda tem como maior incentivo o ano de 2013, por ser o do Centenário Azulino, e a maior parte das arquibancadas do Rei Pelé.

Foto: Henrique Pereira
Do lado de fora das quatro linhas, uma verdadeira festa. Torcedores marujos compareceram em peso, pintaram o céu ainda mais de azul, levaram todos os troféus de campeão estadual para as arquibancadas. Os regatianos também se mostraram presentes, cantaram, pularam e em alguns momentos ecoavam com muita força suas vozes ao longo do gigante do Trapiche.

Quando a bola finalmente rolou no bom gramado do Rei Pelé, o que se observou foi um jogo estudado. No começo, nenhuma das duas equipes pareciam querer se expor. Eles sabiam do perigo que corriam: De um lado, a velocidade de Diego Clementino e a precisão de Everaldo. Do outro, a dedicação de Carlão e a frieza de Schwenck.

Foto: Henrique Pereira

E foi com o artilheiro da camisa 9 alvirrubra que o placar foi inaugurado. Com um toque oportuno, típico do centroavante goleador. Nesse momento, o CSA até se mostrava um pouco melhor, mas a verdade era que a partida estava muito equilibrada. Prova disso foi que os Azuis não demoraram para empatar o confronto. Clementino, como sempre muito liso, achou Everaldo livre na esquerda. O artilheiro do campeonato rolou bonito, e o contestado Alex Henrique empurrou para às redes, empatando o "Clássico das Multidões".


Até o empate, a partida era muito disputada. Chances apareciam para os dois lados, bem como bons passes, e a uma fluidez que fazia o jogo ser bonito de se assistir, tanto para uma torcida, quanto para a outra.

E foi exatamente aí que a partida acabou. Para o CSA.

Porque no segundo tempo, o que se viu não foi o time que quer ser campeão no ano do centenário, e sim uma equipe que não sabe jogar bola. Dominado desde o apito que recomeçou a partida, a equipe maruja padeceu no gramado diante de um CRB determinado a sair do Trapichão em vantagem para a segunda partida.

Foto: Henrique Pereira

Schwenck logo tratou de afirmar que era exatamente isso que o Galo buscava, quando aproveitou outro bom cruzamento de Paulo Sérgio. Depois, foi a vez de Everton Luís avançar como um grande atacante, penetrar na entrada da grande área, contar com a sorte, e marcar mais um. Para completar, um novo desvio em cobrança de falta de Walter Minhoca fechou o caixão azulino.


É bem verdade que Diego Clementino diminuiu no final, mas o jogo já tinha um vencedor. O CRB se mostrou uma equipe muito mais preparada para ser campeão, apesar do campeonato ainda estar em aberto, por conta do grande regulamento, que diz que o saldo não importa. Para o CSA, um alívio, para o CRB, uma pena. O campeonato já poderia estar decidido, porque na primeira partida só quem jogou foi uma equipe, que foi aquela que venceu.

Com todos os méritos, diga-se de passagem. Pouco adiantou o torcedor azulino comparecer em peso, se seus ídolos pouco fizeram em campo. A massa começou a sair cedo, bem antes da partida terminar. Sentiu vergonha, de ser atropelada pelo maior rival, dentro da própria casa, no ano do próprio centésimo aniversário.

Para os regatianos, nada melhor do que fazer o "filho pedir a benção ao pai", como eles costumam dizer. Brincadeiras à parte, se existiu uma relação familiar na partida, foi exatamente essa. Pai que bate, filho que pede a benção. Porque ele bateu, bem na cara, no ego.

Foto: Henrique Pereira

Mas não na esperança, acredito eu. Ao fim do jogo, nenhum dos regatianos quis contar vantagem, e com razão. O campeonato ainda não acabou. Porque o regulamento é falho e, principalmente, porque o futebol é surpreendentemente demais.


Os 4 a 2 vão ficar na memória dos torcedores por muito tempo, por ter sido o clássico de um time só, mas não poderá ser lembrado como o jogo do título. Esse só no próximo sábado, com, provavelmente, uma outra boa história pra contar.

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