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Deixe que digam, que pensem, que falem

Todos já devem estar sabendo de toda a polêmica envolvendo a desconvocação de Diego Costa dos próximos amistosos da Seleção Brasileira. O jogador, após ter se naturalizado espanhol, escolheu vestir a camisa da Fúria, mesmo estando cotado a usar a Amarelinha na Copa do ano que vem.

Atacante do Atlético de Madrid, Diego Costa é o mais novo brasileiro aspirante a popstar em território europeu. Artilheiro do Campeonato Espanhol ao lado de Cristiano Ronaldo, o até então desconhecido em terras canarinhas tem mais gols no nacional do que o próprio melhor do mundo, Lionel Messi.

Desde o início do ano, Diego vem ganhando destaque no velho continente. Em março, Felipão decidiu chamá-lo. Ele se mostrou feliz, jogou, mas não convenceu quase ninguém. Resultado? Caiu no ostracismo. Não foi mais chamado pela seleção, e ficou de fora da Copa das Confederações.

Determinado, Diego não deixou a peteca cair, e iniciou a atual temporada voando. Marcando gols a torto e a direito, ele, que nunca jogou no Brasil, e construiu praticamente toda a carreira em terras castellanas, foi sondado pela Fúria para uma possível naturalização, tendo em vista a sua ausência nas últimas listas de selecionáveis do Felipão.

A CBF soube, decidiu agir e chamou o cara de novo. Mas Diego não quis, e preferiu defender o país que o adotou há muito tempo. Felipão não gostou da atitude, e disse que ele “virou as costas para o sonho de milhões”.

Mas, cá pra nós: estaria mesmo Diego Costa errado em escolher defender a Espanha? Estaria ele “traindo” seu próprio país?

CLARO QUE NÃO

Imagine você, filho adotado, que aprendeu tudo com seus novos tutores, desde os primeiros conceitos, a todo o seu desenvolvimento profissional. Você viraria as costas para eles, só porque seus pais biológicos, que nunca quiseram você de verdade, agora acenam com a possibilidade de tê-lo ao seu lado?

Pois é

Diego fez o que o seu coração mandava, e no meu ver, agiu corretamente. Tenho certeza de que ele faráum certo sucesso vestindo vermelho. Sinceramente, o desejo sorte. E para aqueles que estão o chamam de traidor, e dizem que o Brasil é o maior prejudicado, vai aqui o meu recado:

Diego é bom, mas não nos fará falta

Não vai ser por causa dele que vamos ser campeões, ou quem sabe eliminados. É verdade que vivemos uma crise de centroavantes já tem um tempo, mas acredito piamente no potencial dos nossos camisas nove.

Fred, com toda sua libidinagem, será o nosso titular. Jô tem sido um reserva competente, e sempre vem correspondendo. Damião, promessa, corre por fora. Walter, caso emagreça, seria uma bela surpresa. Hernane, caso tivesse um pouco mais de grife, vide Pato, é outro que poderia sonhar.

Isso tudo se não pintar, daqui pra Copa, outro Diego Costa por aí. Afinal de contas, somos o Brasil. Nascemos para jogar futebol, e não precisamos naturalizar ninguém pra isso.

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Com o futebol não se brinca

(Crédito: Site UOL)
Grêmio e Corinthians disputaram uma vaga na semifinal da Copa do Brasil, aliás, perdão, permita-me começar novamente. O Grêmio disputou uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Afinal, quem viu o Corinthians jogar, eu peço, encarecidamente, que me passe o contato do seu oftalmologista.

Todo esporte possui uma mística, porém a do futebol é tão forte, que o torna diferenciado. Nem sempre a equipe que mais busca, obtém êxito. Nesta partida, os gremistas devem ter pensado que o “deus do futebol” estava de palhaçada. Afinal, o que faltou aos gaúchos para matar o jogo ainda com a bola rolando? O time correu, marcou, se empenhou, buscou o resultado do início ao fim, e mesmo com suas limitações, não deixou de atacar. Olhando por esta ótica, fica difícil responder a pergunta.

Então vieram as penalidades, e a mística desse esporte tão amado resolveu acabar de vez com nossas dúvidas. Até a terceira cobrança, tudo dava a entender que o Walter passaria por uma situação predestinada, assim como aconteceu com o Romarinho em 2012. Substituindo o lesionado Cássio, o goleiro foi bem nas três cobranças, na última acabou não contando com a sorte.

A partir daí, os experientes Elano e Kleber trataram de por ordem na casa. Sobrou para o experiente Alessandro, e para a constante promessa Alexandre Pato. O lateral mostrou por que é um dos líderes do elenco, capitão do time. Goleiro de um lado, bola no outro, em uma cobrança firme e consciente.

Havia chegado a hora da verdade para o Pato provar o primeiro milhão de investimentos feitos em sua pessoa. Felizmente para uns, infelizmente para outros, Pato mostrou por que é uma eterna promessa. Batida displicente, com a desculpa de que: “eu treinei para bater no meio”. Pode até ter treinado, mas jogador de futebol não subestima uma lenda das cobranças de pênaltis, como o Dida, quando ele está bem na sua frente.


Ao fim do jogo, nossas dúvidas foram tiradas, afinal, quis a mística do futebol que o Grêmio passasse por um sufoco, até desnecessário, para mostrar que é preciso ser guerreiro, ter vontade e raça para se superar. Já para o Corinthians o futebol foi cruel, fez questão de mostrar na marra que neste esporte, moleque não tem vez.

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É pra glorificar de pé!

Enfim, a zica saiu. Alexandre Pato marcou. Isso significa que um dos atacantes se redimiu, o Corinthians saiu do zero, e levou os três pontos. Para o torcedor, um alívio. Para os críticos (como eu, no caso), um sopro de esperança.

(Foto: Marcos Ribolli/ GloboEsporte.com)
Não pelo resultado em si, afinal de contas, foi apenas 1 a 0. Mas sim pela forma como foram obtidos. Um jogo lúcido, onde a criatividade finalmente pareceu habitar no meio-campo alvinegro. Várias chances foram criadas, mas o placar denuncia que o aproveitamento foi baixo.

Entretanto, a mudança de postura foi o principal ponto da partida. O time jogou pra frente, querendo ganhar, e conseguiu. Méritos de Tite, que enfim cedeu às críticas feitas ao antigo esquema, e durante o jogo, enfim lançou um segundo meio campista de criação para auxiliar o ataque. Renato Augusto foi o escolhido, em um grande retorno ao time.

Para o torcedor, fica o desejo de que ele seja mantido entre os titulares. É verdade que Renato está voltando de lesão, mas o camisa 8 conseguiu fazer, em alguns minutos do segundo tempo, muito mais do que o Romarinho fez em um ano inteiro. Trocando em miúdos, o corinthiano tem sim razões para querer essa mudança.

Apoiado neste “sopro de esperança”, o Corinthians vai à campo contra o Grêmio nesta quarta (23) pela Copa do Brasil. Lá, o time deve entrar com otimismo. Seu ataque enfim deslanchou, e um simples empate com gols classifica os paulistas para a próxima fase. Mas não se engane, torcedor. Enfrentar os gaúchos em casa nunca foi tarefa fácil. No mata-mata então, nem se fala.

Logo, não se iluda. Foi só um jogo, uma boa melhora, uma vitória. Nada que apague a campanha limitada neste Brasileirão. Um título na Copa do Brasil pode mascarar as coisas, caso o troféu venha fruto daquele futebolzinho burocrático. Caso o comportamento mude, tal qual vimos no último fim de semana, em Itu, vocês podem pensar em um 2014 melhor.

Sim, 2014. Vencer Paulista e Recopa não são nada comparados a apatia mostrada na Libertadores, e do vexame vivido no Nacional.


OBS: O texto foi também está aqui, mas foi veiculado primeiro pelo portal Papo de Universitário, página em que eu, PV e Bruno vamos passar a colaborar a partir deste mês. Confere lá que a conversa é boa!

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Desabafo de um torcedor corinthiano


Com a cabeça mais fria, vamos falar sobre o SC Corinthians Paulista. Ontem, passamos vergonha. Torcedor nenhum gosta de passar por isso. Por isso ele fica indignado, xinga, pede a cabeça de jogador, do técnico, e até da mão do presidente. Aí vem a turma do "antes o cara não era o bam bam bam? Principal responsável por Brasileiro, Libertadores, Mundial e o caramba? E agora tu que ver o cara demitido?!" Bem.

Desde o início do Campeonato Paulista, o Corinthians não joga bem. Faz uma partida razoável aqui, outra enganosa ali. E só. Ganhamos Estadual e Recopa porque nossos adversários conseguiram ser piores que nós. JÁ FAZ TEMPO QUE ESSE TIME NÃO EMPOLGA. Aí vamos buscar "culpados". Vejamos os jogadores. Mantivemos quase todo o elenco campeão dos últimos anos, mas tivemos que vender o Paulinho, e dispensamos bons que fazem uma puta falta no elenco, como Chicão e Jorge Henrique.

Dos que ficaram, a grande maioria hoje faz raiva. Romarinho parece que só joga contra o Palmeiras, e fez aquele gol da bomboneira. Tirando isso, é uma draga. Danilo já poderia ter se aposentado. Lento, às vezes preguiçoso e sem recursos, passou a atrapalhar mais do que ajudar já faz tempo. Sheik está mais preocupado em beijar rapazes e levantar polêmicas, do que jogar bola. E a idade também pesa.

Dos que chegaram, me arrisco a dizer que nenhum deu certo. Pato é uma moça, Renato Augusto é bom, mas é de vidro, Ibson é um ruim que dói, e Maldonado um idoso. Nos menos badalados, ponho fé. Espero que Cléber e Jocinei honrem a camisa que vão vestir.


Ontem, Tite, um cara que eu aprendi a respeitar demais, fez o que eu espero do meu time: pôs pra frente. E digo mais, fez da forma que eu faço, por exemplo, no videogame. Uma pena é ter tido Ibson na meia, com o Edenilson na lateral. Precisamos de um cara do ramo na direita, urgente. Mas, apesar dos pesares, a formação ideal, PRA MIM é aquela, trocando apenas algumas peças.

Mas por que Tite está sendo cobrado? Por que ele merece sair? Porque parece estar desmotivado. Teimoso, veio mudar a porcaria do esquema só agora. Temos um dos melhores camisas nove do campeonato, mas não sabemos utilizá-lo. Temos o segundo pior ataque do Campeonato. Se não fosse o Gil lá atrás, estaríamos em uma situação ainda pior.

A verdade é a seguinte: Muita gente ali tem que sair. Tem muito nego acomodado porque "ganhou tudo". Tem que dar chance a quem quer mesmo. Tite tem que, como ele mesmo já disse em outras vezes, "ralar a bunda no chão" e encontrar alternativas. A diretoria tem que ser mais humilde. Admitir que tem problemas já é um começo. PRECISAMOS CONTRATAR. PRECISAMOS DISPENSAR.

PRECISAMOS AGIR COMO CORINTHIANS. E digo mais: Ou se concentra de vez nesta PACHORRA, e ganha a Copa do Brasil para se chegar na Libertadores, ou a parada vai dar merda. No Brasileirão, já não dá mais. Estamos em queda livre, precisamos de estabilidade.

E eu achando que o ano ia ser tranquilo.

Lamentável.

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Bem vindo ao clube

Mais um campeonato inglês se inicia! Algumas transferências aconteceram, mas nenhuma deixou um time tão de cara nova quanto está o Manchester United. E a tal mudança não sai nem do banco de reservas: David Moyes entrou para substituir o Sir Alex Ferguson, que comandou o maior campeão da Premier League durante 26 anos. E parece que Moyes nem está preocupado com o peso do compromisso que assumiu com o time, sua história e a torcida.






A pré-temporada do Manchester não foi das melhores, o tour pela Ásia ficou repleto de jogos sem empolgação, com vitórias magras e até derrotas para times sem a menor expressão mundial. O fato podia preocupar o torcedor Red Devil, até porque Moyes não é lá dos mais badalados treinadores; mas o ponto de partida do campeonato começou diferente, da melhor maneira possível: na Community Shield, torneio de abertura da temporada, o time venceu o atual campeão da Copa da Inglaterra, Wigan, creditando o primeiro título no currículo do novo técnico; e para completar, o United começou a Premier League vencendo o Swansea por 4x1 e conseguiu a primeira posição do campeonato, com o melhor saldo da primeira rodada.

Se o baque de perder o técnico tão vitorioso de surpresa, sem aviso prévio, preocupava o Manchester United, o substituto já mostra um futuro promissor. E vale lembrar que a derrota de estreia do United na temporada passada foi para o Everton, comandado na época por Moyes. As mudanças no time não foram quase nenhuma, sem contratações e vendas importantes, nem mudanças nas características táticas. Com esse início de temporada o torcedor pode se tranquilizar, pois, apesar de a aposentadoria de Ferguson representar a saída de uma parte do time, aparentemente a troca de técnicos irá significar apenas uma continuidade do trabalho que se faz no clube.

A história do Manchester certamente tem muitos capítulos que citam o SAF, e isso será eterno justamente na história, mas no presente ele precisaria sair, e se assim é necessário, que David Moyes seja bem vindo e possa construir também um percurso de glórias. 

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Jornalismo Esportivo?

Desde o início do ano, o Corinthians não é o mesmo. É natural que as coisas se acomodem, afinal, essa equipe conquistou tudo o que podia nas últimas temporadas. Porém, o que me chamou a atenção, nessas duas últimas rodadas desse Campeonato Brasileiro, foi o comportamento da mídia em relação ao clube.

Após derrotar a equipe do Vitória, pela 13ª rodada, o Corinthians entrou no G-4 e ganhou o maior destaque nos programas esportivos. Entendo perfeitamente, campeão da Libertadores em 2011, atual campeão Mundial e Paulista, enfim, o destaque é merecido. MAS, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, ENTRETANTO, a forma que é feita me deixa preocupado. 

O ‘Lancenet’ elaborou a capa do seu jornal com a foto do Alexandre Pato, fazendo sua comemoração enigmática. Não vou afirmar que essa era a frase, porque, infelizmente, não salvei a imagem, porém a ideia seguia essa linha: “Mostrou sua cara”.

Quase entro em desespero. Para quem assistiu ao jogo, e se deparou com tal afirmação, tenho certeza de que ficou muito difícil fazer a conexão da partida com a frase. Os 90 minutos foram horríveis, muito difíceis de acompanhar. O Corinthians era superior, mereceu a vitória, mas ganhou em dois lances isolados, o que não tira a competência e os méritos. Agora, se esse futebolzinho burocrático apresentado pelo Corinthians, durante todo o ano, é a verdadeira cara da equipe campeã do Mundo, me perdoem, que imagem horrível para o futebol brasileiro.

Contra o Fluminense, outro adversário limitado, mais uma atuação burocrática e sonolenta. O ‘globoesporte.com’ colocou o seguinte: “Timão volta a ter atuação apagada, deixa Maracanã zerado e fora do G-4”. VOLTA? Não, cara. Apenas deu sequência em suas atuações limitadas, as análises é que são feitas para vender um produto falso.

As análises esportivas estão sendo feitas para vender, não para relatar os fatos. Porém, como se trata de Jornalismo, o comprometimento com a verdade deveria ser utilizado em primeiro lugar.

Quer vender? Faça isso, mas de forma correta. E não é porque Flamengo e Corinthians possuem as maiores torcidas do Brasil, que o resto não vende. Esse tipo de pensamento já é burrice. Vende sim, e muito.
Hoje, Botafogo e Atlético-PR mereciam um espaço enorme na mídia. Vende? Pra cacete. E muito mais importante que isso, valoriza o futebol nacional, aumenta o número de torcedores e admiradores.

E isso não é manipular? Claro que não, é apenas consequência da realidade.

O Futebol Brasileiro não precisa de pessoas que utilizam a paixão do torcedor para vender um produto que não existe, isso é digno de pena. O Futebol Brasileiro é o melhor, o mais disputado, o mais invejado e o maior celeiro de grandes jogadores do mundo. A mídia esportiva não precisa fazer muito, apenas relatar os fatos.

Do resto, pode deixar que os clubes e jogadores dão conta do recado.


*O Corinthians foi apenas usado como exemplo. Qualquer clube está sujeito a isso. Assim como os sites citados não são alvos. Utilizei como exemplo as matérias publicadas em cada um. O que não exclui outras mídias, como também não condena os veículos citados.

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Nada de novo


O Brasil que venceu a Copa das Confederações finalmente voltou a campo. Retornou também, aquele mesmo marasmo e a falta de criatividade do meio campo. Tanto eu, Bruno, quanto PV, falamos disso em quase todos os jogos canarinhos na competição da FIFA, e hoje o fato novamente se repetiu.


E não, Galvão. O Brasil não fez mais porque "não finalizou". O Brasil não fez nada porque NÃO FEZ NADA. Não criou, não produziu. Tudo bem, é início de temporada, os caras ainda não estão bem fisicamente. Mas nós não vimos nem uma jogada construída, dois passes sendo trocados, nem uma bola enfiada.


De positivo, só Neymar mesmo. Ele que foi vaiado quase todas as vezes que pegou na bola, foi o nosso melhor expoente dentro de campo. brigador, lutou a partida inteira, de um lado pro outro, buscando resolver. Mas é difícil jogar sozinho. Oscar novamente foi nulo jogando fora da sua posição. O mesmo se aplica em Hulk.

Fred não pode fazer muito, já que a pelota não chegava nele. Os volantes foram preguiçosos. Paulinho, nosso grande elemento surpresa, sentiu muito a falta do ritmo de jogo, e pouco apareceu. Na defesa, Thiago Silva, como sempre soberano. Dante, como quase sempre muito "bobão", destoou bastante do seu companheiro. Marcelo foi meeiro, mas Daniel Alves merece um parágrafo só dele.

Fraco. Mais uma vez fraco. Na boa mesmo, eu não sei o que os técnicos que assumem o Brasil enxergam nesse rapaz. Jogar no Barcelona de Xavi, Iniesta e Messi é muito bom, os só não fazem chover quando querem. Na seleção, Daniel Alves nunca mostrou um real sequer do que faz com a camisa culé. 


Na Copa das Confederações mesmo, foi uma bomba. Errava passes curtos, exagerava em cruzamentos, deixava espaços na zaga. Um horror. Enquanto isso, Rafael, do Manchester-UTD, vai fazendo misérias na Ingleterra e ninguém convoca o cara.



Lamentável.


É aquela coisa: Jogo novo, erro velho. Que seja começo de temporada, mas o Brasil precisa melhorar isso aí desde que o Felipão assumiu e implantou esse sistema de jogo ilusório aí. Tem gente que cai. Eu não. 


Brasil está sendo muito burocrático, e todos nós sabemos que burocracia nesse país é sinônimo de coisa ruim. 

Não cultivemos esse tipo de jogo. #pfv #ficaadica

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Centenário da bagunça

É de conhecimento de todos que o CSA não vive uma boa fase há mais de 10 anos. As diretorias que têm passado pelo comando do time do Mutange não conseguiram melhorar em nada o estrago feito por outras diretorias. E sempre que assumem o poder azulino, quando a casa cai, culpam os comandantes de outrora. A sofrida torcida - porém fiel - do CSA não aguenta mais tanta bagunça no comando de um time profissional de futebol. Isso mesmo, profissional. O que cansamos de ver no CSA é amadorismo. São tantas coisas bizarras que acontecem com o time que chega a ser desnecessário relembrar neste texto.

No ano do centenário, todo torcedor quer ver o seu time sagrar-se campeão, conseguir um acesso, enfim, ter algo de produtivo durante o ano. Mas no CSA tudo é difícil, complicado e praticamente impossível. No CSA, fazer 2 + 2 virarem 4 é uma coisa de outro mundo. Diretorias se formam e entram em conflito com Conselho Deliberativo, que na maioria das vezes se coloca como oposição e, ao invés de ajudar e auxiliar o CSA a ter sucesso nas suas empreitadas, não, agem num cenário de guerra política nos bastidores. O torcedor do CSA sabe disso, eu sei, todos sabem.


Quando finalmente se monta uma diretoria e um time, é incrível como o CSA domina a arte de desperdiçar a pré-temporada. É mais incrível ainda como as diretorias do CSA, quando conseguem montar um time arrumado, se desfazem dele para disputar outras competições.

Tiremos como exemplo o ano de 2013. A pré-temporada feita com o treinador Lorival Santos de nada adiantou. Num fraquíssimo primeiro turno do Campeonato Alagoano, onde CRB e ASA não participaram, o CSA conseguiu a façanha de não ser campeão. Com adversários como CEO, Comercial, União e Corinthians-AL, com todo respeito a esses clubes, mas é um absurdo o CSA não conseguir conquistar um campeonato com estes concorrentes. Lembrando que a folha salarial de alguns destes clubes não chegam nem na metade do orçamento azulino.

Após o fracasso no primeiro turno, a pressão da torcida caiu nos ombros da diretoria, que fez até algumas boas contratações. "Agora vai!". Time engrenou, não jogou o fino da bola, mas conseguiu um vice-campeonato, vaga na Copa do Brasil e Copa do Nordeste do ano que vem. Esperava-se que o time fosse mantido. Doce ilusão. Novelas e mais novelas para se conseguir duas ou três renovações. Contratações extremamente equivocadas. Os responsáveis pela cúpula de futebol do Azulão deram uma verdadeira aula de como não se fazer futebol. Um trabalho amador, digno de piada.

Como um time de futebol profissional tem aproximadamente 30 dias para organizar a casa e não consegue fazer absolutamente nada? São tantas as bizarrices cometidas, que eu só vou citar um exemplo. O atacante Vavá, que estava há tempos parado, sem jogar uma partida profissional, é contratado, treina no time titular, mas não tem sua regularização confirmada, quando finalmente é regularizado - aos '45' do 2º tempo' - , vai para o jogo, obviamente não consegue ajudar o time e, um dia depois, é dispensado, junto a pelo menos mais da metade do elenco.

Cara, como podemos levar isso a sério? Como podemos comentar futebol, quando na realidade estamos tratando praticamente de uma várzea? O CSA agora vai disputar a Série D com praticamente todo o time das categorias de base. Só não é rebaixado porque não existe uma 'Série E'. O tão esperado centenário vai indo por água abaixo, distante, muito distante do que o torcedor esperava.

E mais uma vez, mais um ano vai-se embora e o CSA continua no buraco. A atual diretoria deve sair em outubro, quando outra diretoria deve assumir o comando. Continuemos aguardando dias melhores, na esperança de que Conselho Deliberativo e a próxima diretoria andem de mãos dadas, tratando clube e torcedor com profissionalismo. Não vale nem a pena bater na tecla do que deve ser mudado, pois isso, todos já sabem. Enquanto as eleições não chegam, vamos ver o que a garotada do Azulão tem a mostrar nesse restinho de Série D. Afinal, nada mais justo que começar a mudar olhando para o que é 'nosso': as pratas da casa. 

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Saldo positivo

(Foto: Alexandre Durão / globoesporte.com)
"Nunca subestime o poder da Seleção Brasileira". Ouvi muito essa frase ao longo da semana e percebi que muitos não entendiam minhas críticas. Jamais critiquei a Seleção Brasileira como equipe, mas sim a forma de jogar. Não queria espetáculo, que é bem subjetivo. Queria apenas que jogassem bola, sem medo, no melhor estilo brasileiro. Se tratando de Brasil, o espetáculo se torna consequência do mais simples 'bom futebol'.

Se critico é porque sei da capacidade que esses caras tem. Contra a Espanha foi lindo, sensacional, fantástico, enfim. A melhor apresentação do Brasil nos últimos anos. Da defesa ao ataque a apresentação foi perfeita. Passei o jogo inteiro com um sorriso bobo no rosto, parecia não acreditar que, enfim, a Seleção devolvia a alegria aos olhos de seu torcedor. Não pelo resultado, pelo título, mas pela bola que jogaram.

Não podemos dizer que somos os melhores do mundo atualmente. Ou melhor, AINDA não podemos.

O Brasil fez questão de mostrar sua principal diferença das outras seleções. Seleção Brasileira não é só conjunto. Não podemos nos contentar somente com isso. Os outros sim, mas nós jamais. Somos paixão, raça, euforia, craques, torcida, tática, dribles, gols, conjunto, somos simplesmente Brasil, o berço do futebol.

(Foto: Gazeta do Povo)
No domingo o potencial da nossa Seleção veio a tona. Espero que os torcedores não se iludam, não temos o direito de nos conformar com o título da Copa das Confederações, que não passa de uma espécie 'torneio de verão'. O título marcou não o retorno definitivo do futebol brasileiro, isso só o tempo vai dizer. Mas a competição serviu para montar uma base e devolver, tanto para torcedores quanto para a equipe, a confiança.

Confiança que deve ser aproveitada e muito bem trabalhada, com o objetivo de resgatar o prestigio da Seleção e recoloca-la em seu lugar de direito. Vencer a Copa do Mundo pode representar absolutamente nada se o conceito não mudar. Os méritos pela conquista existem, mas são passageiros. A história é maior que o resultado, o Brasil não é conhecido apenas pelas conquistas, mas sim pelo grande futebol que as acompanharam.

Espero que isso fique claro na mente do nosso treinador para que não se repita o processo dos últimos anos, desde o tão famoso quadrado mágico.

O saldo da Copa das Confederações foi positivo. Cinco jogos, cinco vitórias. Apenas na final a Seleção Brasileira mostrou sua verdadeiro potencial. Nas outras partidas foram duros, aproveitando a fragilidade das equipes e dependendo de lapsos de alguns jogadores. Ora, uma ou duas partidas ruins são naturais, acontece. Mas a sequência não era animadora. Contra o Uruguai, nossa pior apresentação. Contra a Espanha, o verdadeiro Brasil.

Os pouco mais de trinta dias que a equipe passou junta foi fundamental. O entrosamento é determinante e faz muita diferença dentro de campo. A base montada, com cerca de 80% do elenco fechado - segundo o Felipão - também deve ser destacado. O que temos de melhor está lá. Lógico que se tratando de Seleção Brasileira sempre vai existir um ou outro atleta que pode vir a compor a equipe.

(Foto: Reuters)
Os erros apresentados foram táticos. Qualidade nós temos, porém alguns jogadores estavam sendo prejudicados pela formação utilizada. O jogo previsível me preocupa, por isso que a movimentação é importante. Na final dava pra sentir o time muito solto dentro de campo, alternando seu estilo de jogo, mesmo sem modificar peças ou a formação tática. Isso é mérito do treinador, que soube enxergar o potencial do adversário e adaptou o Brasil para que a Espanha entrasse no jogo brasileiro e não o contrário. Perfeito. Também é muito bom ver a torcida jogando junto e ganhando a confiança novamente.

(Foto: Reuters)
Ainda é pouco, mas já iniciamos a nova caminhada. E o futebol é que agradece, afinal, o Brasil é onde esse esporte ganha mais brilho e se torna apaixonante. O título não representa nada se o conceito não mudar. Estou confiante, sei que temos uma grande Seleção e um treinador de personalidade. A combinação pode ser perfeita, basta olhar para o futebol com a mente aberta. O levantamento do torneio é positivo, apresentamos erros, mas também evoluímos em alguns aspectos. Especialmente no fator Neymar. 

Com o fim da Copa das Confederações vejo uma Seleção Brasileira mais confiante, da mesma forma que estou muito lúcido de que o trabalho está apenas começando. Começou muito bem, agora é dar continuidade.

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Pra frente Brasil


 Chegou o tão esperado dia. Hoje 90% da população brasileira vai estar pintada de verde e amarelo. Com o coração ansioso, aflito e com a vontade de soltar novamente o grito de campeão. Chegamos na final e  vamos encarar os melhores do mundo, título que estávamos acostumados a ter. Se o momento é para escrever uma nova história, não vejo melhor início do que um título no maior palco de futebol do país e contra a melhor equipe do mundo.

O torcedor está fazendo o seu papel. Em sua maioria, satisfeito com as apresentações da Seleção. Nesse ponto discordo de muitos, pois contra a filosofia de 'futebol por resultado', especialmente se tratando de Seleção Brasileira. Sempre fomos maiores que isso, exemplo para o mundo e temos capacidade para seguir essa linha.

O Brasil é o berço do futebol. O maior celeiro de grandes jogadores do mundo. Temos uma Seleção quase perfeita que, se bem encaixada e postada taticamente, pode nos proporcionar um belo espetáculo, sem perder a objetividade.

Hoje é dia de final. Final que pode servir para iludir muitos torcedores, como já aconteceu no passado. Como também pode ser uma alavanca para essa molecada que está ingressando em competições de nível internacional agora.

Favorito? Clássico é clássico e vice-versa. Sabemos que iremos enfrentar a atual campeã do mundo, bi campeã da Eurocopa e que vem encantando todos por onde passa. Mas se olharmos por outro lado, estamos em casa, somos pentacampeões mundiais, temos tantas e tantas histórias com esse esporte que se torna perigoso afirmar que os espanhóis são favoritos. Ainda mais se tratando de apenas um jogo, onde uma vitória pode não traduzir o melhor futebol.

Vou confessar que estava com saudades desse clima. Acordei ansioso, confiante no título como todo torcedor brasileiro, mas também com aquele receio natural. Estou com uma vontade enorme de ver o Brasil jogar e já não sentia isso a muito tempo. Não estou sendo contraditório. Ao longo dessa Copa das Confederações, critiquei muito a forma de jogar da Seleção e vou persistir nisso até que seja constatada uma verdadeira evolução tática. Em contrapartida sempre deixei claro que as vitórias são frutos da especialidade do Felipão em competições de 'tiro curto', da formação de um grupo e que, consequentemente, dão mais confiança para os atletas e torcedores.

Escrevi um texto na 'era Mano' falando que não acreditava que o Brasil pudesse resgatar seu futebol com essa geração de jogadores, porém sempre relutava muito contra isso. O Felipão ao mesmo tempo que me revoltou com seu estilo de jogo, também me fez perceber que ainda temos uma Seleção Brasileira, só falta variar, alternar, experimentar.

É pra ficar alegre? Lógico que sim. Satisfeito? Não, isso não.

Hoje é dia de final e estou louco para ver o Brasil inteiro parado. Nas ruas, nos bares, em casa, focados na Seleção Brasileira. Voltar a enxergar como é fantástico o que esse esporte pode nos proporcionar.

A história começa a ser reescrita hoje.

Pra frente Brasil!

*Esse vídeo me arrepiou! A música é clássica e se encaixou bem com os lances apresentados.

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