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Campeão absoluto

(Foto: Marcos Ribolli)
Contestar a qualidade técnica do Campeonato Brasileiro deste ano não é loucura. Já colocar em xeque o tricampeonato do Cruzeiro, é inadmissível. O Brasileirão começou com muitos favoritos, como: Corinthians, Botafogo, Grêmio, Internacional e Atlético-MG. Outras equipes, como o próprio Cruzeiro, estavam no setor das dúvidas.

No caso da equipe celeste não é difícil de entender os motivos da desconfiança. Começando pelo (grande) técnico Marcelo Oliveira, duas vezes vice-campeão da Copa do Brasil no comando do Coritiba, o treinador nunca foi figura preferida da mídia ‘modinha’. O restante do elenco havia acabado de chegar e apresentava nomes contestados. A falta de entrosamento, a desconfiança em torno do treinador e de alguns atletas são justificativas aceitáveis. O discurso era que o Cruzeiro seria um time a ser temido em 2014...

De fato deve ser temido, mas a equipe decidiu encurtar um pouco esse período.

E esse trabalhou começou quando a diretoria, ao invés de visar um time de estrelas, passou a buscar um time competitivo. Sem um investimento de saltar aos olhos, a diretoria montou um elenco com jogadores de grande potencial, e o mais importante, com opções em todos os setores do campo. Ou seja, montou um grupo. Fator determinante para uma competição longa e de muita exigência física como é o caso do Brasileirão.

A trajetória da Raposa nesta competição começou com sonoros 5 a 0 diante do Goiás. Seguidos de certa instabilidade. Até que esse grupo decidiu aparecer. Fábio, Dedé, Egídio, Lucas Silva, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Dagoberto, Willian, Júlio Baptista, Borges, enfim, melhor pontuar falando da equipe completa, afinal, todos foram decisivos em diferentes momentos.

Campanha indiscutível, técnico indiscutível, defesa e ataque indiscutíveis. Isso tudo reflete na regularidade, e no futebol bonito que o time mineiro está apresentando e encantando os amantes do futebol.

O título é digno do nome celeste, afinal, o Cruzeiro superou as dificuldades de um time montado em um curto prazo, e as todas as desconfianças para conquistar o Brasil.


Parabéns, Cruzeiro!

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Isso é Futebol



A torcida do Cruzeiro deu um exemplo para todas as torcidas do Brasil, no jogo de ontem (3) contra o Santos em Belo Horizonte. A equipe da casa levou um baile dos santistas, principalmente de Neymar, que teve uma atuação excepcional, marcando três gols e dando assistência para outro, jogo que terminou 4 a 0. As reações normais de uma torcida de futebol, nos dias de hoje, seriam as vaias, os xingamentos ou qualquer outro tipo de revolta. Porém, a torcida celeste reagiu de forma inesperada e, no meio da partida, se entregou ao talento do craque santista, o aplaudindo de pé e ovacionando seu nome.

De arrepiar! É sensacional ver pessoas que naquele momento são rivais daquele jogador, deixar essa rivalidade de lado e o enaltecer.

Os torcedores mostraram que não foram ao estádio com o único objetivo de ver seu time ganhar. Obvio que todo torcedor que ver seu time vencer. Porém, ver uma grande partida de futebol, uma grande exibição de um jogador deve vir em primeiro lugar. Se vier acompanhado da vitória melhor ainda. O espetáculo não é, e não pode ser, rebaixado por uma derrota e isso foi provado ontem.

O técnico Muricy Ramalho disse que esses gestos podem fazer com que o Neymar fique no país. É verdade, isso mostra ao jogador que ele é valorizado nacionalmente, não só pela torcida do seu clube. Que ele desperta nas torcidas adversárias a euforia e a alegria pela sua brilhante atuação. O próprio Neymar comentou que é isso que o dá alegria de jogar.

O verdadeiro sentido do futebol está aí, no reconhecimento à superioridade da outra equipe naquele jogo. O mundo dá voltas e uma partida é diferente da outra. Fases ruins passam. Fases boas também. A rivalidade existe e deve ser mantida de forma saudável.

Atitudes como essa deveriam estampar as capas de todos os jornais e sites de esporte do mundo. São raras, mas se dermos o devido valor estaremos ajudando a mudar a compreensão de muitos que não conseguem enxergar esse lado do esporte. Se tivesse ocorrido uma pancadaria, no mesmo dia, estaria tudo em manchetes com letra 72, em negrito e itálico e não é esse o caminho, não é isso que deve ser destacado.

O orgulho é difícil de ser deixado de lado. E quando o assunto é futebol e envolve uma disputa, é muito mais complicado, mas quando conseguimos superar isso tudo, fazemos coisas de arrepiar, como fez a torcida do Cruzeiro.

Que sirva de exemplo e que seja lembrado sempre nos textos e na memória dos amantes do futebol.

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Para o alto e avante!


(Foto: Ari Ferreira / Site: LanceNet)

Como um bom Corinthians x Cruzeiro tivemos lances polêmicos, reclamações, jogo truncado e o que de melhor vem marcando esse confronto: gols. Desde 92 que um confronto entre essas duas equipes não termina em 0 a 0. Além disso, outros elementos para apimentar esse jogo não faltaram já que o time da casa vinha de uma sequência de quatro jogos sem perder (2 vitórias e 2 derrotas) e os mineiros vinham de duas vitórias seguidas e com objetivo de se aproximar do G4.

A partida não proporcionou nada de espetacular. O Corinthians foi dominante por toda a primeira etapa. Não tomou conhecimento do Cruzeiro, marcava forte e dificultava as transições entre meio e ataque, não deixando que a bola chegasse com qualidade ao meia Motillo e assim quebrava toda armação da equipe visitante. Porém também não criava chances claras de gol, trabalhava bastante a bola, mas sem muita objetividade. O Cruzeiro, por sua vez, se mostrava uma equipe afobada, buscando surpreender os donos da casa com uma marcação forte e avançada, pecava por abusar no número de faltas cometidas.

(Fonte: espn.estadao.com.br)
Número que já virou estatística. O Cruzeiro é a equipe mais faltosa do Campeonato Brasileiro de 2012, com uma média de 23,3 faltas por partida. E isso desencadeou no primeiro gol do Corinthians e na primeira polêmica quanto à arbitragem. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o volante Sandro Silva, do Cruzeiro, levou cartão amarelo pela sequência de faltas cometidas. E aos 19’, perdeu o tempo da bola e acertou um carrinho em Jorge Henrique dentro da grande área, pênalti claro que Leandro Pedro Vuaden marcou, porém não seguiu seu critério e não deu cartão amarelo para o volante, o que consequentemente causaria a expulsão do jogador, gerando uma grande insatisfação dos jogadores e do técnico corintiano. Chicão foi para a cobrança e tirou o goleiro Fábio da foto, 1 a 0 Corinthians. A primeira etapa seguiu com o Corinthians muito superior, dominando sem dificuldades a partida. Porém ainda sem criar muitas chances de gol.

Já na segunda etapa, nos primeiros minutos, parecia que o jogo iria continuar com a mesma cara do primeiro tempo. Mas os donos da casa recuaram e os mineiros passaram a gostar mais do jogo.  

IA DAR O QUE FALAR...

Outro lance duvidoso sobre o critério do árbitro. Aos 2’, o goleiro Fábio, após uma bola recuada, tentou lançar um de seus companheiros, porém no meio do caminho a bola tocou na mão do lateral Fabio Santos, os jogadores pararam pedindo a falta, mas o juiz mandou seguir e, para sua sorte, no cruzamento feito por Fábio Santos, Emerson Sheik entrou para o Inacreditável Futebol Clube com uma furada incrível de frente para o gol vazio.

E MAIS POLÊMICA

Já que as chances de gol pouco apareciam na partida. Alguma coisa tinha que chamar a atenção. E novamente envolveu o árbitro Leandro Vuaden.  O zagueiro Paulo André, do Corinthians, chegou atrasado e atingiu o atacante Fabinho, como já tinha amarelo, os cruzeirenses pressionaram o arbitro a expulsar o jogador corintiano. Mas mantendo o critério da primeira etapa, decidiu apenas marcar a falta. O que gerou a revolta do técnico Celso Roth.

PARABÉNS PRA VOCÊ 

(Foto: Tom Dib/ Site: LanceNet)

A partida seguia apática, sem muitos lances de perigo. Agora quem possuía mais posse de bola era o Cruzeiro, mas como Motillo estava apagado no jogo, as chances de gol não apareciam. O jogo se encaminhava para o final, o Corinthians apenas prendia a bola no seu campo de ataque esperando o fim da partida e aos 48’, Danilo escorou para Paulinho, aniversariante da noite, que emendou um belo chute de fora da área, mandando a bola no ângulo, sem chances de defesa para Fábio, 2 a 0 Corinthians. 

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