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E o troco, por favor?



"Seria uma 'vingança' por parte do time Gunner, que viu o United 'roubar' seu melhor jogador na temporada passada" falou Ivan G., diretor geral do Arsenal sobre a possível contratação do atacante Wayne Rooney. Bom, não é a primeira vez que rivais trocam suas estrelas no mundo do futebol. E, normalmente, isso envolve uma monstruosa quantia de dinheiro.

Neste mesmo episódio, viu-se Van Persie abandonar os "Gunners" para conquistar mais títulos com o Manchester United. O holandês saio enquanto era o melhor jogador do clube londrino, e Rooney anunciou que quer sair recentemente. Visto que nos últimos anos Wayne tem considerado o melhor jogador do United, o Arsenal, literalmente, estaria respondendo o clube de Manchester nos mesmos termos.

Mais conhecido entre os brasileiros, o "fenômeno" Ronaldo foi campeão pelo barcelona antes de ir para a Internazionale. Após sua passegem por Milão, Ronaldo foi para o Real Madrid -principal "rival" do barcelona- antes de voltar a Milão, desta vez para o A.C. Milan -maior "oponente" da inter. Nos quatro clubes, com suas rivalidades locais e mundiais (especialmente Milan e Real Madrid que lideram as conquistas da champions, com 7 e 9 respectivamente, e do mundial, com 4 e 3 respectivamente), Ronaldo foi idolo por todo canto que passou.

No Milan, entretanto, viveu uma disputa por vaga com Philipo Inzagh, ídolo rossonero e não dispontou na liderança. Vivencio períodos de banco e de heroi. É importante também considerar que ronaldo ja estava com idade avançada e o Milan contava, ainda em seu ataque, com Shevchenko, astro ucraniano e maior goleador rossonero nos últimos 50 anos. Os dois (Inzagh e Shev. constam na lista dos 10 maiores artilheiros da história do clube de Milão). Por tudo, foi onde Ronaldo mais encontrou dificuldades, e mesmo assim se sagrou como astro na equipe.

Ainda na Itália, porque não lembrar o polêmico Ibrahimovic? Após surgir o Ajax, o sueco foi para a Juventos e posteriormente para a Internazionale. Com sucesso absoluto nos 3 clubes que passou, cotado a melhor do mundo, Zlatan foi para o Barcelona, por um curto período de tempo. Brigado com o maior técnico da história catalã, Ibrah voltou a Itália, desta vez para defender o Milan, antes de ir para o "novo rico" do futebol europeu, Paris Saint German.

Ainda na Europa, lembremos de Luís Figo. Astro catalão, foi negociado em uma das transferências mais caras da história para o Real Madrid. Cerca de 61 milhões de euros. Ainda na Espanha vivenciamos um episódio mais problemático: Ferenc Puskás. Nascido na Hungria, participou da seleção finalista da copa do mundo que ficou conhecida como os "mágicos magiares" em 54. Porém, a guerra entre as nações o fez se refugiar. Inicialmente na Itália, onde não conseguiu se naturalizar para atuar como profissional, foi tentar a sorte na Espanha. Após conseguir sua naturalização, foi contratado pelo Barcelona, mas.......... Francisco Franco, ditador espanhol, inspiração para Pablo Picasso produzir "guernica", interviu na negociação e delimitou um ano de permanência no Barça. Após isto, Puskas deveria ser jogador do Real Madrid. A diretoria do Barça decidiu, então, liberá-lo. Foi para o real madrid e se sagrou como um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, permanecendo sempre um "Mágico Magiar".

E no Brasil? Que tal o Caso do "baixinho" Romário? Baixo em estatura, gigante no futebol. Romário atuou pelo Vasco, Fluminense e Flamengo. Fez sucesso nos três, mas foi no Vasco da Gama seu grande destaque. O "baixinho" foi também jogador dos espanhóis Barcelona e Valência.

Além destes, inúmeros outros jogadores atuaram por clubes "rivais" e provaram que a rivalidade mesmo, só dentro de campo!

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O último Samurai

(Foto: Luciano Belford / Futura Press)
A polêmica novela sobre o futuro do zagueiro Dedé parece que, finalmente, teve um desfecho. O jogador vai para o Cruzeiro. O valor da negociação? Especula-se que o Vasco vai receber pouco mais de R$ 14 milhões por 45% dos direitos econômicos do atleta. Para o torcedor vascaíno é um verdadeiro tapa na cara. Já para o torcedor cruzeirense é uma senhora 'benção', pois o sistema defensivo do time mineiro é fraco e necessita urgente de um zagueiro estilo 'xerifão'. 

O torcedor do Vasco perde o último remanescente do time que resgatou a moral do Gigante da Colina e, também, o seu principal ídolo, em atividade. Antes perdesse para um gigante europeu, ou algo do tipo. Mas, não. Perdeu para um concorrente direto na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. O que essa diretoria do Vasco conseguiu fazer quando reergueu o clube, que estava na Série B, subiu, foi campeão da Copa do Brasil, disputou a Taça Libertadores, é algo inacreditável. O Vasco tinha um elenco pronto, onde só faltavam algumas peças para encaixar no time principal. Mas, agora? Não tem nada! O vascaíno que me perdoe, mas acredito que os lúcidos terão a mesma opinião que a minha: esse time do Vasco é fraquíssimo. 


O dinheiro da negociação do Dedé vai servir para quê? Para trazer alguns bons jogadores? Ou para pagar dívidas? Fico me perguntando como uma diretoria consegue levantar um clube, como essa diretoria fez, e quando parece que tudo caminha para o sucesso, na verdade está indo rumo ao fracasso. O ano do Vasco é tenebroso. Tem um técnico decente, mas é muito difícil o Autuori conseguir tirar leite de pedra, principalmente com o material humano que ele tem à disposição hoje. 


O que preocupa mais ainda é o futuro do cruz-maltino. Será preciso passar por outra reformulação. Nem o ídolo e craque Juninho Pernambucano aguentou permanecer nessa bagunça.


O último Samurai da Colina se foi.  "E agora, quem poderá nos salvar?", Carlos Alberto? Bernardo? Complicado...

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O peso do elenco

(Foto: Luciano Belford / Futura Press)
Quando a fase é ruim, nada dá certo. O lema do Vasco atualmente é este. O Gigante da Colina vive um momento extremamente importante. Em termos de elenco, esse é um dos piores que o Alvinegro conseguiu montar nos últimos anos. A única contratação que a diretoria acertou foi na do técnico Paulo Autuori. E é por isso que o momento é importante. As próximas atitudes é que vão definir como vai ser o ano do Vasco. Com o time atual e sem nem um reforço, é 99% de chances de ser rebaixado para a Série B do Brasileiro.

É preciso contratar peças pontuais e organizar a casa. Comandante já tem, e dos bons. Agora falta um exército com alguns líderes qualificados. O que o Vasco almeja, o Botafogo já tem. Peças importantes no elenco titular e um treinador que aos poucos vai conquistando a confiança da torcida. 



O Botafogo, que não tem nada a ver com a crise do Vasco, continua em ascensão. Com a posse de bola, o time demonstra boa qualidade na troca de passes, principalmente num curto espaço de campo. Parece que Oswaldo de Oliveira finalmente encontrou o seu sistema defensivo ideal. A dupla de zaga formada por Bolívar e Dória é consistente. Marcelo Mattos e Gabriel deram maior proteção à defesa alvinegra, com isso, o trio de meio-campistas ofensivos ganha mais liberdade para atacar sem se preocupar em defender. 

A principal carência do Fogão é o ataque. Ainda falta o centro-avante, aquele cara goleador, que sabe se impor perante os zagueiros. O torcedor botafoguense ri, tira onda, mas sabe que Rafael Marques não pode ser titular do Botafogo. Para o Glorioso ainda faltam umas duas peças principais, mas no geral, o time consegue caminhar bem com as próprias pernas. 

Foi nesse cenário de contrastes que Botafogo e Vasco jogaram na noite de hoje. O resultado? Você já deve imaginar.  

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Com o pé direito


A equipe do Corinthians iniciou sua preparação para o tão esperado Mundia de Clubes hoje, 27, contra o Vasco, no estádio do Pacaembu. E começou bem, derrotou a equipe de São Januário pelo placar de 1 a 0, gol do atacante Guerrero.

Com o resultado o Corinthians permanece na 8ª colocação do Campeonato Brasileiro com 47 pontos. O Vasco chega a sua quinta derrota seguida e permanece com 50 pontos, sendo ultrapassado pelo Internacional e agora está em sexto, correndo o risco de cair para a sétima colocação, caso o Botafogo derrote o Atlético-GO. 

Os próximos 5 jogos do Corinthians também serão de estudos e de preparação para o Mundial. O técnico Tite deve, nessa reta final de campeonato, decidir os jogadores que estarão presentes na competição disputada em Dezembro e também trabalhar alguns aspectos táticos na equipe. O foco, no momento, é com as jogadas de bola parada. A defesa corintiana vem sofrido muitos gols nesse tipo de lance nas últimas partidas e isso preocupa o técnico do Timão. 

O próximo desafio do Corinthians será no Domingo (04/11) contra o Atlético-GO no Serra Dourada. No mesmo dia os vascaínos recebem o Sport em São Januário. 

O JOGO

A partida não teve nada de brilhante para os olhos dos torcedores, porém proporcionou bons lances para ambos os lados. Na primeira etapa, o Vasco começou tentando surpreender os donos da casa com uma marcação forte e avançada. Já o Corinthians parecia mais estudar o estilo de jogo do Vasco, sem forçar muito nas jogadas ofensivas. O lance que teve mais destaque no inicio da partida foi a bela caneta que o meia Marlone, do Vasco, aplicou em Alessandro.


Somente aos 28 minutos a primeira boa chegada do Corinthians ao ataque. O argentino Martinez ganhou uma disputa de bola e ajeito para Guerrero que bateu forte e obrigou o goleiro Fernando Prass a fazer sua primeira grande defesa no jogo. A resposta do Vasco só veio aos 42', quando Fellipe Bastos cobrou uma falta de longa distância e acertou o travessão. Já nos acréscimos Carlos Alberto recebeu um belo lançamento e foi interceptado pelo goleiro Cássio, no rebote Fellipe Bastos tentou por cobertura e mandou sobre o gol. Em seguida, Paulinho deixou Douglas cara a cara com Prass, mas o meia desperdiçou a chance mandando a bola para fora.

A etapa final começou de forma diferente e logo aos 2', Alessandro cruzou para Martinez que cabeceou para uma brilhante defesa de Fernando Prass. Aos 13', Douglas cobrou escanteio e após um bate-rebate dentro da área a bola sobrou para o peruano Guerrero que mandou uma bomba para o fundo das redes, 1 a 0 Corinthians.

A equipe da casa quase ampliou aos 17', quando Douglas foi lançado, driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo para o chute, tocou para a chegada de Martinez que ajeitou para Guerrero chutar sutilmente por cima do goleiro, o zagueiro Douglas quase em cima da linha afastou. Os corintianos ficaram pedindo um pênalti do goleiro vascaíno em Guerrero, mas o árbitro nada marcou. 

Fonte: Estadao.com.br
O Vasco mostrava um grande abatimento dentro de campo e não conseguia esboçar nenhum tipo de reação. O que facilitou muito o jogo para o lado corintiano que passava a administrar o resultado trabalhando a bola. Douglas ainda assustou a torcida do Vasco em uma cobrança de falta que quase encobriu Fernando Prass.

Antes do apito final, o lance que mais se destacou foi a discussão entre o meia Carlos Alberto e o zagueiro Chicão. Os dois jogadores vinham se desentendendo ao longo da partida e chegaram a trocar xingamentos. Ambos foram advertidos pelo árbitro com cartão amarelo.

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O erro dos alvinegros

Planejamento errado. Apenas duas palavras resumem o ano de Vasco e Botafogo. Do lado botafoguense houve uma renovação, a diretoria trouxe um treinador renomado, recheou o meio campo de reforços, mas esqueceu-se dos outros setores. Já do lado vascaíno, manteve-se a base do time de 2011, mas ao longo do ano jogadores fundamentais foram vendidos e não chegou nenhum reforço à altura.

BOTAFOGO

Hoje, com 47 pontos, o Botafogo ocupa a sétima posição no campeonato brasileiro. E só não está na zona da Libertadores porque tanto o treinador, quanto a diretoria erraram nas decisões. O time passou mais da metade do campeonato brasileiro sem um atacante. O treinador Oswaldo de Oliveira também ficou muito aquém do esperado. Com péssimas indicações de reforços e um fraco rendimento como técnico, Oswaldo não é mais bem quisto entre a maioria dos torcedores alvinegros. O treinador barrou Loco Abreu, alegando que o mesmo não se encaixava no esquema, mas trouxe Rafael Marques para ocupar a vaga do uruguaio. Outro reforço foi o meia Vitor Jr., que mais se destacou pelas noitadas no Rio.



A diretoria por sua vez reforçou muito bem o meio campo com Seedorf e Lodeiro, mas deixou um buraco na defesa e no ataque emprestando Caio, Abreu, Alex e vendendo Herrera. Além de sofrer muito com lesões. A solução foi recorrer à base; Dória, Jadson e Gabriel são os bons nomes que despontaram ao longo do campeonato. Mas ainda assim o time sofreu com os gols bobos e a inoperância ofensiva. Só agora na 32ª  rodada é que o Botafogo parece ter encontrado o seu centro-avante, o jovem atacante de 18 anos, Bruno Mendes. Agora o Botafogo corre atrás de uma diferença de oito pontos para o São Paulo, para poder entrar na zona da Libertadores. É tarde, não impossível, mas improvável.

VASCO

Já o Gigante da Colina ocupa a quinta colocação com 50 pontos. Inicialmente comandado pelo técnico Cristóvão Borges, o Vasco fez uma boa campanha na Libertadores, mas acabou eliminado num fatídico lance que ficará na memória de todos os vascaínos e corintianos, o chute de Diego Souza. Diego Souza esse que foi vendido para o mundo árabe, deixando como dono da camisa 10 o questionado Carlos Alberto. O volante Rômulo e o lateral-direito Fágner também foram vendidos. 

Perdendo peças importantes do time titular, a diretoria trouxe apenas Jonas, do Coritiba, para ocupar o vazio deixado na lateral. Com as negociações e os desfalques por lesões ou cartões, o Vasco perdeu força e aos poucos foi caindo no campeonato. Agora com o técnico Marcelo Oliveira, tenta ressurgir no brasileirão. A torcida protesta contra a diretoria, questionando sobre o dinheiro das negociações e a ausência de reforços.

O fato é que o Gigante da Colina ainda tem chances de se classificar para a Libertadores, mas sem o apoio da torcida e o fraco futebol apresentado em campo, fica difícil.

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Paciência!

(Foto: Alexandre Loureiro/Site LanceNet)
Oswaldo de Oliveira: "Tem que ter paciência com o Seedorf!"
Não, não caro Oswaldo! O Seedorf e a torcida do Botafogo é que devem ter paciência com o senhor. O cara chegou recentemente, veio para jogar!! Já quis treinar no primeiro dia, tem um currículo invejável, uma dedicação fora do comum nos treinos e um profissionalismo exemplar dentro e fora de campo. E o senhor vem à imprensa para pedir que tenham paciência?! Não professor!

Botafogo e Vasco fizeram um bom primeiro tempo ontem. O Vasco com o seu time sempre arrumadinho, revezando com Juninho Pernambucano titular e Felipe no banco, Carlos Alberto voltando a atuar de forma mais presente em campo. Diego Souza vai fazer falta, mas ainda dá pra quebrar um galho com os dois maestros do time.

Bola na trave, defesas difíceis, chutes rente à trave... Um bom jogo. Levando em consideração que os últimos clássicos cariocas deixaram muito a desejar, esse último Vasco e Botafogo foi regular.

(Foto: Bruno de Lima/Site LanceNet)
A badalação da chegada de Seedorf aos poucos vai acabando. O cara não é Garrincha e nem Pelé. Joga muita bola, é inteligente, tem visão de jogo, passes quase impecáveis. Mas futebol é coletivo. Nesse atual esquema do Botafogo, nem Seedorf, nem Elkeson, nem Andrezinho podem fazer alguma coisa. Enquanto no Vasco, mesmo sem Diego Souza e Fagner, os jogadores sabem qual o posicionamento de cada um, sabem que terão cobertura na marcação, sabem que o esquema tático é básico, mas é eficiente. Já no Botafogo, ninguém sabe onde começa a marcação, onde o atacante (?) estará posicionado, tem um bando de meias correndo aleatoriamente pelo meio campo, mas a bola não chega lá na frente, não chega redonda para a finalização. E quando chega lá atrás, a defesa toma sufoco, qualquer ataque é perigoso, qualquer investida consegue derrubar a frágil marcação botafoguense.


(Foto: Alexandre Loureiro/Site LanceNet)

Futebol é básico, quem sabe jogar bola faz a diferença. Vejamos Juninho Pernambucano sentado ou deitado na área botafoguense, teve raça e deu assistência para o gol. Aos 41 minutos do segundo tempo. Com 37 anos. Não precisa dizer mais nada. A paciência não é com o holandês.

No clássico de ontem, ganhou o time que joga simples, com paciência.

Vasco da Gama, no 4-4-2 "basiquinho"    1x0    Botafogo, no nipônico inventivo 4-2-3-1 (ou melhor, 4-6-0)

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Décadas depois, a luta do Vascão continua: Hoje é o dia!

“Macaco!”, “Macaquito!!”. Santa ignorância. Semana passada o Vasco da Gama foi ao Paraguai enfrentar a equipe do Libertad, pela terceira rodada da fase de grupos da copa Libertadores. Um jogo para qualquer vascaíno ficar p... da vida com arbitragem e torcida local. Mas, enfim, o jogo acabou 1x1, arbitragem tem sempre essa polêmica de favorecer uns e outros, então o que foi a gota d‘água para os cruz-maltinos? A santa ignorância da torcida paraguaia em discriminar os zagueiros Dedé e Renato Silva, chamando-os de “Macacos”.

Novamente vêm à tona as características banais do ser humano. E é principalmente no futebol que, podemos enxergar melhor esses instintos. Por quê? Porque o futebol mexe com a emoção do homem, mexe com a ferocidade, alegria, violência e ódio, entre outros. Então se o Libertad ta levando uma puta pressão do Vasco, qual é o meio que o torcedor encontra para desestabilizar o adversário? Sendo racista. O que é absolutamente inaceitável. Novamente o preconceito entra em jogo. E eu repito: em pleno ano de 2012, nós ainda somos obrigados a ver esse tipo de atitude nojenta. Todos são iguais, independente da cor, todos somos seres humanos dignos de respeito.

E foi logo diante do Vasco da Gama que, os torcedores paraguaios resolveram cometer esse ato racista. Pois bem... Hoje é o dia do jogo de volta. Hoje é o jogo decisivo para o Vasco na Libertadores, em termos de classificação. E hoje também é o dia da torcida cruz-maltina reacender a luz que brilha na história do Vasco. Após os atos racistas, a torcida do Vasco prometeu resposta. Vejam bem, eu disse ‘resposta’, não vingança. A própria torcida já se mobilizou, com promessas de faixas, mãos e rostos pintados de branco e preto, canções a entoar no São Januário, entre outras coisas mais.

Esperamos que, hoje, o Vasco honre em campo, e fora dele, suas glórias e sua maravilhosa história contra o racismo. A missão do Gigante da Colina é ficar mais próximo da classificação. E a missão da torcida vascaína é ajudar o seu time a conseguir a vitória. De brinde, hoje os paraguaios ganharão uma aula antirracismo. E de preferência, que o ‘Mito’ possa retribuir o ‘carinho’ recebido no jogo de ida, com o que sabe fazer de melhor. Ficamos então à espera de um jogão e, principalmente, de uma linda festa em São Januário.



A luta continua Vasco!





*Crédito foto: (Gilvan de Souza)

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Libertadores x Carioca = Copa do Brasil

Hoje (18) no Engenhão, Botafogo sem Abreu e Vasco sem Dedé. Um clássico ruim? Claro que não. O começo do jogo foi meio truncado, mas nada que desanimassem os poucos torcedores no Engenhão. Como de praxe, o campeonato Carioca vem se mostrando incrivelmente fraco e patético principalmente quando tratado de público. O técnico Oswaldo de Oliveira contava com uma boa atuação de Fellype Gabriel, mas não com uma atuação perfeita do meia.

O time do Vasco até que tentou, mas a cabeça do Gigante da Colina definitivamente não estava no campeonato Carioca. Não que eu esteja desmerecendo a vitória do Botafogo, pelo contrário, deu valor ao jogo, se impôs no campeonato e botou fogo na tabela. O jogo teve altos e baixos. Mas quem realmente se sobre saiu foi o Botafogo. Como se não bastasse abrir o placar, o goleiro Jefferson ainda pegou um pênalti batido por ninguém menos que Juninho Pernambucano. Provando mais uma vez que não vive apenas de uma “boa fase”, mas sim, de uma carreira brilhante. Restam aos incompetentes da CBF acordarem para a realidade e aprenderem a convocar seleções dignas do Brasil. A equipe Vascaína ainda nervosa por conta da taça Libertadores da América, vem mostrando muito nervosismo nas suas atuações.
 
No clássico de hoje, tivemos um Botafogo centrado no campeonato local, e um Vasco com a cabeça na próxima quarta-feira diante de uma Libertadores extremamente pressionada. Mas campeonato nenhum justifica o outro. Hoje o Botafogo foi melhor, foi eficiente e colocou em prova as qualidades individuais. Mesmo sem Loco Abreu, o time da estrela solitária fez valer o clássico e jogou para ganhar. E o Vasco sem Dedé, mostrou uma zaga frágil e principalmente sem objetivos num campeonato regional sem comparação com uma Libertadores.

Ainda assim... O campeonato Carioca não pára. E nesse domingo, o clássico foi da estrela solitária. Botafogo 3x1 Vasco. Era tudo o que o Botafogo precisava para ir com tudo na Copa do Brasil. E um clássico totalmente fora de hora para o Vasco, que tem no meio de semana, uma pedreira na “Liberta”.

Nesse clássico sem temperos, venceu o time que mais aproveitou. Que venha a Libertadores, e que venha a Copa do Brasil.

Abraço,

P.V.

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