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Espanha e Itália decidem Euro 2012.



Definiu-se a final da Eurocopa: Espanha e Itália se enfrentarão neste domingo, e pelo futebol que a Azzurra mostrou contra a Alemanha, a decisão não tem favoritos. A seleção que ocupa o topo do ranking da Fifa ainda não apresentou um futebol de encher os olhos e a Itália chegou à competição com problemas; apesar disso, as duas mostraram  que nunca devem ser subestimadas e farão o encerramento da Euro 2012, que teve jogos e histórias incríveis.
A atual campeã enfrentou Portugal nas semifinais e não foi um jogo fácil, o time de um dos melhores jogadores do mundo jogou de igual para igual com a fúria e levou a decisão para os pênaltis, onde o mais famoso português ficou por último nas cobranças. Nem deu tempo de Cristiano Ronaldo cobrar, pois com dois pênaltis não convertidos, o máximo que Portugal faria eram 3 gols, mas Fábregas cobrou para fazer o 4º, último e decisivo gol da fúria.
A Itália não era favorita contra a Alemanha, o jovem time de Joachim Low está entrosado, ofensivo e talentoso desde a Eurocopa passada, e era um dos principais favoritos ao título esse ano. Invictos e com 100% de aproveitamento desde as eliminatórias, a Alemanha vinha muito forte, mas para a infelicidade deles, a Azzurra veio ganhando força e contou com um Mario Balotelli mais que inspirado. O excelente jogador se tornou o herói do dia (vilão para os alemães) ao fazer os dois gols da vitória italiana. No fim do segundo tempo os alemães converteram um pênalti e até o goleiro Neuer virou atacante, mas, apesar do empenho louvável, o resultado acabou no 2x1.

A Espanha é, basicamente, um misto de dois dos mais fantásticos times do mundo: Barcelona e Real Madrid, e já está mais que provado o talento de seus jogadores, pois não é à toa que a seleção foi campeã na África do Sul e está buscando o bicampeonato seguido na Eurocopa, fato este nunca visto; mas a Itália também tem excepcionais jogadores e fez uma semifinal que foi um dos mais incríveis jogos do campeonato. Portugal e Alemanha tiveram seus méritos, jogaram muito bem no decorrer da competição e são ótimas seleções, mas a final tem tudo para ser um verdadeiro espetáculo, pois terá dois times que fizeram por merecer e vão buscar com todas as forças o título.

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Corinthiano, maloqueiro e sofredor


Não podia ser fácil. Não podia ser 20 minutos do primeiro tempo. Não. Tinha que ser aos 40 da segunda etapa. O cara entrou no domingo e meteu dois gols no maior rival, sendo um deles de letra. O cara entrou hoje e com um simples toque fez metade de um país vibrar e a outra metade odiar. Porra Corinthians!

La Bombonera lotada, pouco mais de 2 mil corinthianos, mais de 40 mil argentinos. A catimba de sempre. O Professor Adenor com certeza já havia chamado a atenção para o “fala muito” dos hermanos. Primeiro tempo quase impecável do time alvinegro, sim, quase impecável. Marcação precisa, atacando quando tinha a posse da bola. Mas na Libertadores, se tratando do Corinthians, nada é fácil. O Jorge Henrique tinha que se machucar, o clube paulista não podia jogar melhor em plena a Bombonera. Por que? Porque é Corinthians na Libertadores.

Queiram reparar que o Corinthians vem invicto na Taça Libertadores. Isso mesmo, invicto! Para quem pensava que o time ia “arregar” no temido estádio argentino, se enganou. Não, não sou adepto de time argentino, sou brasileiro, azulino de coração e botafoguense por paixão. Hoje, querendo ou não, o Corinthians foi o Brasil. Hoje é o dia não do título, mas sim da vitória. Sim, vitória. Pois muitos outros times brasileiros desistiriam após aquele gol do Boca. Mas não. Não o Corinthians. Por que? Porque é Corinthians na Libertadores.

É o título que falta. É a raiva que os rivais fazem quando perdem. É a mais desejada e obcecada taça que um torcedor já pôde querer. São mais de 30 milhões, mais de 30 milhões apaixonados e definitivamente loucos. Não, eu não sou corinthiano.

Corinthiano, maloqueiro e sofredor.
Corinthiano na raça de toda essa Libertadores, chegar ao último jogo da final invicto, com um elenco sem estrelas, aliás, com uma estrela, a torcida.
Maloqueiro, tomar o gol e jogar o sinalizador no campo. Porra, acorda Corinthians!
Sofredor, empatar aos 40 do segundo tempo, com um gol do reserva, estreante. Sai “Zica”!!!

A temida Bombonera já ficou para trás, e os hermanos ficaram loucos de raiva. Não teve arbitragem e nem pressão que interferisse na partida. Agora temerão o Pacaembu e o seu bando de Loucos. Ninguém merece mais esse título que o Corinthians. É agora ou nunca.


Vai Corinthians!

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Começou!


Enfim, o torcedor azulino pôde ver o seu time estrear pelo Campeonato Brasileiro da quarta divisão, a famosa Série D. Após todo o imbróglio envolvendo o Brasil-RS, Treze-PB e outros clubes, finalmente, pelo menos a série D foi liberada.

O CSA teve praticamente um mês para tirar proveito dessa paralisação e colocar a casa em ordem. Do campeonato Alagoano ficaram as principais peças: Flávio, Leandro, Jucemar e Washington. Infelizmente a diretoria maruja não manteve o atacante Rony que, apesar de ser limitado, se identificou com o clube e a torcida e vinha fazendo seus gols, e isso é o que importava. Para o lugar do atacante Rony, foi contratado um velho conhecido da torcida azulina, trata-se de Paulinho Macaíba, campeão Alagoano pelo próprio CSA em 2008. Foram contratados os dois laterais do Corinthians-AL, o zagueiro Sinval, outro velho conhecido da torcida maruja, e uma aposta, o camisa 10 Ronaldo, prata da casa do Corinthians Alagoano.

Com as contratações feitas e a manutenção do treinador, o CSA pôde fazer a sua “pré-temporada” enquanto a CBF não se entendia com os clubes. E enfim, ontem (24/06) o torcedor finalmente viu o Azulão em campo. Diante de um Vitória da Conquista que também vinha remodelado, o Centro Sportivo Alagoano fez a sua estréia na quarta divisão nacional. Apesar da chuva que caiu na tarde deste domingo em Maceió, a torcida Azulina mostrou mais uma vez a sua paixão e esteve presente em bom número no estádio Rei Pelé; tinha tudo para ser uma grande festa e um grande público, mas São Pedro resolveu estragar os planos de São João. Uma pena.

O time escalado pelo técnico Lorival Santos foi o seguinte: Flávio, Leandrinho, Leandro, Adalberto e Fabiano; Sinval, Jucemar, Celico e Ronaldo; Washington e Paulinho Macaíba. De baixo de chuva, o árbitro deu início à partida. Num primeiro momento pode-se dizer que o time do Mutange estava ansioso, mas logo foi possível identificar os principais erros. Primeiro: Sinval improvisado de volante; não dá para saber como o técnico Lorival Santos teve essa ideia, pois Sinval estava perdido em campo e também nervoso, não demorou muito para fazer uma falta boba e receber cartão amarelo. Segundo: Washington no ataque e Paulinho Macaíba como centro-avante. Ainda assim o CSA manteve a postura ofensiva, mesmo de forma desorganizada, a equipe azulina conseguia atacar.

Fonte: Gazetaweb.com
A grande e grata surpresa, Ronaldo, fez dois gols no final da primeira etapa, o que deu tranquilidade ao Centro Sportivo Alagoano. No segundo tempo, saiu Sinval pendurado para a entrada de Levi. E logo de cara Paulinho Macaíba fez o terceiro. Jogo fácil, 3 a 0 com 10 minutos do segundo tempo, ta tudo ganho... Que nada! Somando uma alteração bizarra de Lorival Santos, mais a reação dos jogadores azulinos, com a atuação simplesmente horrorosa do árbitro pernambucano, tivemos quase uma catástrofe no Rei Pelé.

Primeiro a alteração: sai o lateral direito Leandrinho para a entrada do volante Guêba. Segundo: as reações de Paulinho Macaíba e Jucemar; o primeiro recebeu um amarelo por simulação, depois recebeu o segundo amarelo e consequentemente o vermelho por, segundo o árbitro, colocar a mão intencionalmente na bola; já Jucemar foi expulso de maneira totalmente infantil, em dois lances de impedimento, por duas vezes chutou a bola para longe após o apito do árbitro sinalizando a infração. Resultado: um CSA totalmente desorganizado com dois a menos. Ainda deu tempo para o árbitro cometer um show de lambanças para ambos os lados. O jogo acabou e tanto CSA, quanto Vitória da Conquista saíram emburrados com o juizão.


Fonte: Gazetaweb.com
O Azulão começou com o pé direito, mas ao mesmo tempo com o esquerdo. Conquistou os três pontos, o que é fundamental, mas em consequência tem dois desfalques importantíssimos para o próximo jogo. É preciso que os jogadores tenham tranquilidade e maturidade numa competição como essa, principalmente porque os árbitros costumam errar de maneira escandalosa, ou quase, digamos... Tendenciosa. E o treinador Lorival Santos tem que parar de inventar, competição de tiro-curto não se pode dar ao luxo de errar, ainda mais por capricho.
A série D começou! E o CSA já é líder do grupo A4. Alagoas saiu na frente.

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Com a Cara do Tite.

O leitor deve estar pensando a razão do título da postagem de hoje. Vou tentar explicar porque pensei assim. Tenho certeza absoluta que o Corinthiano ontem estava confiante, mas não mais que os Santistas. A razão é até meio óbvia, afinal de contas, o time em que jogam Neymar e Ganso não pode ser não considerado favorito. Tudo bem que o Ganso voltava de lesão e Neymar vinha de atuações medianas na Seleção. Quando pelo Santos eles se transformam, se superam sempre.

O Corinthians por sua vez depositava suas esperanças na sua única estrela: a do conjunto. Aí é que, para mim, brilha a estrela do seu Adenor. Para mim, ele é o principal responsável por essa estrela. Ele foi capaz de transformar simples jogadores operários em verdadeiros executivos. A tal da "jogabilidade" tão falada. Vejam só a bola que está jogando o Leandro Castán, por exemplo. O Corinthians, por falta de opções mesmo, não joga com um centroavante, contrariando a lógica do futebol brasileiro. Faz falta? Sim, faz. Mas isso pode ser trabalhado. Então Tite fez do ataque um verdadeiro carrossel, tamanha a movimentação dos avantes. Se não tivesse sido expulso ontem, Emerson teria sido impecável. Paulinho esteve impossível mais uma vez, assim como o Ralf.

Aí você se pergunta do Neymar. Jogou? Jogou, mas pouco fez. Bem marcado, assim como o Ganso, não fez uma única jogada sequer. Daí, podemos tirar a conclusão de que você pode ser bom sozinho, mas dificilmente será melhor que todo um conjunto, ainda mais quando esse conjunto for com a alma desses corintianos quando empenhados da maneira que estiveram.

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Televisões abertas, transmissões pífias.


Como todos sabem, está havendo a Eurocopa, e eu não venho aqui falar especificamente sobre os jogos, e sim sobre as transmissões. Estou assistindo na TV aberta, e todos os dias fico mais irritada; durante o jogo de agora entre França e Inglaterra, o narrador e o comentarista mostraram uma parcialidade enorme, falando apenas dos méritos franceses e das falhas inglesas; os Blues foram melhores, mas a Inglaterra não é uma seleção qualquer e creio que montaram um bom time, mesmo com suas limitações. E um fato interessante é que tanto o gol inglês como o de empate da França saíram de jogadores do Manchester City, um time da terra da rainha.
No primeiro tempo, quando o jogo estava bem equilibrado, fizeram críticas ao goleiro Joe Hart, mas até eu sei de sua qualidade, afinal, ele foi eleito o melhor do campeonato inglês. Acho que os profissionais esqueceram-se de pesquisar um pouco mais a respeito dos jogadores que duelariam; isso ficou ainda mais claro quando o comentarista dificilmente falava o nome dos jogadores e seus respectivos times, apenas falava o número da camisa. Além disso, antes da transmissão foram falar sobre o famoso Steven Gerrard e colocaram uma foto de um jogador português!
É uma pena nós termos tantos programas e transmissões ruins nas televisões abertas, os narradores não falam os nomes corretos dos jogadores, nem tão pouco seus times e mostram inexperiência com relação ao futebol internacional, ao darem várias informações incorretas. Lamentável ver como há descaso; e isso não é de agora, há tempos que quem gosta mesmo de futebol fica decepcionado ao ver programas da TV aberta.

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Ganhou, e com autoridade.





César Pita, Henrique e Rodrigo Cortez
Ontem, no Estádio Rei Pelé, eu particularmente pude desfrutar de uma das minhas melhores experiências acadêmicas de todos os tempos. Afinal de contas, a primeira visita a uma cabine de rádio, para a transmissão de um jogo ao vivo, a gente não esquece. Não só pela experiência em si, mas também por ter tido a honra de poder acompanhar o trabalho de pessoas como o grande César Pita, do super competente Rodrigo Cortez e eficiente Fernando Flores, o popular argentino. Mais uma vez, a equipe do Pajuçara Futebol Clube deu um  show de transmissão, mas dessa vez, dividiu os méritos com a equipe regatiana que proporcionou ao seu torcedor, um belo jogo.
Fernando Flores, o Argentino

O adversário era o Atlético Paranaense, talvez o visitante mais ilustre que o Rei Pelé poderia receber nessa Série B de 2012. Durante a transmissão, César Pita falava que "esse time do Atlético só está de passagem pela série B", e acredito que seja isso mesmo. Uma equipe com história, campeã brasileira, finalista da libertadores, mas que não atravessou um bom momento no ano passado, e acabou caindo. Mas nem tudo isso fez, infelizmente, com que o torcedor do CRB comparecesse em grande número no Trapichão.


 Antes do início da partida, o Presidente regatiano Marcos Barbosa falava que o time precisa do apoio da torcida, pediu para que ela comparecesse em maior número nos outros jogos. Vamos torcer para que isso aconteça, afinal de contas esse apoio é fundamental para as pretensões do time esse ano. E o time está merecendo.


Prova disso foi o belo jogo de ontem. Eu disse outras vezes "o time não é ruim", e finalmente ele pode provar isso. Logo aos 20 segundos de jogo o atacante Preto, que era dúvida antes da bola rolar, acerta um chute de rara felicidade e abre o placar do jogo com um verdadeiro golaço. Depois disso, se via um Atlético perdido, envolvido na marcação, sem conseguir jogar. O uruguaio Liguera, que jogou como articulador do time paranaense, nada pode fazer com um voraz Roberto Lopes em sua marcação. A verdade mesmo é que o time não foi nada sem as presenças de Paulo Baier e Guerrón. Melhor para o CRB, que conseguiu se impor o jogo inteiro, não oferecendo contra-ataques perigosos, sabendo cadenciar bem a partida. Além de Roberto Lopes, todo o sistema defensivo do CRB merece ser elogiado, fizeram uma grande partida. Rodrigão comandava bem a zaga até ser expulso injustamente, Jadlson estava sempre perigoso em suas subidas ao ataque e, mais uma vez, Elsinho foi o diferencial do time. Jogando como um verdadeiro ponta, o camisa 2 bem poderia ter jogado com a 10, tamanha foi a sua participação no ataque. Com boas jogadas, e uma atuação maravilhosa (que lhe rendeu o prêmio de melhor jogador em campo), o lateral regatiano foi presenteado com um belo gol no segundo tempo, fechando o placar e garantindo a vitória.


Agora, o próximo compromisso é fora de casa, diante do ABC, em Natal-RN. Sair de casa, com uma vitória sobre o Atlético Paranaense dá uma moral enorme para a equipe alagoana. Me arrisco a dizer que, se o CRB jogar todas as outras partidas, com o mesmo ímpeto, a mesma vontade e a mesma garra que jogou contra os paranaenses, sua permanência está garantida. Agora, mais uma vez eu falo, o time não pode jogar sozinho. O torcedor tem que ajudar, tem que comparecer. O 12º jogador existe sim, e é muito importante na caminhada de um clube, e tem que aparecer independentemente do momento da equipe. Está lá nas vitórias é muito fácil. O verdadeiro torcedor estará lá sempre.




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Rola a bola na Euro 2012.


                   Começou a “Copa do Mundo sem Brasil e Argentina”, e o famoso “grupo da morte” dessa vez veio bem caprichado. Tivemos nesse sábado os jogos do cruel grupo B, que tem Alemanha, Dinamarca, Holanda e Portugal; dos quatro times excelentes, a Dinamarca era tida como a mais fraca, mas não foi o que se viu no jogo de estreia, pois, apesar de ter sofrido pressão da Laranja Mecânica, foram os dinamarqueses que saíram com os três pontos.
                Iniciando o segundo dia de Eurocopa, a Holanda era tida como favorita até pelo técnico da seleção adversária, contudo, o ataque holandês não foi eficiente o bastante: a seleção teve mais chutes a gol, jogou mais no ataque e teve mais posse de bola, mas deparou-se com um adversário bem estruturado na defesa e que não desperdiçou as chances contra-ataque. Resultado: Dinamarca 1x0 Holanda. Já no outro confronto do grupo B, o jogo foi mais equilibrado e houveram mais chances de gol para os dois times, contudo, esse equilíbrio acabou quando Mario Gomez fez o único gol da partida.
                Nos jogos de abertura, que ocorreram na sexta feira, a anfitriã Polônia só empatou com a Grécia e a Rússia assumiu o topo da tabela ao golear a República Tcheca por 4x1, com direito até a golaço.

                Ainda é cedo, mas, sem dúvida, a Euro 2012 nos trará vários jogos repletos de emoções e surpresas.

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Vontade x Inexperiência




E finalmente a Seleção Brasileira teve uma grande atuação. Depois de muito tempo fiquei satisfeito com o que vi em um jogo do Brasil. Perdemos sim, mas jogamos muita bola! 

11 moleques dentro de campo para disputar o maior clássico das Américas e não se intimidaram. Foram pra cima, abriram o placar, tomaram a virada ainda no primeiro tempo, voltaram para a segunda etapa focados e colocaram o Brasil novamente à frente do placar, mas sofreram outra virada. No final 4 x 3 no placar, uma derrota que não deixa aquele sabor amargo, pois o placar não diz tudo sobre um jogo de futebol. E nessa partida, esses garotos foram guerreiros. Jogaram um futebol que dá gosto de se ver, mostraram garra e vontade e a derrota pode muito bem ser explicada pela inexperiência dos jogadores que compõem à equipe do Brasil.

A dupla de zaga Juan e Bruno Uvini era a preocupação antes do jogo. Dois garotos com a difícil missão de parar Messi e cia. Os considerados mais experientes em campo pelo lado brasileiro eram Marcelo, Sandro e Hulk. O que deixa óbvio a inexperiência da seleção Brasileira. A vitória da Argentina foi construída através de erros infantis cometidos pelo Brasil, mas que não nos dá o direito de condenar um ou outro jogador. Também não podemos destacar apenas um jogador brasileiro pela bela atuação de hoje, pois a luta da seleção se fez em conjunto. 

Lionel Messi só afirmou para nós e para esses garotos que não pode ficar livre para arrancar nem apenas uma vez sequer, quanto mais três em um jogo, como aconteceu hoje. Ele decide! Mas pensa um pouco. Perdemos para nós mesmos. Não foi o Messi que destruiu o jogo. Nada disso. Dominamos o primeiro tempo, abrimos o placar, mas cometemos duas falhas defensivas idênticas e o resultado foi dois gols de Messi. Mas nada de pânico, ao contrário, a seleção continuou bem tranquila na partida, a Argentina jogava sempre nas nossas falhas. Não foi surpresa quando viramos o jogo, Oscar e Hulk estavam muito bem na partida e tiveram a felicidade de balançar as redes. Veio o momento de ter calma e saber administrar um pouco mais a partida. Mas surgiu um bendito de um escanteio e o empate dos hermanos. E aí? Não se abateram, tiveram outras chances de colocar o Brasil na frente, mas voltaram a repetir o erro de deixar Lionel Messi avançar sozinho, aí meus amigos, já sabem, o cara não perdoa, colocou a bola na gaveta, um golaço. Um erro apenas, mas que se repetiu mais do que devia em um único jogo. Não vi qualquer outro jogador argentino se destacando taticamente, dando show como muitos estão dizendo, o que realmente aconteceu foi que, se aproveitaram de erros nossos para matar a partida.

O que é claro, temos uma seleção em formação. Não está pronta, mas está começando a tomar um rumo. E se nos outros jogos vi uma seleção apática e previsível, com jogadores que se mostravam indignos de vestir aquelas camisas, que já pertenceram a tantos craques, hoje me mostraram que podem sim, honrar a camisa da seleção Brasileira e isso me deixa muito animado.


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Eurocopa - extracampo


Antes do futebol, comento um pouco do extracampo:

Isso porque é de extrema relevância os fatores que podem voltar a atenção dos torcedores para o lado não esportivo da competição. Lamentavelmente os índices de manifestações declarando preconceito racial na Ucrânia e na Polônia são alarmantes. Dentro dos estádios, tornou-se comum torcedores ofender jogadores com gritos similares a “urros de macacos” e atirando objetos, como bananas, no gramado. Como forma de evitar essas atitudes em uma época de tanta celebração para os adeptos do futebol que estão na Europa, o presidente da UEFA já anunciou uma medida para ser adotada pelos árbitros em caso de discriminação, por parte dos torcedores, no estádio: 
A) No primeiro ato o jogo poderá ser paralisado por tempo indeterminado;
B) Em caso da ofensa persistir o jogo poderá ser suspenso.

Outro fator, que pode chamar atenção fora dos gramados é o grupo ativista ucraniano (Femem). O grupo é facilmente identificado por sua forma pacifica e apelativa de protestar. Suas integrantes mostram os seios com inscrições pintadas em seus corpos para chamar atenção das pessoas. Desta vez, elas são contra a ocorrência da EURO-2012 por que, segundo elas, este evento aumentara os índices de prostituição nos países que a sediam.

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Por enquanto, só "rachão"...


É fato: A seleção brasileira ainda não encontrou seus 11 iniciais, porém está próxima! A derrota para o México, ontem, tem importância menor do que se imagina, pois pode significar apenas um caso isolado. O primeiro gol dos mexicanos foi cravado após boa jogada individual de Giovanne dos Santos, com um chute de vídeo game por cima do goleiro Rafael. É difícil criticar a zaga brasileira nesse lance, pois jogada individual não representa uma falha constante da zaga. Aliás, a defesa brasileira não esta ruim, mas a lateral sim. Marcelo mostra confiança e possivelmente deve permanecer como titular, porém Danilo... O ex-jogador do santos falhou no jogo passado contra os Estados Unidos, em lance individual, complicou o lance para T. Silva e Rafael e ocasionou o gol do adversário. 2 jogos, 2 falhas individuais de Danilo. Em uma seleção tão competitiva como a “canarinho” não há espaço para jogador que desperdiça sua chance.

Existe ainda uma possibilidade de melhora para o ataque. A formação com 3 atacantes, sendo Leandro D. o “homem de área” mostra eficiência no ataque. Grandes jogadas de Neymar, grandes jogadas de Hulk, mas nada espetacular de Damião. Por mais que o camisa 9 colorado jogue bem por seu clube, e que faça bons jogos pela seleção, não mostrou ainda que o Brasil precisa dele no ataque; que a vaga é dele. Talvez essa seja a nova oportunidade para Alexandre Pato, que se não fosse as lesões, era o titular. Mas no Milan, Pato não é “homem de área”, é um atacante bem aberto. Então para que mudar isso na seleção? Nesse caso, Pato poderia virar um reserva imediato para Hulk e Neymar, e a formação poderia ser trocada para um 4-2-2-2 (zaga tradicional – 2 volantes – 2 meias – 2 atacantes) para possibilitar a entrada de Lucas Silva no meio campo, ao lado de Oscar.

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O problema em não saber reagir.

Na noite desta última sexta, o CRB foi a campo contra a equipe do Goiás, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Para o torcedor regatiano, existia a confiança pelo resultado positivo que o time conseguiu na última terça, mas em contrapartida todos sabem que ganhar do Goiás lá dentro não é mole, principalmente quando ainda se joga sem confiança. Apesar de que, quando o jogo começou, o fator confiança surpreendeu a todos, mas de maneira bastante positiva.

Quem começou o jogo devagar foi a equipe goiana. O CRB começou bem, segurando bem o jogo, arrumando bem os contra-ataques e, em alguns lances, levando perigo real a meta esmeraldina. Em uma jogada de bola parada, Jadilson quase surpreende e em um "balão" despretensioso do goleiro Anderson, Preto quase fez. Depois disso, o lance capital: Com o CRB de certa forma mandando na partida, eis que em uma jogada polêmica, o Goiás abre o placar. Após o escanteio, Ramon -impedido- arruma para Iarley, que tocou para o zagueiro Rafael Tolói abrir o marcador. Goias 1 a 0.

Depois disso, o jogo acabou para o Galo. Nervosa, a equipe deixou de trabalhar a bola, de tentar contra-ataques e se acuou de tal maneira que só o Goiás passou a jogar. E a equipe goiana só não fez mais porque não quis. No segundo tempo, só jogavam os de verde, desde o começo do jogo. O Galo deu sorte porque os atacantes deles são ruins, brincaram de perder gols. Jogadores como Elsinho e Wanderley, que sempre são válvulas de escape dos regateanos, foram presas fáceis para a defesa goiana e acabaram substituídos. O Preto amarelou, e Paulo Victor pouco fez.

Falta calma a equipe alagoana. Temos que por na cabeça de que não somos tão pequenos assim, temos nosso potencial. O CRB se não se assustasse ontem, poderia ter saído de Goiás com pelo menos um empate. Nós sabemos que a equipe tem mais bola que isso, nós vimos isso na terça. Temos que acabar com esse fantasma de jogar fora de casa, de não saber se portar em campo. Já disse e repito: o time não é ruim, só precisa ser trabalhado, principalmente o psicológico. Resultados como esse não podem acontecer, não da maneira que foi. Se continuar assim, o destino será certo, mesmo no início do campeonato. Já são 4 jogos e 3 derrotas. Sábado será o Atlético Paranaense, um novo jogo, em casa. Logo não admitirá essas falhas. Se for para perder, que perca lutando, e não sendo apático.

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