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A família Scolari: Os netos do paizão

Ao falar da seleção, há um jogador em especial que eu gostaria de discutir. Titular absoluto do Chelsea, David Luiz era "desconhecido" para boa parte dos brasileiros enquanto atuava no Benfica, apesar de já ser destaque na Europa. Sua ida para o Chelsea lhe deu mais visibilidade e sua ida para a seleção o popularizou entre os brasileiros. Excelente zagueiro, hoje, David Luiz é titular absoluto do Chelsea. Ganhou prêmios individuais, tais como principal jogador do campeonato português temporada 2009/10, destaque do mês na premier league e bola de prata no mundial de clubes.

Bom, excelente. Na base do São Paulo e do Vitória, David Luiz chegou a atuar como um "camisa 10", ofensivo, distribuidor, habilidoso... Mas suas qualidades defensivas o tornaram o grande zagueiro que é hoje.

Bom, a partir dai surge minha dúvida. Ele chegou a seleção merecidamente por suas atuações e por seus prêmios. Mas é nosso titular absoluto? Dante surgiu como desconhecido, inclusive na Europa seu nome era pouco falado, mas chegou ao Bayern. Lá, tomou conta da zaga e concertou tudo! A zaga melhorou, Tomando menos gols. Dante ficou ainda mais constante e é considerado pelos fãs e pelo técnico Jupp H. como principal zagueiro do clube. O xerife.

Bom, a partir daí creio que a discussão deva ficar para Felipão e para vocês leitores... Dante me parece ser melhor na marcação que D. Luiz, embora não tenha a mesma capacidade para sair jogando. Não seria melhor deixar Dante na zaga e fazer de David Luiz uma opção no banco? podendo entrar tanto como volante, como zagueiro? Me pergunto se Dante fosse contratado pelo Chelsea, seria titular? E se David fosse pelo Bayern, seria titular? Bom, as respostas a essas perguntas são com vocês...

Voltando ao mundo da seleção.... Chamar Jô para o lugar de Daminhão??? Um atleta que nem pode ser testado? Dizem que os problemas psicológicos de Luis Fabiano o impossibilitam ser chamado para a copa, para não ser expulso... Bom, não vi isso acontecer quando Dunga comandava a seleção e optou por ele como dono da "amarelinha 9". Em fim... não há só o "fabuloso"... Cade o Diego Costa agora? Pelo menos foi testado...

Vamos lá por posições agora... O goleiro: todos são boas opções. A zaga: já discutimos, considerando que Thiago Silva é presença certa. Os laterais: Temos uma boa dúvida: Felipe Luiz ou Marcelo? O primeiro é um excelente lateral com características defensivas. Quase como um zagueiro na lateral. Enquanto o segundo se apresenta como o clássico ala brasileiro: Consegue defender, mas seu requinte esta na sua qualidade para atacar e dar apoio aos avançados. Quem será o titular? Bem, penso que analisá-los isoladamente é burrice. Com qualidades tão opostas e tão significativamente importantes, deveria estudar o contexto do time e sua proposta, primeiramente, antes de definir um. E, é claro, ter em mente que um não é bom reserva para o outro.

Para os volantes, responsáveis pelo controle da velocidade do jogo, do apoio ao ataque e a defesa, novamente ponho o contexto em primeira opção. Mas, penso que para um volante, é essencial qualidades defensivas; precisão nos passes para direcionarem a bola rapidamente aos atacantes, e não faria mal um requinte de domínio de bola para se esquivar de um adversário ou outro e permitir o controle do jogo no "campo adversário".

Para o setor ofensivo, com a nova proposta da seleção, passo a imaginar o "grande camisa 9" com uma função um pouco diferente. Além do tradicional faro de gol, é exigido que o mesmo saiba sair um pouco da área, atuar como um pivô e, também, distribuir o jogo. Neste caso, vejo um pivô no ataque, dois alas e um meia fixo. Oscar deve ser esse meia fixo e Neymar deve ser um dos alas, assim como Fred deve executar bem a função de pivô. Creio que Felipão não definiu um nome para a outra ala. O são paulino Lucas não tem precisão nos chutes, apesar de ser o melhor nos outros atributos. Hulk não agrada a torcida. Porque não testar Bernard neste domingo? Ou então porque não põe lucas um pouco mais recuado e Neymar mais avançado, formando um losangolo inclinado, constantemente utilizado na Inglaterra? 

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Os bons filhos a casa tornam



Alexandre Pato, Renato Augusto e Lúcio retornaram. Provavelmente, Elias se juntará à caravana dos jogadores que estão saindo da Europa rumo ao Brasil. Dentre os quatro citados, o único que se deu bem 'lá fora', foi o veterano zagueiro Lúcio. E mesmo assim se te perguntarem onde o xerifão fez história, é bem provável que você diga na Seleção Brasileira, não no Bayern de Munique ou na Internazionale.

Os brasileiros que atuam fora do país estão retornando, muitos ainda jovens e com uma instabilidade enorme na carreira.

Afinal, o que faz o exterior ser tão atrativo?

Hoje é muito comum as futuras promessas do futebol brasileiro desejarem jogar fora do Brasil. Não digo nem em grandes clubes, pois já vi muitos irem pra onde Judas perdeu as botas, jogar na 2ª divisão...
O que importa hoje não é o futebol e sim quanto o cara vai ganhar. O dinheiro fala mais alto e a safra de jogadores que sonham em entrar para a história do futebol é cada vez mais rara. Não importa se você é contratado para ser titular ou reserva de um clube da primeira ou quarta divisão dos piores campeonatos de futebol do mundo, contanto que o jogador receba uma tonelada de dinheiro, tudo vale.

Não menosprezo o campeonato Chinês, Japonês, Russo ou qualquer um que seja, todos tem sua importância dentro de seu país, mas é sacanagem ver uma grande promessa do Brasil, sair de um dos mais disputados campeonatos do mundo, sendo convocado pra Seleção Brasileira, e ir jogar na Rússia, como foi o caso do volante Jucilei, ex-Corithians. Resultado? Está ganhando o dinheiro dele, mas não voltou a ser convocado e está completamente esquecido. 

Esse é o diferencial dos clubes de fora. Dinheiro. Quantos já não foram jogar no Qatar? O motivo só pode ser dinheiro né?!

Outro exemplo é do atacante Robinho, uma das maiores decepções do futebol brasileiro.

Não consegue mostrar o seu futebol desde que saiu do Santos. Passou por Real Madrid, Manchester City, retornou ao Santos, por empréstimo, e agora está no Milan. Incrível como sempre foi convocado pelos treinadores que passaram pela Seleção, mesmo que, na maioria das vezes, não merecesse. E logo deve estar de volta ao futebol brasileiro. Ganhou muito dinheiro, em um curto período fez sucesso, mas não entrou para história.

Se pararmos para pensar como seria a carreira do volante Elias, se não tivesse saído do Corinthians rumo ao Atlético de Madrid? Provavelmente teria uma Libertadores e um Mundial no currículo. O que ganhou na Europa? Experiência. E agora pode ganhar uma chance de voltar a jogar o seu verdadeiro futebol pelo Flamengo.

O exterior não reserva flores para todos. Se não jogar, tá na rua, simples assim. Tantos se iludem por acharem que lá vão ter o mesmo tratamento que tem aqui. Mas, na verdade, não valem absolutamente nada desde o momento que chegam. Só serão valorizados se derem resultado.

A questão é que a mentalidade tem que mudar, o campeonato e os clubes brasileiros devem ser mais valorizados pelos jogadores do próprio país. A paixão pelo esporte deve voltar a ser prioridade para os atletas, não ganhar fortunas sem nem sequer ser lembrado pelos torcedores dos clubes que defendeu. 

Não estou dizendo que os sonhos pessoais de cada jogador, como joga fora do país, não devam se realizar, que eles devem ficar no Brasil. Todos tem esse direito, é obvio, mas que saiam para entrar para história do futebol. E que tenham mais carinho com o futebol nacional e seus clubes. 

Temos exemplos de jogadores fantásticos que não precisaram sair do país para serem reconhecidos pelo seu trabalho, como Rogério Ceni e Marcos. Dois goleiros com carreiras brilhantes em seus clubes. Esses sim, serão eternizados, lembrados como ídolos. 

Imagine como pode ser a carreira do Neymar sem sair do Santos, imagine como seria se todos os craques que revelamos ficassem no Brasil, como seria ainda mais emocionante o futebol brasileiro.

Temos um dos melhores campeonatos do mundo e revelamos jogadores espetaculares todos os anos. A combinação é perfeita. E neste inicio de 2013 estou muito feliz em ver jogadores de alto nível retornando ao Brasil. O Campeonato Brasileiro deste ano promete ser muito emocionante e recheado de craques. Espero que com isso os garotos que estão começando agora possam vir com uma nova mentalidade, dando mais valor para seu país, que comecem buscando mais que dinheiro e possam fazer história no futebol.

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Mais futebol e menos vergonha, por favor.


Primeiro jogo da final da Sul-americana. São Paulo x Tigre na Bombonera. Luís Fabiano foi expulso logo no primeiro tempo. 0x0. Uma decepção. 
A decisão no Brasil certamente seria diferente, era a despedida de Lucas, o último jogo antes de ir para o PSG, ele ia querer sair com um título ganho pelo time paulista. Mas bastava o Tigre ganhar e o título seria dos argentinos. E, como todos dizem, "o futebol é uma caixinha de surpresas". O jogo de hoje foi mesmo surpreendente, mas não dentro de campo, e sim fora dele.

O jogo da volta começou diferente, o São Paulo não só se impôs, como fez logo dois gols. Depois começou a administrar o jogo, e o Tigre começou a fazer muitas faltas. A partida começou a ficar violenta, típico dos jogos sulamericanos. Ao final do primeiro tempo, com o placar de 2x0, houve certa confusão entre os times.

Após o intervalo o São Paulo retornou ao campo, mas o Tigre não, afirmando que jogadores e comissão técnica sofreram agressão dos seguranças do clube paulista e/ou PMs. A história não se esclareceu, e pode ser que não seja esclarecida, afinal o futebol sulamericano é muitas vezes marcado por situações assim: vergonhosas. O time argentino disse que entrará na justiça desportiva, e os dois times prestarão depoimentos na delegacia.

O que vem ao caso, no momento, não é o que houve no vestiário, mas o que aconteceu depois: o Tigre se recusou a jogar, assim, o São Paulo foi o campeão da Sul-americana com apenas o primeiro tempo jogado. Foi a primeira vez que eu vi algo assim. O time deveria ser punido por ter se recusado a jogar; a média de público foi enorme, o torcedor brasileiro foi em busca de um espetáculo, e presenciou apenas "meio tempo".

Além disso, a Conmebol deveria tomar providências sérias, para que nenhum jogo pudesse ter fins trágicos, pois a maioria dos jogos importantes, mesmo sem ser finais, são marcados por ações violentas, além de graves falhas de arbitragem, atrasos, catimbas e torcidas vândalas, com um policiamneto que não dá conta de nada. Em um evento tão grande, como a final da Sulamericana, houve um descaso muito grande da Conmebol, que não viu nada do que gerou a confusão, e agora será preciso um procedimento muito maior para tentar desvendar o caso.  Depois desse ocorrido, tão deplorável, deveriam tomar como inspiração a Europa, que já sofreu tanto com os hooligans e hoje é exemplo de bom futebol e boa administração, pela UEFA. 

O assunto aqui é futebol, mas o que menos falei foi sobre a festa tricolor, a despedida de Lucas, e o próprio futebol. Isso porque a partida só durou 45 minutos, e ainda terminará na delegacia. Tem algo errado aí. Já está mais do que na hora de a história dos times da América do Sul  se modificar, e deixar para trás essa tradição negativa. Mas, apesar de tudo, o que São Paulo jogou foi digno de título. 

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Noite nada fabulosa

(Foto: Globoesporte.com /Agência AFP)
Todos os jogadores do São Paulo deviam saber que haveria provocações por parte dos argentinos, afinal, a melhor arma do Tigre na partida era a velha e famosa catimba argentina. Sendo assim, todos sabiam que  se o São Paulo não entrasse no jogo dos adversários, a partida tinha tudo para ser tranquila. Então entrou em cena Luis Fabiano, o 'Fabuloso".

Não digo que ninguém esperava que o Luis Fabiano tomasse uma atitude daquelas. Sabemos bem como é seu temperamento. Mas um  jogador de nível de Seleção Brasileira, com passagens na Europa, presença em  Copa do Mundo, fazer o papel do conhecido 'juvena' em plena final de Sul-Americana é patético.

 
(Foto: Globoesporte.com / Agência Reutêrs)
Junto com Rogério Ceni, o Fabuloso é peça fundamental na equipe tricolor. Joga ao lado de garotos que acabaram de começar, alguns estão em sua primeira final como profissional. Esses jogadores precisavam de uma referência em campo, mas aos 13 minutos o cara que deveria ser uma das bases de sustentação do time, perde a cabeça em um lance bisonho. Luis Fabiano foi afastar o Lucas de um pequeno desentendimento com o jogador adversário. Atitude digna de um líder, até cair na provocação infantil de Donatti que deu um soco em seu braço, no revide Luis Fabiano não acertou o chute, mas com o árbitro de frente para o lance, era lógico que não ficaria mais em campo. Expulsão justa.

Cara, analisa esse lance e me explica o que faz um jogador tão experiente, chegar numa final de um campeonato tão disputado e jogar tudo pro alto no primeiro jogo da decisão, quando sua equipe é extremamente superior ao adversário? Chegou a uma conclusão? Pois é... nem eu.

Luis Fabiano é craque! Disso não tenho dúvidas. Mas todo craque tem sua responsabilidade dentro de campo, ainda mais quando se tem uma bagagem enorme como ele. São em lances como esse que se complica jogos fáceis. Ontem tudo se encaminhava para uma vitória do tricolor. Porém sem uma referência no ataque ficou muito complicado, principalmente depois que o time passou a entrar no jogo dos argentinos. Reflexo da expulsão. Toloi e Rodolfo levaram cartão amarelo e estavam visivelmente nervosos.

Por 'sorte' do Fabuloso o jogo terminou zero a zero, devido as circunstâncias, um resultado bom para ambos os lados. No Morumbi, Cícero ou Willian José vão fazer a função do camisa 9. Tomara que se inspirem nos gols, nos dribles, nos grandes momentos do Fabuloso, porque a partida de ontem é para se esquecer.

Aos que se perguntavam sobre a ausência do Luis Fabiano nas listas de convocações para a Seleção Brasileira, está aí um dos motivos. 

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'Mitando' aos 40



Créditos: Wander Roberto/VIPCOMM

O aguardado desfecho sobre a possível aposentadoria do goleiro Rogério Ceni chegou ao fim. Hoje (9) o tricolor paulista anunciou a renovação de contrato do camisa um são-paulino por mais um ano. Próximo de completar 40 anos, Rogério Ceni é um dos poucos jogadores da atualidade que honram o futebol nacional, os encantos dos anos 50/60/70 e principalmente a paixão à camisa que veste.

A renovação do ‘M1TO’, como é chamado pela torcida tricolor, é provavelmente o final feliz entre um atleta consagrado e o seu clube do coração. Com a camisa 01 do São Paulo, Ceni com toda a certeza é o maior jogador na história do clube paulista.  Aos longos dos seus 39 anos, Ceni tem um currículo invejável, com quebra de recordes impressionantes, como por exemplo, ser o goleiro que mais marcou gols em todo o mundo, 105 no total. Entre os títulos conquistados se ganha destaque para o tricampeonato Brasileiro (2006/2007/2008), Campeão da Taça Libertadores (2005), Campeão do Mundial de Clubes (2005).

Rogério Ceni tem mais um ano para desfrutar da alegria de jogar futebol. Nós, amantes do bom futebol, teremos mais um ano para presenciar um ídolo em campo. Um ano para admirar o maior capitão do São Paulo, admirar a liderança em campo, o espírito de vencedor, seus gols, suas belas e importantes defesas. Nós estamos presenciando um dos maiores ídolos do futebol brasileiro encerrar a carreira. Diga-se de passagem, é uma honra ver Rogério Ceni em campo, sempre com a camisa do São Paulo.

Parabéns ao São Paulo e a sua torcida por terem um jogador como ele, que é muito raro hoje em dia. E parabéns ao Ceni por ser um exemplo de profissional, um exemplo de ídolo e fazer "um mito" como um dos maiores goleiros da história.

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Resumo (Atrasado) do Fim de Semana

Foi um final de semana muito bacana, futebolisticamente falando.

No sábado tivemos um verdadeiro show de Neymar em plena Arena Independência, em Minas Gerais. Até a torcida do cruzeiro reverenciou o melhor jogador do Brasil .

Como de praxe, também não poderia faltar aquela velha lambança da arbitragem.

Sabemos que o Flamengo não tem nada a ver com isso, sabemos também que os lances foram muito rápidos, mas foram 2 erros que prejudicaram bastante a vida dos catarinenses. Me arrisco a dizer que depois dessa ducha de água fria não haverá salvação para o Figueira. Também me arrisco a achar que se fosse o inverso, as jogadas seguiriam normalmente.

Essa é a "vantagem" de ser grande.

Voltando ao futebol, o domingão reservava um jogo esperado por quase todo mundo nesse segundo turno, que foi São Paulo x Fluminense, os dois melhores times dessa última perna do campeonato. A partida aconteceu, o placar foi justo, mas o jogo foi chato. Os dois tinham muito a perder, e o medo que isso acontecesse prevaleceu. Os gols saíram em falhas individuais das zagas. Quando o São Paulo abriu o placar com o Luís Fabiano, o Gum errou. Na vez do Fred empatar, que cochilou foi o Tolói.

No fim das contas, o 1 a 1 ficou de bom tamanho.

E o Galo, ein?
Vacilando mais uma vez, o time de Ronaldinho Gaúcho foi até o Couto Pereira, na capital paranaense, enfrentar os donos da casa. Logo no começo do jogo, com ele ainda morno, um pênalti para o Coritiba. Deivid converteu numa boa, e fez o gol do jogo. Não que o Atlético não tenha tentado empatar, mas de forma desordenada ninguém chega a lugar nenhum.

Lógico que ainda tivemos outros jogos, Palmeiras e Botafogo empatando, o Corinthians ganhando, o Vasco perdendo, mas esses que comentei mereceram, no meu ver, um destaque maior.

Até porque o Palmeiras está quase rebaixado, o Botafogo só vai à Sulamericana, o Corinthians já não quer nada na competição, o e Vasco não quis mais a vaga na Libertadores.

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“Hoje é o rabo que balança o cachorro”



“Hoje é o rabo que balança o cachorro” disse Leão. Curto, grosso, mas correto. Referente a um entrave formulado entre os meios jornalísticos entre Ney Franco e Rogério Ceni, O ex-técnico e goleiro do SPFC ressaltou que “o futebol de hoje está esquisito, tem muito clube em que não é o treinador que manda”.

Não ofereço credito ao conflito midiático criado a partir de uma discursão esporádica entre o atual técnico do São Paulo F.C. e um de seus ‘comandados’. Mas ressalto a frequência com a qual os treinadores têm de lidar com alterações impostas em suas escalações. E rodo o mundo atrás de exemplos... 1) Apesar de Ney Franco não ter concedido o pedido de Rogério para por Cícero, logo que assumiu o comando do São Paulo teve de aceitar uma suspensão que a diretoria impôs a Paulo Miranda, ainda zagueiro na época; 2) ainda no clube do Morumbi, um desabafo de Rivaldo ocasionou a saída de Leão; 3) no Santos F.C., um desentendimento de Neymar e Dorival Jr. provocou a demissão do técnico; 4) na seleção da Inglaterra, uma intervenção da FIA com efeito suspensivo para Terry fez com que o técnico Fabio Capello pedisse demissão; 5) no Anzih, Roberto Carlos assumiu por algum tempo o cargo de “técnico-jogador” da equipe; 6) Anelka no clube chinês e Romário no Vasco tiveram experiências parecidas com a de roberto Carlos.

O trabalho de ser técnico inclui ser culpado por uma derrota e desmerecido por uma vitória, uma vez que o reconhecimento é dado quase totalmente aos jogadores. É uma imensa responsabilidade e uma enorme frustação, quando anos de trabalho positivo são oprimidos por uma breve sequencia de derrotas. Ganhar depende tanto dos técnicos quanto não perder depende dos jogadores em campo. Mas vêm surgindo verdadeiras espécies de parasitas, jogadores ou integrantes de diretorias que intercedem no trabalho dos treinadores e esquecem-se destas interferências na hora de analisar o retrospecto negativo.

O trabalho de um técnico, para que acarrete as responsabilidades e deveres que oferta, deve ser tratado tal como é: Quem define titularidade é o técnico, que pode ou não ter participação nas alterações do elenco. Técnico pensa, jogador joga e diretoria dirige, que tal pensarmos nas coisas em seus lugares?

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A venda de quem sabe

(Foto: Reprodução)
Está fechado! O São Paulo anunciou hoje a venda do jovem meia Lucas para o Paris Saint-Germain, da França, por nada menos que R$ 108,3 milhões. A negociação é simplesmente a maior do Brasil, superando a do outro jovem Oscar, do Chelsea. O São Paulo tem direito a 75% do passe do atleta, ficando assim com R$ 81,225 milhões; e poderá contar com o jogador até dezembro de 2012, portanto, continua na briga pelo Brasileiro e Sulamericana.

O que mais chama a atenção nessa negociação é que o tricolor paulista teve paciência o suficiente para valorizar o atleta e esperar a melhor proposta. Destacando assim, a boa e velha competência da diretoria em saber vender os seus jogadores. Diretoria essa que nos últimos dez anos soube como nenhum outro clube brasileiro administrar as finanças do clube.

Houveram várias propostas. Inter de Milão, Manchester United, Chelsea... Mas nenhuma que pagasse o que o Lucas vale. A diretoria poderia ter aceitado qualquer R$ 40 milhões, como um Flamengo, Vasco, Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Grêmio aceitariam. Mas não. Sem sombra de dúvida é simplesmente brilhante a negociação feita pelo São Paulo. Impondo aos tão badalados clubes europeus que, para levar, tem-se que pagar, e pagar caro. Lucas, de apenas 19 anos, tem um futuro brilhante pela frente, tem toda uma carreira para construir, brilhar e encantar.

Agora o tricolor paulista tem uma temporada para terminar. Ainda conta com o craque por mais quatro meses. E enquanto a temporada não termina, o São Paulo tem o craque para jogar, quatro meses para planejar 2013 e R$ 81,225 milhões no cofre só para dar uma "ajudinha" no planejamento.

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Jadson mostra seu futebol e comanda virada tricolor


Comandado por Jadson, tricolor paulista vira sobre a Lusa, em partida equilibrada, chega aos 28 pontos, apenas dois a menos do líder Corinthians e assume a terceira colocação do Campeonato Paulista. Já a Portuguesa, maior decepção do campeonato até o momento, continua na 14ª posição com apenas 14 pontos conquistados.


Fala, Jadson:
- Hoje acertamos alguns passes lá na frente, a equipe está de parabéns, todos lutaram. (Entrevista à ESPN)

O jogo:

A partida começou de forma apática, com muitos passes errados, poucas finalizações e apesar de jogar em casa, a equipe do São Paulo não teve o domínio da partida na primeira etapa. Ao contrário, a Lusa impôs seu ritmo e criou as melhores chances do primeiro tempo. Como aos 11 minutos, quando Ananias rolou para Boquita, que chutou forte de fora da área e bola explodiu no peito do goleiro Dênis. E aos 30, em um contra-ataque, Ricardo Jesus lançou Ananias que carregou e da entrada da área, a bola resvalou no zagueiro Rodolfo, e passou perto da trave, assustando a torcida tricolor. 

O tricolor paulista começou a assustar já no finalzinho do primeiro tempo. Aos 38 minutos, veio uma pequena amostra do que estaria por vir no segundo tempo, Luis Fabiano tocou de cabeça para Jadson, que carregou e lançou Lucas na direita, o meia invadiu a área e bateu cruzado, obrigando o goleiro Weverson a fazer uma grande defesa. Logo em seguida, Casemiro puxou um excelente contragolpe com um lançamento para o meia Jadson, que avançou e deixou o goleador Luis Fabiano na cara do gol, que tentou tirar do goleiro, porém Weverton não foi na 'onda' do atacante e fez mais uma grande defesa.

Jadson comemora gol de empate ao lado dos companheiros.

Na segunda etapa, a Lusa partiu para o ataque e logo aos 2 minutos abriu o placar com Ricardo Jesus, de cabeça, após cruzamento de Ananias. O gol mais pareceu ter surtido efeito contrário, pois a torcida tricolor passou a cantar o nome do seu time cada vez mais alto, até que só se ouvia um canto: gol! Aos 4 minutos, Denílson encontrou Jadson livre na entrada da área que chutou no cantinho, empatando o jogo, 1 a 1. 

A partir daí, o São Paulo cresceu, e passou a tomar conta do jogo. Aos 21 minutos Jadson, novamente deu um lindo toque para Luis Fabiano que bateu cruzado, mas para fora. Aos 26 minutos, brilhou a estrela do goleador, que depois de mais um passe de Jadson, cortou o zagueiro, ajeitou e bateu de perna esquerda no contrapé do goleiro Weverson, que foi traído por um desviu no meio do caminho, era a virada tricolor, 2 a 1.

E podia ter sido mais, o imparável Jadson, tocou para Fernandinho que puxou pra direita e bateu forte obrigando o goleiro a fazer grande defesa. Se já não bastasse, novamente Jadson puxando o ataque tricolor, dessa vez ele cruzou a bola passou pelo Luis Fabiano e chegou até Fernandinho que chutou cruzado, mas pegou mal na bola e ela acabou indo por cima do gol. E sem mais dificuldades, a equipe tricolor administrou o placar.

As duas equipes voltam a campo no meio de semana pela Copa do Brasil, o São Paulo enfrenta a equipe do Independente-PA, no Morumbi e a Portuguesa enfrentará o Cuiabá, no Canindé.

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