22ª Rodada
Hoje começa a 22ª rodada do Campeonato Brasileiro série A. Destaque para alguns clássicos nacionais, como por exemplo, São Paulo x Internacional, Bahia x Atlético-MG, Cruzeiro x Botafogo.
19h30m
Flamengo (12º) x Ponte Preta (11º) - O Rubro-negro carioca recebe a Macaca, no estádio Raulino de Oliveira, buscando a reabilitação após a goleada sofrida em Porto Alegre, diante do Internacional. Já a equipe paulista, que vem de uma bela vitória em cima do Atlético-GO, tenta embalar no campeonato e abrir três pontos de vantagem para o Flamengo, ambas as equipes têm 27 pontos.
Portuguesa (14º) x Coritiba (16º) - Na briga para fugir do rebaixamento, Portuguesa e Coritiba fazem mais um jogo de "seis pontos". A equipe paulista tem 25 pontos e vem de derrota para o Vasco. Já o time paranaense, tem 22 pontos e vem de derrota para o Botafogo. É jogo de reabilitação no Canindé.
Náutico (10º) x Vasco (4º) - Nos Aflitos, o Timbu vai contar com o apoio da sua fervorosa torcida para bater o Gigante da Colina. Missão difícil, mas não impossível. A equipe pernambucana faz um bom campeonato, somando os seus 27 pontos e vem mostrando força quando joga em casa. Já o Vasco, que vinha vacilando, chegou aos 38 pontos após vitória por 2x0 em cima da Portuguesa, e quer mais uma para encostar nos líderes e continuar no G4.
Bahia (15º) x Atlético-MG (1º) - Em Pituaçu, o Bahia tem uma verdadeira pedreira pela frente: o líder. Com 23 pontos, a equipe baiana vem de moral elevada após bater o São Paulo, em plena ascensão, diga-se de passagem. Já o Galo, vem de uma sequência de três jogos sem vitória. Deixou os adversários encostarem na liderança, mas continua forte com os seus 44 pontos. Expectativa de jogão!
20h30m
Grêmio (3º) x Atlético-GO (19º) - No Olímpico, o tricolor gaúcho e os seus 41 pontos vão em busca da caça aos líderes. Já o Atlético-GO faz uma péssima campanha e com os seus míseros 16 pontos tem missão quase impossível de vencer a equipe gaúcha, em Porto Alegre.
22h
São Paulo (5º) x Internacional (7º) - No Morumbi, o tricolor paulista recebe o colorado. É mais um jogo de "seis pontos". Ambas as equipes têm 34 pontos e buscam abrir vantagem uma da outra. O São Paulo tenta a reabilitação, freada pelo Bahia na última rodada. Já o Inter, vem de goleada em cima do Flamengo. Promessa de um bom jogo.
Cruzeiro (6º) x Botafogo (8º) - No Independência, a Raposa recebe o irregular Botafogo. Com 34 pontos, o Cruzeiro segue em ascensão e vem de uma boa vitória em cima do Náutico. O Glorioso, por sua vez, se reabilitou diante do Coxa e chegou aos 31 pontos. É mais um jogo de "seis pontos" na conta!
Figueirense (20º) x Corinthians (9º) - No Orlando Scarpelli, o lanterna tem a missão de parar o Campeão da América. A equipe catarinense faz um campeonato decepcionante e com apenas 15 pontos busca uma reação milagrosa para fugir da degola. Enquanto a equipe paulista, aos poucos, vai se reabilitando na competição. No último jogo bateu o líder e alcançou os 28 pontos.
Hoje é dia de Galo!
Queridos leitores, primeiramente peço desculpas pela demora das postagens, e pelo hiato ocorrido desde a última. Época de provas, trabalhos para a faculdade, namoradas querendo sair...enfim. Vamos procurar manter uma regularidade maior agora já que as provas acabaram.
Hoje é dia de Galo, sim!
O CRB já está em São Paulo onde enfrentará a equipe do Guaratinguetá, na cidade de São José dos Campos, pela 22ª rodada da Série B. A partida marcará o reencontro do técnico Pintado, hoje no clube alagoano, com o ex-clube.
Diferente do que aconteceu na terceira rodada do primeiro turno, quando as duas equipes se enfrentaram, o clima agora é de tensão. O CRB vem de uma série de resultados negativos, e precisa se reabilitar urgentemente. Ocupando a 15ª colocação, o clube alagoano precisa voltar a vencer para se afastar da zona de rebaixamento, que começa a ser um risco real.
Para se afastar qualquer possibilidade de rebaixamento, a receita é simples: Ganhar os jogos dentro de casa. Vamos convir que isso não é uma das tarefas mais difíceis do mundo. Com a força de sua verdadeira torcida, o CRB faz frente a qualquer equipe dessa competição. Se o resultado de casa escapar, aí sim vira obrigação beliscar pontos fora. É difícil, mas não impossível. Até porque, depois que o Elsinho foi embora, finalmente eu o CRB pensar em jogar melhor. Está certo que o time vem em má fase, mas a partida diante do Bragantino, semana passada, fez com que o torcedor ficasse um pouco mais animado.
Finalmente a postura covarde foi deixada de lado. O esquema tático, agora com dois armadores, vem se mostrando melhor para o time. Pintado viu o pobre rendimento do setor de criação, viu que os atacantes, por mais que sejam limitados, não poderiam fazer milagres caso a bola não chegasse. Antes, os bons laterais, Jadilson e Elsinho chegavam muito e apoiavam o meio campo. Hoje, sem eles, é preciso suprir essa necessidade, por isso mais um meia. Eu gostei muito disso, e vi o time subir um pouco mais de produção.
Hoje, o professor Pintado não vai poder contar com o artilheiro Aloísio, suspenso pelo 3º cartão amarelo. Gleidson também está suspenso, e não joga. Vale lembrar que esses nomes foram os últimos jogadores que foram as redes pelo Galo, e com certeza irão fazer falta. A boa notícia, é a possível estréia do volante Marcinho Guerreiro. Depois de todo o imbróglio na sua contratação, o atleta finalmente vai a campo. Outro que também pode figurar no onze inicial é o meia Palhinha. A provável equipe que irá a campo é:
Cristiano; Ednei, Rogélio, Thiago Gomes e Jadilson; Roberto Lopes, Marcinho Guerreiro, Palhinha e Geovani; Ricardinho e Edson.
Vamos torcer!
CURTAS
Pegaram a Rural
Na semana passada, a diretoria
Mas já?
Também na semana passada, foi anunciada a contratação do lateral-direito Everton Silva, que já teve passagem no Flamengo carioca. Mas tão logo o atleta chegou, ele já foi embora. Alegando "problemas pessoais", o jogador pediu dispensa e não é mais jogador alvinegro. Uma pena.
Cabeça quente, sopro frio
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| Fotos: Lucas Barreto |
PRESSÃO!
Tentando aprumar-se no campeonato, o CRB enfrentou o ASA numa ótima tarde com tempo bom e casa cheia, este foi o primeiro clássico da história pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Nos primeiros minutos a equipe maceioense foi só pressão "fuzilando" o goleiro Gilson.
Com boas jogadas, o CRB só atacou durante todo o começo do primeiro tempo.
Aos 8 minutos uma linda jogada, Wanderley arrematou de longe e assustou o goleiro alvinegro.
15 minutos de partida, e dessa vez pela equipe do ASA, Cal tentou de fora da área, mas ficou fácil para o goleiro Cristiano.
Ótima jogada da equipe alvinegra aos 23 minutos, Lucas tentou de muito longe mas não assustou.
A equipe alvinegra sofria mas contra atacava muito bem, aos 26, falta perigosa na risca da grande área a favor do ASA, Judilson do CRB tomou o primeiro cartão amarelo do jogo.
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| Gilson realizou ótimas defesas durante a partida |
28, 29 minutos e a equipe de Arapiraca continuava jogando com muita qualidade, aproveitando desorganização defensiva do CRB.
Em roubada de bola, Beto Jacaré, livre, tentou mas chute saiu fraco.
Bete Balanço! Confusão na defesa regatiana aos 32, Davi tentou marcar, mas ficou no quase.
A equipe maceioense só conseguia realizar boas jogadas nas bolas paradas, aos 34, falta para o CRB, também ficou no zero.
GOL! Como diz o velho ditado, quem não faz, toma. Em falta perigosa a favor do ASA, Lúcio Maranhão se enfiou no bolo da grande área e marcou, 1 a 0.
Depois do gol, Audálio do ASA, fez um gesto de silêncio para a torcida regatiana que ficou enfurecida com o jogador até o fim da partida. A equipe de Arapiraca ficou mais leve, jogando de maneira tranquila, enquanto isso, no lado regatiano o técnico Pintado, em sua estreia, assistia a sua equipe jogar de maneira desorganizada dentro de campo.
Quase! Aos 37 minutos, em ótima tentativa pela esquerda, CRB por muito pouco não empatou o jogo.
Jacaré neles! Aos gritos de "Aloísio" mais uma ótima jogada pelo lado alvinegro, Cristiano salvou o CRB do segundo gol, quando o relógio já marcava 42 minutos.
Faltava qualidade no time do CRB, depois que tomou o gol, a equipe não conseguia passar do meio campo, já o ASA jogava fácil, virando o jogo com boas jogadas.
No final do primeiro tempo, CRB ainda tentou o empate. Lançamento de Thiago Bezerra para Wanderley, mas não deu.
JOGO PEGADO!
Tecnicamente, o segundo tempo começou fraco, com o CRB tentando atacar a ótima defesa alvinegra, enquanto o ASA permanecia nos contra-ataques.
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| CRB tentou do começou ao fim |
Logo em seguinda, na cobrança de escanteio a favor da equipe regatina, Geovani lançou para Aloisio, que cabeceou de peixinho para o gol e mais uma vez parou em Gilson.
Esquentou! Como já era esperado, a partida esquentou de vez. Até os 20 minutos, Asa seguia nos contra-ataques, equanto o time do CRB permanecia todo no ataque.
Até que Wanderley, aos 36, numa linda jogada individual, dribou e chutou, mas a defesa alvinegra não deixou.
A partida seguiu pegada até os minutos finais, Aloisio e Audálio discutiram na beirada do campo, aos 43, Ricardinho mandou uma bola cruzada, e Gilson, defendeu novamente. Logo depois, Paulo Victor cobrou uma falta no final da partida, o goleiro do ASA estava muito bem, e estragou qualquer tentativa da equipe maceioense.
E terminou assim, CRB soma a 5ª derrota consecutiva no campeonato, caindo para a 15ª colocação com 21 pontos. Já a equipe de Arapiraca que somou mais 3 pontos fora de casa, aparece em 14º lugar também os mesmos 21 pontos, celebrando bastante a vitória com sua torcida que foi até Maceió.
Hora de recomeçar
Nada melhor como um clássico para se repaginar um ambiente. E como o CRB precisa disso. Precisa muito esquecer o passado recente, e se concentrar bastante para planejar e fazer seu futuro a partir de agora. O segundo turno tem tudo para ser competitivo, e o Galo precisa estar a altura. O confronto com o ASA está marcado para o próximo sábado (25), no estádio Rei Pelé.
Depois de três jogos para se esquecer, quando levou 10 gols e não fez nenhum, o galo viveu momentos conturbados: perdeu jogador, demitiu treinador, diretor falou, presidente reclamou...
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| Pintado comanda treino na Pajuçara |
"Chego para somar. Vim para cá pois acredito nesse grupo e no projeto apresentado pelo presidente. O time é muito bom e já mostrou isso na Série B nas vitórias sobre Joinville, Avaí e Atlético-PR", lembrou o novo comandante alvirrubro.
Pintado irá assumir a equipe na 13º colocação, com 21 pontos ganhos, e irá tentar emplacar uma boa sequência para o segundo turno do campeonato. Após enfrentar o ASA, o clube da Pajuçara irá a São Paulo, onde jogará diante da equipe do Bragantino.
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| Everton nos tempos de Flamengo |
No meu ver, um bom nome, se tratando de CRB e de Série B. Apoia direitinho e defende razoavelmente. Pelo menos não comprometia, nas épocas de Flamengo.
Outros nomes também surgiram, como o do volante Gilberto e o do meia Diego que vinheram do América-Mg e Avaí-SC, respectivamente. Não os conheço, mas confio na diretoria. Esperamos que eles façam boas atuações e ajudem o time.
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| Marcinho: Cadê tu? |
Até lá, estamos aguardando.
Futebol: laboratório filosófico

Para que um time consiga conquistar um título, além do preparo fisiológico, é necessário que os jogadores entrem em sintonia para que as jogadas funcionem durante a partida.
Desse jeito, os atletas somam todos os seus esforços individuais em prol da realização total de um bem comum: a conquista. Na perspectiva filosófica, quando um grupo de homens se reúne para uma causa em comum, essa atuação é muito mais aguda do que a praticada por um indivíduo solitário, pois esses homens, quando interagem reciprocamente, afetam-se.
Tendo em vista o que é mais útil para todos, de maneira que a concordância e o relacionamento se tornem bem mais eficientes para a realização dos objetivos, pois amplia a capacidade de agir do homem.
A realização, ou a ação pautada na falta de interação e sociabilidade entre os indivíduos, marcada por afetos de inveja ou ciúme, por exemplo, prejudica a concretização dos objetivos, pois distorce a compreensão da realidade da parte de todos os indivíduos envolvidos na interação.
Numa equipe futebolística, quando os jogadores são movidos pela vaidade, pelo individualismo, dificilmente esse time conquistará algo, ainda que seja repleto de "camisas 10". Afinal, no futebol, o talento individual não basta, mas sim o somatório de esforços.
Por isso, tantos times, cujos jogadores são limitados do ponto de vista técnico, realizam grandes feitos, uma vez que estão intimamente associados para o sucesso da causa.
Estatuto da loucura futebolística
Significado de Fanatismo: Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião,
Há muito pode-se notar uma imensurável paixão futebolística por grande maioria dos torcedores brasileiros. A cada ano que se passa o aumento de camisas vendidas, bares lotados e plano sócio torcedor vem se tornando corriqueiro. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) entrevistou pessoas de 20 a 30 anos, das regiões Sudeste, Sul e Nordeste para saber o nível de fanatismo do brasileiro pelo futebol. O resultado foi o que já era esperado: o povo brasileiro é mesmo obcecado por futebol.
Estudo mostrou que 35% dos entrevistados são fanáticos pelo esporte, 32% são envolvidos com o assunto, e apenas 33% são relativamente ausentes ao que acontece nos campos. Para os “loucos” pelo tema, o futebol vem em primeiro lugar, antes mesmo de amor, família, trabalho, entre outras coisas.Para além da loucura
Fanatismo pode se definir como a paixão infame de servir a uma ideia, a uma causa, a um partido ou alguma seita. Quase sempre, o fanático é um arremedo de misticidade que se julga inspirado por verdades de ordem superior, que, de modo ou outro pretende impor a qualquer custo a todos os demais. E não nos enganemos: há o fanático na ciência, na política, na religião, na filosofia e também na literatura. Na filosofia, por exemplo, trata-se sempre de um enxerido com intenções “nostradâmicas” um visionário que fez a cabeça de si mesmo de haver decifrado os mais secretos segredos da ordem do ser.
Há outro abuso que enxovalha muito e que, como os demais apresentados anteriormente, não deveria ser levado tão a sério. A paixão pelo futebol e por suas agremiações, até ser totalmente incompreendido já que estamos no país do futebol, de tantas e tantas glórias, jogadores, títulos, clubes grandes e histórias para contar. O importante acima de tudo é chamar a atenção de pais, educadores e comunidades em geral para uma questão de grande acuidade. A violência que prevalece nos gramados só poderá ser contida se formos capazes de nos relacionar de uma forma mais saudável, menos “caliente” e seguramente muito menos aberta com o esporte.
O que de fato deveria ser apenas um lazer, ou uma forma de extravasar o estresse e as emoções reais do dia-a-dia, se tornou para muita gente a "proclamação" insana, o centro de suas vidas, o eixo ao redor do qual seu mundo gira, ou a luz que ilumina e acalora suas meras existências.
Olá, Europa!
Erros que se repetem.

Dessa vez, não foi fora de casa. Não teve pressão da torcida adversária, campo menor, campo ruim, nada. Tiveram onze contra onze, um campo que mais parecia um tapete e uma torcida que apoiava e acreditava.
Acreditava numa exibição totalmente diferente daquela mostrada na semana passada, afinal de contas o jogo necessitava de uma postura diferente. O Ceará, adversário da noite, era concorrente direto na disputa pela posição, o chamado "jogo de 6 pontos".De quebra, o tão criticado ataque, veio modificado. O camisa nove que todos queriam, ia ser titular, e o garoto que todos cobravam, estava no banco, doido para mostrar serviço. Tudo conspirava para um bom jogo, para uma noite feliz por parte dos torcedores do CRB.
Mas todas as expectativas caíram por terra logo aos 3 minutos de jogo, quando o artilheiro Itamar fez 1x0 Ceará, depois de uma cochilada da zaga do Galo. O gol atordoou o time, que passou a errar demais. Em um desses erros, Itamar acabou aproveitando e fez mais um, dando números finais ao placar.
Lógico que o jogo não foi só isso. O CRB errou mas também acertou, só que muito pouco. A noite dos jogadores não foi nem de longe inspirada. Aloísio, esperança de gols do Galo, ficou isolado lá na frente e pouco fez. É verdade também que a bola não chegava, já que diante de uma forte marcação do time Cearense, só um Giovani criando não daria conta de municiar o setor ofensivo.
E é justamente daí que vem a minha crítica. Se eu jogo em casa, e preciso ganhar o jogo, eu não posso jogar com 3 volantes. Mas deve ser difícil argumentar isso com o técnico do Galo. Roberto Fonseca é, em inúmeras vezes, teimoso. Escala sempre de maneira equivocada, pondo em campo jogadores que estão em visível má fase. O que dizer de Preto e Edson? Jogos e mais jogos sem jogar bem, sem fazer gols, mas os dois vivem no 11 inicial. E o que dizer da escalação do Thiago Bezerra? Manter ele no jogo mesmo com o cara fazendo uma PÉSSIMA partida?Isso sem falar nas improvisações. Lateral curtindo de volante e volante curtindo de lateral...esse lance de "professor pardal" só pega bem pra quem já é consagrado, e olhe lá. Se está precisando de lateral, contrata um, nada de arrumadinhos. Professor, o campeonato chegou num momento crucial, a virada de turno. Não podemos mais errar.
Só pra constar, os clubes que eram fracos, certamente irão se reforçar, e passarão a ser adversários mais complicados. Não pense o CRB que quando jogar com o Ipatinga novamente vai ser aquela baba que foi há umas 3 semanas. Esses clubes do sudeste tem um aporte financeiro muito grande, e é provável que a crescente deles seja a partir de agora.
E posição do Galo na tabela mostra o quão inconstante está a equipe no campeonato, e o quanto isso pode ser perigoso. Sem nenhuma vitória fora de casa, os resultados dentro de seus próprios domínios passam a ser obrigação, não por pressão de torcida nem nada, mas pensando na manutenção na série B mesmo. Não podemos ficar atrás. Com a perda de Elsinho, um grande buraco se abriu entre a defesa e o ataque do CRB. Prova disso foi o pífio desempenho do setor de frente nas últimas duas partidas, onde o galo tomou 6 gols e não fez nenhum.
A certeza maior é que é preciso melhorar, e logo.
Antes que o tempo acabe, o campeonato finde, e o prejuízo seja grande
Classificado!
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| (Foto: Site Gazetaweb.com) |
A triste realidade do nosso futebol

A venda de Elsinho para um grupo de empresários na última quarta-feira trouxe a tona um problema
antigo, mas que perdura até os dias de hoje, mesmo com os avanços da economia no país e no Estado de Alagoas.
Nossos clubes não tem dinheiro. Essa é a dolorida verdade. As receitas são baixas, os patrocinadores não pagam muito e o dinheiro dos ingressos nunca é 100% do clube, já que boa parte dela é sempre recolhida por outras partes para a amortização de dívidas antigas, de diferentes naturezas.
Eu, que sempre reclamei das direções dos clubes daqui, fiquei boquiaberto quando tive conhecimento das manobras que eles precisam fazer para compor um elenco para a disputa de competições. Mais especificamente nesse caso, o Clube de Regatas Brasil, pois em entrevista ao Pajuçara Futebol Clube 2º tempo, sob o comando do amigo César Pita, o presidente em exercício do clube, Ednilton Lins, revelou alguns detalhes sobre a polêmica saída de Elsinho e sobre a situação de alguns outros atletas e do próprio clube.
Elsinho não era jogador do CRB, só estava emprestado ao clube. Seus direitos federativos estavam ligados a um clube-empresa do Estado do Paraná, o Cincão. em se tratando de jogadore de futebol, normalmente quando se consegue o empréstimo de um atleta, é paga uma quantia ao clube cedente para que o jogador só retorne para ele, no fim do seu contrato de empréstimo com o clube que ele foi cedido, no caso o CRB.
Só que o CRB não tinha esse dinheiro na hora da contratação. Então, a formula que foi bolada para viabilizar o negócio foi fazer do clube uma vitrine para o jogador. Então, Elsinho foi cedido sem custos, mas em compensação, caso aparecesse alguma proposta interessante por ele, ele seria negociado sem a necessidade do cumprimento do contrato com o CRB. A diretoria, por sua vez, se resguardou bem diante da situação.
| Lins explicou a razão da saída de Elsinho. |
"Se o jogador fosse o dono do próprio passe, nós teríamos como fazer diferente. Tentar aumentar o salário, oferecer vantagens...enfim, fazer com que o jogador ficasse. Se tivéssemos como fazer isso, faríamos sem dúvida, pois o Elsinho se mostrou um grande jogador e ajudaria bastante o clube no decorrer da temporada. Infelizmente, não temos esse poder, e por isso perdemos o jogador" comentou o presidente.
Ainda segundo o presidente em exercício, essa modalidade de contrato existe em alguns outros atletas do galo. "Atletas como o Giovani também tem contratos semelhantes, apesar de que no seu caso em específico, não chegou nenhuma proposta concreta. O que falam sobre ele até o momento é especulação"
Depois de tudo que aconteceu, eu tirei a conclusão de que os dirigentes não são tão ruins como nós imaginamos. Os caras dão nó em pingo d'água, como diz o ditado. É lógico que as dívidas foram criadas por diretorias e dirigentes anteriores, uma infeliz herança diga-se de passagem. Mas é impossível resolver essas situações hoje, nas atuais condições. Não estou defendendo ninguém, só estou analisando os fatos. Mas é certo que essas dívidas atrapalham tudo, e quase não se tem entrada de dinheiro nos cofres do clube.Sendo assim, montar um elenco competitivo nessas condições é uma missão muito complicada, temos que concordar. E fazer de um elenco desses, um grupo competitivo é mais complicado ainda, e eles conseguem. Aos trancos e barrancos, mas conseguem.
É uma pena a nossa situação, mas temos que conviver com ela. Nossos clubes vivem cheios de dívidas que atrapalham qualquer tipo de negociação mais benéfica para eles mesmos. Ficamos na torcida para que alguém consiga, quem sabe um dia, resolver as suas situações financeiras.
Até lá, só podemos ficar na torcida.














